segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Em entrevista, Dilma se diz vaidosa e confessa a Hebe ser distraída

Hebe Camargo perguntou a Dilma Rousseff se a presidente é vaidosa, entre outras coisas.

"Até que sou", disse Dilma. Mas um pouco distraída. Por exemplo, muitas vezes ela coloca o brinco numa orelha --e se esquece de colocar na outra. Hebe caiu na risada.

As duas conversaram também sobre a luta contra o câncer --ambas passaram por tratamento entre 2009 e 2010. Concordaram que, depois que ficaram carecas pela quimioterapia, o cabelo voltou a crescer bem mais forte.

Dilma gravou uma participação especial que deverá ir ao ar no programa de estreia de Hebe na Rede TV!, em 15 de março.

O encontro foi no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Com Dilma, um Dia da Mulher especial

BRASÍLIA. Primeira presidente mulher do Brasil, Dilma Rousseff acompanha de perto os preparativos especiais para eventos que marcarão as comemorações do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. A menina dos olhos de Dilma é a exposição de artistas plásticas brasileiras do século XX que ela mesma idealizou para os espaços do Palácio do Planalto. As homenagens às mulheres também serão feitas com a volta da presidente a programas das apresentadoras Ana Maria Braga, da TV Globo, e Hebe Camargo, na Rede TV!

Outros eventos estão sendo preparados pelos ministérios e secretarias da Presidência, por se tratar do primeiro Dia Internacional das Mulheres com uma mulher eleita no comando da nação.

A ideia é estender as comemorações pelo mês de março. Dilma retomará a agenda de participação em programas femininos, diante de pedidos feitos por apresentadoras das quais se aproximou quando ainda era ministra e enfrentou problemas com um câncer. Na próxima semana gravará, no Rio, participação no programa da Ana Maria Braga.

A exposição de artistas plásticas no Palácio do Planalto é o evento que mais tem merecido a atenção de Dilma. Apaixonada por artes plásticas, ela sonhou com uma exposição que reunisse desde as modernistas Anita Malfatti e Tarsila do Amaral à pós-modernista Djanira, até a contemporânea Beatriz Milhazes.

Dilma também sugeriu, e o Itamaraty está em fase final de negociação para conseguir o empréstimo da tela Abaporu, de Tarsila, que está no Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires. O quadro é um marco do Modernismo brasileiro, ao inaugurar o movimento antropofágico. Outras telas de artistas brasileiras serão garimpadas em museus mundo afora. A curadoria da exposição será da Fundação Armando Álvares Penteado.

O Ministério da Educação está engajado nas comemorações, selecionando professoras de destaque, do ensino fundamental a pesquisadoras de renome internacional de universidades brasileiras. A ideia é que Dilma as condecore com uma medalha de ordem ao mérito. A presidente deverá ir a duas capitais, participar da formatura de alunos do programa Próximo Passo, voltado à capacitação de pessoas cadastradas no Bolsa Família.

Segundo o Planalto, 80% dos que são capacitados pelo programa são mulheres. Também serão mantidas ações de combate à violência contra as mulheres e será reforçada a importância da Lei Maria da Penha, além de eventos na área da saúde da mulher. Em março, deverá ser lançado o Fórum Direito e Cidadania, provavelmente coordenado pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Dilma sanciona mínimo de R$ 545 que passa a valer em março

ANA FLOR
DE BRASÍLIA


A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta sexta-feira a lei que fixa o valor do salário mínimo em R$ 545.

A publicação constará no "Diário Oficial" de segunda-feira, de acordo com a Casa Civil.

Reajuste do mínimo por decreto é constitucional, diz AGU

O valor passará a valer a partir de 1º de março.

A lei estabelece a política de reajustes do mínimo até 2015. A sanção foi sem vetos.

O Congresso encerrou a segunda parte da apreciação do texto enviado pelo governo na quarta-feira, quando o Senado aprovou o valor desejado pelo Planalto.

Na semana anterior, a Câmara já havia chancelado o valor, derrubando propostas de R$ 600 e R$ 560.

A AGU (Advocacia Geral da União) recomendou que a presidente sancionasse a lei, com um parecer que atestou o entendimento de que ela não desrespeita a Constituição.

O texto da lei é polêmico porque estabelece os reajustes do mínimo por decreto para os próximos três anos.

A oposição prometeu apelar ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar o que chama de "manobra" do governo para evitar que a cada ano a proposta de reajuste seja apreciada pelo Congresso.

Segundo partidos de oposição, com a lei o Congresso perde uma prerrogativa constitucional de debater o valor do mínimo e votá-lo anualmente.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ministérios estudam idade mínima para aposentadoria

NATUZA NERY
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA

O governo federal estuda a adoção de idade mínima para concessão de aposentadoria integral a trabalhadores do setor privado.

A proposta está em discussão nos ministérios da Fazenda e da Previdência e deve ser apresentada à presidente Dilma Rousseff em março.

Segundo a Folha apurou, a proposta mais forte hoje é 65 anos de idade para homens e 60 para mulheres, no caso dos segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que atende aos trabalhadores do setor privado.

A mudança valeria apenas para quem ainda não entrou no mercado de trabalho.

Pelas discussões, a ideia é substituir, no futuro, o atual fator previdenciário --fórmula de cálculo do valor do benefício para desencorajar aposentadorias precoces, adotado a partir de 1999.

O fim do fator é uma demanda das centrais sindicais e tem apoio de alas petistas. Mas, como não há hoje idade mínima para aposentadorias em valor integral no setor privado, o Executivo alega não poder abrir mão de um instrumento que evite ampliação do deficit previdenciário.

Em 2010, a despesa com o INSS chegou perto de 7% do PIB e a 36% dos gastos da União, excluindo da conta os encargos da dívida pública.

O Palácio do Planalto foi informado sobre a elaboração da proposta e não desautorizou o debate. Segundo alguns interlocutores da presidente, Dilma irá fazer um cálculo político para decidir se leva o tema adiante.

O assunto é polêmico. Como a mudança seria somente para os futuros trabalhadores, ministros argumentam que o embate seria menos amargo do uma iniciativa que mexa em direitos atuais.

Na campanha eleitoral, a então candidata disse que não tocaria uma reforma da previdência. Se patrocinar a medida, pode encontrar pela frente forte resistência das centrais, com as quais já se atritou na definição do salário mínimo de R$ 545.

"Acho que dá para discutir, mas a presidente não pode querer fazer imposições. Sem negociar, haverá confusão", disse à Folha o deputado Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical.

Apesar de uma certa simpatia à causa, há na Esplanada quem aconselhe a presidente a não comprar brigas que não tragam dividendos políticos ou ganhos orçamentários imediatos.

Outros afirmam que o momento para mudanças é exatamente agora, no embalo do primeiro ano de mandato. A votação seria um teste real à governabilidade dilmista, e significa um obstáculo muito maior do que a votação do salário mínimo, aprovado com tranquilidade no Congresso.

Internamente, já se considera uma moeda de troca para conquistar a simpatia do mundo sindical à proposta da idade mínima: flexibilizar o fator previdenciário e estabelecer uma transição menos rígida até que a idade mínima entre em vigor.

O Planalto resgataria na Câmara o projeto do fator 85-95, que prevê o benefício integral aos trabalhares cuja soma da idade e do tempo de contribuição resulte em 85 (mulheres) e 95 (homens). Exemplo: um homem com 35 anos de contribuição e 60 de idade obteria o direito à aposentadoria integral.

A instituição de uma idade mínima elevaria o prazo de contribuição ao regime geral da Previdência em 12 anos --hoje, um trabalhador pode requerer aposentadoria proporcional por tempo de contribuição aos 53 anos.

É provável, porém, que seja preciso preservar um mecanismo para a aposentadoria por tempo de contribuição, especialmente para os mais pobres, que ingressam mais cedo no mercado.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Dilma Rousseff grava participação em especial da Hebe

Em mais um compromisso que não consta em sua agenda oficial, a presidente Dilma Rousseff recebeu na manhã de hoje a apresentadora Hebe Camargo.

Dilma gravou uma participação especial que deverá ir ao ar no programa de estreia de Hebe na Rede TV!, em 15 de março.

O encontro foi no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Hebe chegou por volta das 8h30. Elas tomaram café da manhã juntas. Acompanhadas das câmeras, as duas caminharam abraçadas nos corredores do Alvorada e visitaram a capela do lado de fora do prédio principal.

As imagens foram captadas pelas redes de TV do lado de fora do Alvorada.

A apresentadora deixou o local por volta das 11h. Em seguida, a presidente seguiu para o Palácio do Planalto.

Está prevista ainda a gravação de uma participação especial da presidente no programa de Ana Maria Braga, na TV Globo.

Segundo fontes, Dilma teria atendido os pedidos em virtude das comemorações do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Senado mantém projeto do governo e mínimo de R$ 545 é aprovado

O Senado aprovou nesta quarta-feira o salário mínimo de R$ 545. Com maioria folgada dos governistas na Casa, os senadores mantiveram integralmente o texto encaminhado pelo Executivo ao Congresso --e conseguiram derrubar emendas que aumentavam o seu valor.


O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

A base de apoio da presidente também manteve o artigo que permite o reajuste do salário mínimo, por decreto presidencial, nos próximos quatro anos.

Apesar da pressão contrária da oposição, que acusa o governo de retirar o Congresso da discussão com o reajuste via decreto, o mecanismo foi mantido no texto.

Os governistas conseguiram derrubar emenda que aumentava o valor do mínimo para R$ 560 por 54 votos contra 19, além de quatro abstenções.

A votação mais apertada foi a emenda do decreto presidencial, na qual 20 senadores apoiaram a mudança no texto.

Os governistas, porém, reuniram 54 votos favoráveis. Eram necessários 41 votos para derrubar as emendas.

Cinco senadores do PMDB votaram contra o governo ou abstiveram-se da votação. Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE) votou a favor de duas emendas que aumentavam o valor do mínimo para R$ 600 e R$ 560.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) apoiou o mínimo de R$ 560, enquanto Pedro Simon (PMDB-RS), Casildo Maldaner (SC) e Luiz Henrique da Silveira (SC) se abstiveram nas duas emendas.

Ainda entre os aliados, Ana Amélia Lemos (PP-RS) votou a favor das emendas de R$ 600 e R$ 560, enquanto o senador Pedro Taques (PDT-MT) apoiou o valor de R$ 560 --em declaradas dissidências ao projeto do governo.

Na oposição, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) se absteve na votação das emendas que elevavam o valor do mínimo --o que na prática representa que a democrata apoiou o valor de R$ 545 proposto pelo governo federal.

O senador Paulo Paim (PT-RS) votou com o governo. Dilma conseguiu convencer pessoalmente o petista a apoiar o reajuste de R$ 545. O senador havia declarado voto nos R$ 560, mas foi chamado pela presidente esta manhã para discutir a dissidência.

Ela temia desgastes no Senado se não houvesse unanimidade em seu próprio partido na sua primeira votação de peso na Casa.

Paim disse que atendeu à presidente depois que Dilma comprometeu a discutir duas de suas principais bandeiras: o fator previdenciário e o reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo.

SANÇÃO

A aprovação do projeto representa a primeira vitória de Dilma no Senado desde que assumiu o governo. A presidente deve sancionar o projeto até a semana que vem, para que o salário mínimo de R$ 545 passe a vigorar a partir do dia 1º. de março. O texto foi aprovado pela Câmara na semana passada.

A votação ocorreu sob protestos de sindicalistas, que encheram as galerias do Senado para defender o salário mínimo de R$ 560. Alguns chegaram a usar máscaras com a figura de Dilma, num protesto contra o valor encaminhado pelo Executivo ao Congresso.

Diversos petistas foram vaiados enquanto discursaram em favor do projeto do governo.

A oposição também fez discursos calorosos contra o texto. Em um dos debates, o senador Itamar Franco (PPS-MG) trocou farpas com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Itamar disse que uma família brasileira não tem condições de viver com o valor sugerido pelo governo.

E relembrou o ex-presidente João Figueiredo. "Uma vez perguntaram para um presidente o que faria com um salário mínimo, sabe o que respondeu?", questionou a Jucá. O peemedebista respondeu: "que daria um tiro na cabeça".

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Senado vota hoje mínimo de R$ 545

A exemplo do que foi feito na Câmara dos Deputados na semana passada, a presidente Dilma Rousseff e sua equipe de ministros pressionaram ontem os senadores para que aprovem hoje o salário mínimo de R$ 545. O Senado aprovou ontem urgência para essa votação --isso significa que o projeto de lei do salário mínimo vai ser analisado diretamente pelo plenário, sem ter que passar pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Dilma entrou pessoalmente nas negociações para manter também a proposta do governo de reajustar automaticamente, por meio de decreto presidencial, o valor do mínimo até 2015 pela regra de inflação mais índice de crescimento do PIB de dois anos antes. Com isso, o piso em 2012 pode chegar a R$ 620.

A presidente se reuniu ontem com líderes aliados para pedir pressa na votação. Dilma quer sancionar o projeto ainda neste mês para que o novo valor do mínimo entre em vigor em março.

A ordem do Palácio do Planalto ao relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), é derrubar todas as emendas com mudanças no texto --que forçariam o retorno do projeto para nova votação na Câmara.

O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, foram ontem ao Senado pressionar aliados pelo mínimo de R$ 545. Barbosa diz que, se o valor de R$ 600 for aprovado, o governo terá um gasto extra de R$ 16,5 bilhões.

Oposição

O governo calcula ter entre 54 e 57 votos favoráveis, dos 62 senadores aliados. São necessários 41 votos (do total de 81) para a aprovação.

O Palácio do Planalto conseguiu controlar dissidências dentro da base aliada, como o senador Paulo Paim (PT-RS) --que já admite apoiar o valor de R$ 545. O petista recebeu o aval das centrais para votar de acordo com a sua "consciência". Os sindicalistas defendem o valor de R$ 560.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dilma confirma criação de novo ministério da Micro e Pequena empresa

A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta segunda-feira, durante visita ao município de Barra dos Coqueiros, a 30 quilômetros de Aracaju, em Sergipe, a criação de duas novas estruturas de governo: o Ministério da Micro e Pequena Empresa, prometido durante a campanha eleitoral, e a Secretaria Nacional de Irrigação, esta última subordinada ao Ministério da Integração Nacional. A confirmação foi feita no discurso de 50 minutos a governadores dos noves estados da região, em que Dilma prometeu prioridade em investimentos e projetos para os nordestinos. Foi a primeira visita da presidente à região depois da posse.

Dilma se comprometeu a dar espaço privilegiado ao semi-árido dentro do plano nacional de combate a miséria, que deve ser apresentado em abril. “Nós só reduziremos a desigualdade regional se aqui fizermos sempre um pouco mais do que fazemos no resto do Brasil”, afirmou a presidente. “Não há solução para o nordeste sem solução para o semi-árido nordestino. E é impossível o Brasil enfrentar a miséria sem tratar da miséria no nordeste, no semi-árido". Dilma convidou os governadores da região a participarem, a partir de março, das discussões no Planalto para desenhar o plano de combate à miséria, uma de suas principais bandeiras.

Novo ministério - Em relação ao novo ministério da Micro e Pequena Empresa, cuja criação foi adiada no início do governo, a pasta em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento na definição e no fortalecimento de arranjos produtivos locais, como cooperativas. A Secretaria de Irrigação, por sua vez, vai executar um programa nos moldes do Luz para Todos, para levar água para os moradores de regiões isoladas.

Dilma respondeu a uma preocupação apresentada pelos governadores ao chegarem ao fórum: o impacto para o Nordeste do contingenciamento de 50 bilhões de reais no Orçamento da União. Ela justificou o corte pela necessidade de ajuste fiscal e controle da pressão inflacionária. “Nossos cortes preservaram o investimento. Manteremos integralmente os investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Minha Casa Minha Vida e para a Copa do Mundo".

Sem cortes – A notícia do corte no Orçamento federal é antiga – anunciada em 9 de fevereiro –, mas ainda reverbera entre os governadores e causa preocupação. "A presidente precisa garantir a estabilidade macroeconômica do país, mas a redução de gastos não pode ser realizada com uma redução extrema do investimento público", disse o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), anfitrião do Fórum dos Governadores do Nordeste, antes de encontrar Dilma. "É vital que esses cortes não sejam tão profundos que terminem, ao invés de remédio, sendo um veneno".

A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), defendeu "tratamento diferenciado" para a região. "O corte é grande. Nós estamos numa economia de guerra. Mas nós pedimos que não corte no nordeste". Cid Gomes (PSB), governador do Ceará, e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, aliados da presidente, tentaram contemporizar. "O orçamento não é um peça impositiva. Se o Executivo quisesse simplesmente cortar, ele faria isso, sem alarde. Dilma quis dar um recado, transmitir uma linha de preocupação do governo federal para o mercado", disse Cid Gomes.

O apelo rendeu resultados. Em almoço fechado com os governadores, após a abertura do fórum, Dilma se comprometeu a pedir a seus ministros que apresentem, até o fim desta semana, uma análise de em quais áreas será possível poupar o nordeste de cortes. Os governadores aproveitaram então para apresentar outra queixa: a queda nas receitas do Fundo de Participação dos Estados.

Acolhida - Apesar de outdoors espalhados pela cidade com saudações a Dilma, pouca gente foi ao aeroporto de Aracaju esperar a presidente. Menos mau. Seguindo o estilo de Dilma, sua chegada foi discreta. Com meia hora de atraso, às 11h30, o avião presidencial pousou na cidade. Dilma foi recebida ainda na pista pelo governador Marcelo Déda. A comitiva saiu de carro pelos fundos do aeroporto rumo à Barra dos Coqueiros.

Cinco pessoas que aguardavam a presidente com máquinas fotográficas e celulares com câmera em punho saíram decepcionados. O centro de convenções que abriga o evento fica dentro de um resort. A visita da presidente foi anunciada no boletim diário distribuído em todos os quartos, junto ao aviso de que "o acesso ao evento é restrito a convidados".



Fonte :Carolina Freitas
Revista Veja
(Colaborou Luciana Marques)

Dilma diz que governo deve conviver com críticas da imprensa

Durante a cerimônia de comemoração dos 90 anos da Folha de S.Paulo, a presidente da República, Dilma Rousseff, declarou que o governo "deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia" e que deve haver um convívio "civilizado com a multiplicidade de opiniões, crenças e propostas."


A presidente celebrou a existência de liberdade de imprensa no Brasil e afirmou que ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem.


"A censura obrigou o primeiro jornal brasileiro a ser impresso em Londres em 1808. De Líbero Badaró a Vladimir Herzog, ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem."

"Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais."

A presidente disse ainda que no Brasil, "com uma democracia tão nova", "devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras".

NOVOS TEMPOS

Dilma declarou que a imprensa escrita atravessa um momento histórico devido aos avanços tecnológicos. "A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais."

O grande desafio, disse ela, é "oferecer um produto que não perca profundidade e como tornar as críticas dos leitores um ativo dos jornais".

A petista disse ainda acreditar que, "com a mesma dedicação que enfrentaram censura, [os jornais] vão enfrentar as respostas para esse novo desafio".

HOMENAGEM

A presidente afirmou que Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), publisher da Folha, é referência para toda a imprensa nacional.

"Ele foi um exemplo de jornalismo dinâmico e inovador. Trabalhador desde os 14 anos de idade, ele transformou a Folha de S.Paulo em um dos jornais mais importantes do país e foi responsável por revolucionar a forma de fazer jornalismo no nosso Brasil."

Ela lembrou que o jornal ocupou um papel "decisivo em momentos marcantes da nossa história, como foi o caso das Diretas Já".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dilma será poupada por governadores

VERA MAGALHÃES
DE SÃO PAULO

A presidente Dilma Rousseff terá hoje seu primeiro encontro em bloco com governadores. Ela se reunirá em Aracaju (SE) com os representantes do Nordeste, região onde teve sua maior vitória proporcional em 2010, com 70% dos votos válidos.

A votação expressiva e o fato de que a maioria dos Estados é comandada por aliados da presidente explicam a "colher de chá'' que os anfitriões pretendem dar a Dilma no 11º Fórum dos Governadores do Nordeste.

A pauta é composta por temas genéricos e não há a expectativa de nenhuma cobrança mais incisiva sobre o governo federal.

Os governadores manifestam uma preocupação com os cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento, falam em obter mais recursos federais, mas preparam uma recepção festiva para Dilma.

"Nesse primeiro encontro cada um trará uma agenda mais genérica. O objetivo é alinhavar temas para o mandato todo'', diz o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), que sediará a reunião.

O petista admite que existe uma "ansiedade" dos governadores com os cortes anunciados. Dilma será cobrada sobre investimentos já contratados com a região, como a transposição do rio São Francisco e as obras do PAC.

Uma das principais cobranças sobre Dilma será sobre investimentos relacionados à Copa de 2014.

Estados que serão sedes do evento, como BA, CE e RN, e os que pretendem ser escolhidos como subsedes cobrarão investimentos do PAC da Mobilidade Urbana e de obras de infraestrutura.

Temas relacionados à área energética, como o pagamento de royalties de mineração e obras de energia eólica, também estão na pauta.

Mais do que os temas pontuais, no entanto, interessa aos governadores estabelecer pontes políticas com Dilma. Será a estreia dela num fórum de governadores, e há uma curiosidade sobre qual será seu estilo de negociação.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Autor nega inspiração em Dilma Rousseff para novela do SBT

O período da ditadura militar será, pela primeira vez, o pano de fundo de uma novela no Brasil. "Amor e Revolução" estreia no dia 4 de abril no SBT com a responsabilidade de tentar conquistar o público sem desagradar quem viveu a época.

Escrita por Tiago Santiago, 47, a trama conta uma história "à la Romeu e Julieta", só que nos anos de chumbo. A mocinha, estudante e engajada, vai se apaixonar por um militar, filho de um general.


Para dar veracidade à trama, pessoas que viveram "histórias fortes" no período, incluindo a presidente Dilma Rousseff, foram convidadas a falar de suas experiências em depoimentos que irão ao ar no final de cada capítulo.


Consultada, a assessoria de imprensa da Presidência afirmou que a participação "não está nos planos dela".

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Críticas de Aécio não tem legitimidade

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que o governo Dilma Rousseff começou de forma “autoritária” sua relação com o Congresso Nacional. O tucano tem todo direito de fazer oposição e de expressar suas opiniões. Só não tem legitimidade para criticar a relação do governo federal com o Legislativo.

Ele fez as críticas baseado em duas manifestações que considerou “autoritárias”. A primeira teria sido declaração do ministro de Assuntos Institucionais, Luiz Sérgio, segundo a qual “a ordem’’ do governo era que a base votasse os R$ 545 do salário mínimo. A segunda demonstração dessa tendência seria, segundo ele, o artigo que estabelece que o valor do benefício será fixado por decreto presidencial até 2014, a partir de política de reajuste já estabelecida.

Ora, Aécio governou Minas Gerais – e seu sucessor repete a dose –, com Leis Delegadas pela Assembléia Legislativa. Me parece que não tem memória ou confia na mídia conservadora que esconde esses fatos da sociedade e da opinião pública. No seu governo, a Assembléia Legislativa delegou a ele o poder de legislar e agora a seu sucessor. Enquanto isso, nosso governo submeteu a votação do salário mínimo nas duas casas do parlamento, votou e venceu. Coisas da democracia, que infelizmente Aécio Neves não praticou em Minas Gerais e seu sucessor também. Fora o fato de que o governo negociou longamente com as Centrais Sindicais e apenas manteve um acordo, aprovado pelo Congresso Nacional.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dilma confirma Meirelles à frente de Autoridade Olímpica

Em audiência no Planalto, a presidente Dilma Rousseff apresentou hoje ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, uma proposta de nova medida provisória para a formação da Autoridade Pública Olímpica (APO), órgão que vai gerenciar as obras da Olimpíada de 2016. O texto, preparado pelo vice-presidente, Michel Temer, e pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, afasta qualquer possibilidade da prefeitura e do governo do Estado terem interlocução direta com o Comitê Olímpico Internacional (COI).

Cabral e Paes, que resistiam à ideia de um executivo com respaldo internacional no posto, ouviram ainda de Dilma que Meirelles será mesmo o chefe da APO. O governador pleiteava retirar Meirelles, considerado um nome independente no PMDB, para indicar um aliado fiel no cargo. Na conversa, Cabral conseguiu apenas expor a Dilma que Meirelles era da cota pessoal da presidente e não do partido.

Pelo texto, que está em análise na Casa Civil, a prefeitura e o governo do Estado terão espaço na composição do novo órgão, mas a "autoridade olímpica que estará nos holofotes da imprensa nacional e internacional será Meirelles". Passarão por ele projetos de obras tocadas pelo governo estadual e pelo município. Foi descartada a criação de uma estatal, a Brasil 2016, para realizar as obras e operar como um braço executor da APO. A estatal era pleiteada pelo PCdoB, do ministro dos Esportes, Orlando Silva.

Cabral e Paes deixaram o Planalto sem esconder o desapontamento. Em entrevista após a audiência, no entanto, procuraram mostrar afinamento com o governo federal, elogiando a escolha de Meirelles, que terá um salário de 21 mil reais e poderá preencher cerca de 500 cargos comissionados. Cabral classificou a reunião com Dilma de extraordinária. "Esse ambiente harmônico vai dar resultado", afirmou. "Vamos fazer os melhores jogos olímpicos da história."

O governador evitou ataques à proposta de Temer e Meirelles. "Não há nada a comentar negativamente, pelo contrário, são apenas observações positivas", disse. "O ministro Antonio Palocci e a presidente nos apresentaram o conceito da APO e as suas responsabilidades", completou.

Cabral admitiu, na entrevista, que Meirelles teve papel importante no processo de candidatura e escolha do Rio como sede dos Jogos de 2016. "Meirelles é uma pessoa extremamente qualificada para a função", disse. Mais contido que Cabral, o prefeito Eduardo Paes desconversou ao ser questionado sobre o nome do ex-presidente do Banco Central para gerenciar as ações da Olimpíada. "Não se tratou de nomes na reunião", disse. O prefeito afirmou que o texto da nova medida provisória "atende" aos interesses dos três níveis de governo. "Se chegou a um consenso", se limitou a responder.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Câmara dos Deputados aprova salário mínimo de R$ 545

A presidente Dilma Rousseff obteve sua primeira vitória no legislativo mantendo o valor de R$ 545 para o salário mínimo.

Na última votação, que derrubou os R$ 560, foram 361 votos contra, 120 favoráveis e onze abstenções. O valor foi apoiado pelas centrais sindicais e pela oposição.

Na votação anterior, da emenda do PSDB de R$ 600, foram 106 votos favoráveis, 376 contrários e sete abstenções.

O texto aprovado nesta noite estabelece ainda a política de valorização do salário até 2015, com base na regra de aplicação da inflação mais o índice de crescimento da economia de dois anos antes

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Carnaval de Dilma será longe da folia

A presidente Dilma Rousseff já decidiu: vai ficar bem longe da folia carnavalesca. A petista deve usar o feriado para descansar. Ainda não está definido qual será o seu destino. Seu antecessor, o ex-presidente Lula, costumava desfrutar da folga prolongada em praias de acesso restrito, como a Restinga da Marambaia, no litoral do Rio, área administrada pelo Exército.

É possível que Dilma opte por passar o carnaval em Porto Alegre, e aproveite a ocasião para conviver com o neto, Gabriel, filho de Paula, nascido em setembro de 2010.

Entre as viagens já previstas na agenda da presidente Dilma estão: Sergipe, no dia 21, para reunião com governadores; Bahia e Pernambuco, no dia 28. Depois do Carnaval, a presidente se concentra nos preparativos para a chegada de Barack Obama, cuja vinda ao Brasil está confirmada para 19 e 20 de março.

Dilma e Obama vão assinar acordo para destravar comércio

Dilma Roussef e Barack Obama vão assinar um tratado de cooperação econômica e comercial durante a visita do presidente americano ao Brasil, no próximo mês de março.

O acordo criará mecanismos contra obstáculos que dificultam os negócios entre os dois países --como barreiras sanitárias, processos alfandegários e normas técnicas--, mas não prevê reduzir tarifas de importação nem aborda algumas das principais reivindicações do Brasil --redução de tarifas ou cotas para açúcar, etanol, calçados, têxteis, retirada de medidas antidumping sobre aço, suco de laranja e camarão, nem eliminação da bitributação.

Mesmo sem efeito imediato na abertura comercial, o tratado é visto como uma reaproximação entre Brasil e Estados Unidos, que têm a relação marcada por divergências recentes, como a questão do Irã.

Outro tratado a ser assinado, o da previdência, vai permitir que imigrantes brasileiros nos EUA possam somar contribuições feitas nos dois países para obter benefícios como aposentadorias e pensões.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Dilma ganha retrato com os traços pop de Romero Britto

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff recebeu na tarde desta segunda-feira, 14, um quadro com um desenho do rosto dela feito pelo artista plástico pernambucano Romero Britto. Dono de uma galeria de arte pop em Miami, o artista esteve no Planalto para entregar a obra. Em janeiro, ele pagou US$ 20 mil para publicar o desenho na revista New York Magazine, do jornal New York Times
Em entrevista após a audiência, ele contou que Dilma demonstrou interesse pelo seu trabalho gráfico num encontro no Rio, no ano passado. Britto faz sucesso no exterior pelos painéis geométricos e de cores fortes. O artista também se especializou em retratar políticos. Já fez retratos de George W. Bush e Shimon Peres e Ted Kennedy.
Britto disse que Dilma também demonstrou interesse pelas artes plásticas de uma forma geral. Ele estava acompanhado da ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Ainda na entrevista, a ministra repetiu que a presidente demonstrou interesse pelas artes, mas admitiu que, na audiência de hoje, Dilma não fez nenhum pedido ou cobrança para sua pasta. Ana de Hollanda também não citou ações do ministério

Dilma exige mínimo de R$ 545 para ancorar pacote de corte de gastos

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff avalia que a aprovação do salário mínimo de R$ 545 pelo Congresso é questão de honra para sinalizar ao mercado que o corte nos gastos públicos não tem volta. Com a expectativa de que a taxa básica de juros - hoje em 11,25% - chegue a 12,5% em junho, para conter a inflação, o Palácio do Planalto elegeu o mínimo como a âncora fiscal do início de governo.

A necessidade de demonstrar segurança aos agentes financeiros foi o principal assunto da reunião realizada ontem entre Dilma e os ministros que compõem a coordenação política de governo, no Planalto. No diagnóstico da presidente, o mercado só acreditará que o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento é para valer quando souber de onde sairá a economia dos gastos.

Definido como a primeira prova de fogo do pós-Lula, o projeto de lei que fixa o piso em R$ 545 passará amanhã pelo crivo da Câmara dos Deputados e depois seguirá para o Senado. O governo também vai reajustar a tabela do Imposto de Renda para 2011 em 4,5%, como havia anunciado o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. De qualquer forma, na avaliação do Planalto a maior pressão inflacionária é provocada pelo reajuste do mínimo.

Foi o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que traçou internamente um cenário no qual os juros devem ter sucessivos aumentos até junho, quando o patamar tende a ficar em 12,5%. Em conversas reservadas, integrantes da equipe econômica têm dito que, se a preocupação do momento é com a alta do custo de vida, no fim do ano será com a desaceleração.

Na tentativa de quebrar as últimas resistências no Congresso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicará hoje a proposta do Planalto sobre o reajuste do salário mínimo a uma comissão geral, composta por deputados e representantes de empresários e centrais sindicais. Embora o governo tenha maioria na Câmara e no Senado, a base aliada não está totalmente unida e o Planalto sabe que haverá dissidências. A intenção, agora, é neutralizá-las ao máximo.

O deputado Paulinho Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical, promete intensificar a "campanha" para aprovar amanhã um piso de R$ 560. As centrais sindicais reivindicavam R$ 580, mas, nas negociações com o governo, concordaram em reduzir o valor.

"Nós não vamos nos submeter a nenhuma ameaça nem a troca de favores ou de carguinhos", disse Paulinho. Para dobrar os sindicalistas, até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo. Depois de chamar os colegas de "oportunistas" por reivindicarem um mínimo maior do que R$ 545, Lula amenizou o tom, mas continuou defendendo a manutenção do pacto firmado em seu governo com as centrais, em 2007.

Pelo acordo, o reajuste do mínimo deve obedecer à variação do índice de inflação anual somado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Dilma prometeu a "política de valorização do salário mínimo" até 2014.

"Estamos confiantes na aprovação do projeto enviado pelo governo para o mínimo e na unidade da base", afirmou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). "Não existe plano B. Temos relação de confiança com os partidos da base aliada", avisou o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais). "O País vive um momento de pressão inflacionária. Se agora precisamos apertar o cinto, mais à frente teremos situação mais tranquila", completou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

O PSDB quer um piso de R$ 600 para o mínimo, valor que foi defendido na campanha presidencial pelo candidato derrotado José Serra. Mas, na prática, o PSDB poderá fechar um acordo com o DEM e o PDT e apoiar o piso de R$ 560.

O governo teme defecções no PMDB e PSB. Os pessebistas têm dois ministros, indicados pelos governadores Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE), que hoje vivem às turras. Os deputados e senadores socialistas, no entanto, não foram contemplados com cargos no governo.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Dilma acerta no respeito aos símbolos da política

A presidente Dilma Rousseff, na sexta semana de governo, dá mostras de que tem “timing” político, isto é, não erra quando se trata de dar pronta resposta a episódios que exigem sua presença física ou a manifestação pública da presidente.

Foi assim quando Dilma respondeu prontamente à tragédia das chuvas na região serrana do Rio, comparecendo pessoalmente ao local e determinando a mobilização da máquina federal, ministros e verbas para o socorro às vítimas.

Foi também assim quando compareceu ao Congresso Nacional na sessão de abertura dos trabalhos e registrou com sua presença o respeito pela autonomia dos poderes. Acabou se transformando no centro das atenções.

Ao saber da última internação do ex-vice-presidente, José Alencar, Dilma suspendeu a agenda, voou para São Paulo, para uma visita de meia-hora ao ex-colega de governo. A gravidade da situação exigia o gesto. E ela não perdeu tempo. Ao despedir-se de Alencar, Dilma contradisse mais uma vez a fama de dama de ferro ao mal disfarçar as lágrimas.

Em seu pronunciamento de estréia à Nação, a primeira presidente mulher escolheu o dia da volta às aulas nas escolas públicas. O tema: a Educação. E reforçou seu compromisso como governante, mãe e avó, em trabalhar pela melhoria da Educação – ainda um desafio para seu governo.

No aniversário do PT, Dilma foi outra vez respeitosa dos ritos e símbolos políticos. Embora estivesse em sua casa, isto é, um evento petista, a presidente teve a cautela de não disputar atenções com Lula. Chegou ao evento depois do discurso do ex-presidente, passou apenas meia hora no local, cumpriu o ritual de reverenciar o líder máximo do partido, e saiu de cena discretamente, sem discursar.

Até aqui, Dllma não errou no reconhecimento e no respeito à simbologia da política. Sua sobriedade é elogiada até pela oposição – o que vem incomodando setores do PT, que vêem nestas manifestações uma tentativa velada de intrigá-la com Lula. Mas a presidente segue silenciosa ante as insinuações, focada na gerência do governo – fiel ao próprio estilo.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Simon elogia Dilma por não dar cargo a Eduardo Cunha

Apontado como da ala 'independente' do PMDB, o senador Pedro Simon

(RS) fez um pronunciamento hoje muito inflamado em defesa da postura de Dilma Rousseff em seus primeiros dias como presidente. A fala de Simon foi feita em aparte ao líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

Simon chegou a chamar Dilma de 'irmã' ao elogiá-la por sua postura firme com subordinados. O senador destacou alguns posicionamentos adotados pela nova presidente e disse ver que o padrão do governo dela é de 'correção'.

O senador gaúcho elogiou a postura da presidente na troca de comando em Furnas, que era administrada por um indicado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Existiam suspeitas de corrupção na estatal. 'Quando ela rejeitou, não vamos citar nomes, a indicação do deputado do Rio envolvido naquele caso, nota mil para ela. Mostrou categoria, mostrou um estado de firmeza que realmente é importante'.

Simon afirmou que o 'perigo' para Dilma podem ser indicações feitas por partidos aliados. Ele questionou porque partidos, como o próprio PMDB, teriam interesse em nomear aliados para cargos como direção de fundos de pensão.

'Qual é o aspecto ideológico, político, do fundo de pensão? O fundo de pensão é muito importante porque é uma montanha de dinheiro, e eu, como chefe do fundo de pensão, posso estar em condições até honestas, decentes, dignas. São quatro pessoas que se apresentam para eu aplicar o fundo, então, nas mesmas condições, eu escolho essa ou escolho essa. Mas, atrás disso, pode haver atos diferentes', disse.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Em jantar vip, Lula reclama que querem 'jogá-lo contra Dilma'

Cerca de 30 convidados vips esticaram as comemorações do aniversário de 31 anos do PT ontem à noite na casa do advogado Sigmaringa Seixas. Após evento do partido no sindicado dos Bancários, em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff e o padrinho Luiz Inácio Lula da Silva foram recebidos com coquetel, regado a uísque e vinho, seguido por jantar na casa de Sigmaringa. Ao lado da ex-primeira-dama Maris Letícia, Lula circulou por diversas rodinhas, segundo relato de participantes.

Em um círculo restritito, que contou com Antonio Palocci e outros seis ministros, o ex-presidente voltou a se queixar de que "acha engraçado" quando tentam "jogá-lo" contra Dilma. A presidenta já não estava mais na festa quando Lula fez o comentário. "Ele usou o mesmo tom que usou no discurso do PT. Que a relação dele com Dilma é indestrutível", relatou um convidado.

Cansada, Dilma pediu desculpas aos presentes e foi uma das primeiras convidadas a se retirar da festa. Antes de ir, em tom emocionado, conversou com Lula sobre o ex-vice José Alencar e a visita que havia feito a ele na manhã de ontem, em São Paulo.

Estiveram presentes no jantar o ex-ministro da Casa Civi José Dirceu, José Genoino, os ministros Luiz Sergio (Integração Nacional), Paulo Bernardo (Comunicações), Iriny Lopes (de Políticas para Mulheres) e José Eduardo Cardozo (Justiça) além dos governadores Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, e Marcelo Deda, de Sergipe.

De partidos aliados, estavam Renato Rebelo, do Pc do B e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB.

Salto improvável de receita é aposta de Dilma para ajuste

GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA

Mesmo que o corte recorde de gastos anunciado anteontem seja efetuado, o ajuste fiscal prometido pelo governo Dilma Rousseff só será viabilizado se o crescimento da arrecadação de impostos neste ano confirmar as projeções otimistas em que as contas do governo se baseiam.

De acordo com os números apresentados pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, o superavit primário --parcela poupada para o abatimento da dívida pública-- a ser buscado neste ano depende de uma receita equivalente a 19,8% do PIB (Produto Interno Bruto).

Trata-se de um salto brusco em relação ao que se observou no passado recente. De 2007 a 2010, a receita da União ficou estável, oscilando entre 19,2% e 19,3% do PIB, sem contar as manobras contábeis que inflaram o caixa do Tesouro Nacional.

Em dinheiro, a diferença entre a previsão posta no papel pela área econômica e os resultados que vêm sendo efetivamente obtidos passa dos R$ 20 bilhões, o equivalente a um quarto da meta de superavit divulgada para conter a piora das expectativas de inflação no mercado.

Executivo e Legislativo superestimaram a arrecadação nos Orçamentos de 2009 e 2010 --quando, não por acaso, as metas fiscais deixaram de ser cumpridas. Na primeira vez, o motivo foi o impacto inesperado da crise econômica. Na segunda, o otimismo das projeções alimentou a alta das despesas no ano da eleição presidencial.

ARTIFÍCIOS

Quando as previsões não se confirmaram, a saída foi recorrer a artifícios que, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não se repetirão agora, como contabilizar como ganho do Tesouro o resultado da complexa operação de capitalização da Petrobras, em que o Tesouro se endividou para financiar a estatal e prepará-la para a exploração do pré-sal.

Em tese, se as projeções feitas para a arrecadação do governo forem novamente frustradas, seria necessário promover bloqueios adicionais das despesas programadas para o ano. Mas é improvável um corte superior aos R$ 50 bilhões já anunciados.

A medida atingirá programas classificados como de execução não obrigatória, cujo valor total, segundo o Planejamento, é de R$ 213 bilhões. Essa conta, porém, inclui pelo menos R$ 40 bilhões em verbas da saúde que, embora possam ser remanejadas, devem se manter dentro de limites mínimos.

Também estão incluídos R$ 40,6 bilhões em projetos do PAC, que o governo promete poupar de cortes para livrar Dilma do constrangimento de romper compromissos de campanha.

Na prática, obras novas, como a construção de creches, prontos-socorros, quadras esportivas e postos de saúde, terão execução baixa ou nula neste ano, até porque dependem da negociação de convênios com governos estaduais e prefeituras.

Vereador de SP custa mais do que deputado federal

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dilma faz 1º pronunciamento em rede nacional à noite

Em seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional, que será veiculado no rádio e na TV nesta quinta-feira (10), a presidente Dilma Rousseff falará sobre os desafios na área da educação, considerada uma das prioridades do novo governo.

A presidente aproveita a volta às aulas, que acontece a partir do início de fevereiro, para apresentar suas metas e compromissos em relação ao sistema de ensino brasileiro.

Em seu discurso no Congresso Nacional, no dia da posse, Dilma afirmou que quer aumentar o número de creches e de pré-escolas no país, além de ampliar o ProUni (Programa Universidade para Todos) para os ensinos médio e profissionalizante.

O pronunciamento foi gravado nesta quarta-feira (9), e será veiculado às 20h.

Dilma visita José de Alencar no Sírio-Libanês.

Dilma e Alencar conversaram e brincaram bastante, diz médico

Dilma recebe Lula para jantar no Palácio do Alvorada

A presidente Dilma Rousseff recebeu na noite desta quarta-feira seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para um jantar no Palácio do Alvorada, em Brasília.
Presidente Dilma Rousseff recebeu seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, para um jantar no Alvorada

Participam do encontro ministros como Antônio Pallocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), além do presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Lula embarcou hoje em seu primeiro voo comercial desde 2003 quando assumiu a Presidência.

Ele viajou para Brasília para participar na quinta-feira da festa em comemoração pelos 31 anos do PT.

Amanhã, Dilma também vai ser uma das estrelas do evento marcado, em sua agenda oficial, para começar a partir das 19h.

Antes, a presidente viajará a São Paulo para fazer exames médicos no hospital Sírio-Libanês. Ela também deve visitar o ex-vice-presidente José Alencar, que voltou a ser internado hoje na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dilma criticou episódio do apagão no Nordeste, diz Lobão

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) afirmou nesta quarta-feira que a presidente Dilma Rousseff manifestou ontem (8) seu desgosto pelo apagão da última sexta-feira (4), que atingiu oito Estados do Nordeste.

Lobão negou, contudo, que houve críticas da presidente sobre a explicação dada para o incidente. O setor elétrico sustenta que uma falha num cartão de segurança na subestação de Luiz Gonzaga foi o estopim da pane.

Dilma esteve reunida por três horas na noite de ontem com praticamente todos os representantes do setor para pedir esclarecimentos sobre a interrupção de quatro horas no fornecimento de energia.

Segundo Lobão, a ideia da reunião foi sua, para que fossem discutidas e informadas as providências tomadas, e para que o quadro fosse passado com "absoluta clareza" para a presidente.

O ministro afirmou que já pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) uma avaliação de todas as linhas de transmissão e todas as subestações. Ele esteve esta manhã em evento na embaixada da Itália sobre energia limpa.

APAGÃO

Sete Estados do Nordeste foram atingidos pelo apagão: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

O problema começou às 23h08 (0h08 em Brasília) de quinta-feira (3), e o fornecimento só foi plenamente restabelecido às 3h30 de sexta, quando a energia voltou em João Pessoa (PB).

CONSUMIDOR

O consumidor que perdeu algum aparelho com o apagão ocorrido na madrugada desta sexta-feira no Nordeste deve procurar a distribuidora de energia em até 90 dias para pedir o ressarcimento. A determinação está em resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Dilma diz a americanos que considera Boeing melhor opção

A presidente Dilma Rousseff disse a autoridades dos Estados Unidos que considera o F-18 da Boeing como a melhor opção de caça para a FAB (Força Aérea Brasileira), mas que ainda está tentando obter melhores condições com relação à transferência de tecnologia.
Dilma citou o tema da compra dos caças durante uma reunião na segunda-feira, em Brasília, com o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, segundo fontes familiarizadas com a conversa.

Os demais concorrentes no processo de compra dos caças são o Rafale, da francesa Dassault, e o Gripen NG produzido pela sueca Saab.

As declarações de Dilma, junto a sua decisão prévia de adiar a licitação em vez de decidir imediatamente pelos Rafale, como propunha o Ministério da Defesa, sugerem que ela está se inclinando pela proposta da Boeing, num negócio que pode moldar as alianças militares do Brasil pelas próximas décadas.

Mas, Dilma disse a Geithner que continua preocupada com as questões de transferência da propriedade tecnológica, algo que o Brasil pleiteia que seja incluído no acordo, para poder desenvolver sua própria indústria militar.

A presidente afirmou estar buscando condições melhores por parte da Boeing, além de garantias de que o governo dos EUA permitirá que tecnologias militares estratégicas mudem de mãos.

O Palácio do Planalto não quis comentar as informações.

A porta-voz da Boeing, Marcia Costley, afirmou que as garantias de transferência tecnológica são uma questão a ser decidida pelos dois governos.

Ela acrescentou que, como parte do eventual negócio, a empresa norte-americana estaria disposta a fornecer ao Brasil também tecnologia e outros tipos de assistência em áreas como transportes, satélites e sistemas bélicos.

"A Boeing tem capacidade e recursos para cumprir suas promessas. A respeito da transferência de tecnologia, e tem um histórico para provar isso", disse Costley por e-mail.

TEMA PARA OBAMA

O contrato, que deve chegar a pelo menos US$ 4 bilhões, sem incluir os lucrativos acordos de manutenção e possíveis aquisições adicionais, já sofreu vários adiamentos durante as últimas décadas, conforme o governo brasileiro tentava equilibrar as necessidades da FAB e fatores diplomáticos, de custo e outros.

Os três finalistas têm se empenhado para melhorar suas ofertas. Segundo fontes, a última proposta havia sido apresentada há mais de um ano e que, por isso, seria preciso recalcular os termos.

Enquanto isso, o governo dos EUA quer oferecer as garantias adicionais que Dilma busca. A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, disse que já ofereceu uma garantia por escrito de que o eventual acordo com a Boeing será respeitado pelo governo dos EUA. Mas, Dilma pediu que haja também algum tipo de resolução nesse sentido por parte do Congresso norte-americano.

Na visita que fará em março ao Brasil, o presidente Barack Obama pode oferecer novas condições.

A Dassault continua tentando fechar o negócio. Na semana passada, o diretor de exportações da empresa francesa, Eric Trappier, disse a jornalistas que estaria disposto a transferir para o Brasil toda a tecnologia disponível.

Mas, há uma limitação para as empresas: em vez de reiniciar a licitação do zero, Dilma busca modificações nas atuais propostas, e pretende tomar a decisão ainda neste ano, segundo um assessor.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dilma convoca ministro Lobão para esclarecer apagão no Nordeste

A presidente Dilma Rousseff convocou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão e dirigentes do setor elétrico para cobrar explicações sobre o que realmente causou o apagão no Nordeste na semana passada, atingindo oito estados e prejudicando 46 milhões de pessoas.

O motivo da convocação de todos ao Planalto, segundo fontes, foi a insatisfação da presidente com as explicações dadas pelo ministro Lobão, ontem, de que o motivo do apagão teria sido a falha em um cartão de proteção do sistema.

Dilma quer um detalhamento maior sobre o que houve de fato, se houve falha humana ou em que parte especificamente do sistema, porque não se sentiu convencida das razões apresentadas pelo ministro.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Presidente Dilma Rousseff recebe o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, no Palácio do Planalto

O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, se reuniu na tarde desta segunda-feira com o presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, para discutir as perspectivas para a economia mundial.


De acordo com o BC, eles conversaram sobre as economias norte-americana, brasileira e mundial, e sobre a agenda financeira internacional, "incluindo os desafios atuais para solidificar o crescimento econômico e a estabilidade financeira por meio de esforços conjuntos de todos os membros do G20."

Na saída do encontro, no 8º andar da sede do BC, Geithner teve de esperar em uma sala próxima à portaria principal do prédio, antes de seguir para o Palácio do Planalto, por conta de um atraso na agenda da presidente Dilma Rousseff.

Durante a espera, utilizou o banheiro do BC que fica aberto ao público em geral, onde uma das torneiras está quebrada há mais de um mês. Deixou o prédio pela portaria principal, acompanhado por seguranças e membros da comitiva que visita o país.

Dilma quer resultados concretos com Obama

A presidente Dilma Rousseff determinou que os ministros Fernando Pimentel, do MDIC, e Antonio Patriota, das Relações Exteriores, trabalhem nas próximas semanas numa agenda a ser proposta ao presidente americano Barack Obama.

Obama deve visitar o Brasil entre os dias 7 de 13 de março, numa data ainda a ser definida pela Casa Branca.

Interessada em produzir resultados concretos nos fronts comercial e diplomático, Dilma pediu a seus ministros para trabalharem numa pauta que supere temas apenas protocolares.

Para preparar a visita de Obama, o secretário do Tesouro americano, Tim Geithner, deve cumprir hoje uma agenda em São Paulo e Brasília. Além da própria Dilma e de Patriota, Geithner deve se encontrar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Os americanos já sinalizaram interesse em fechar acordos com o Brasil nas áreas de tecnologia, segurança e defesa, além de debater temas relativos ao G20, como a regulação dos mercados financeiros.

Saúde faz parte do combate à miséria, diz Dilma

Em seu primeiro programa semanal Café com a Presidenta, Dilma Rousseff prometeu universalizar o tratamento contra diabetes e hipertensão. No programa, que foi levado ao ar na manhã desta segunda-feira (7), Dilma destacou a importância do tratamento de doenças e disse que os brasileiros devem tratar as duas doenças, sem interrupção no uso de remédios.

- Você que está nos ouvindo e precisa [do tratamento], poderá receber de graça o seu remédio para hipertensão ou para diabetes nas farmácias perto de sua casa que tenha uma plaquinha escrita "Aqui tem Farmácia Popular". Basta que tenha a receita de seu médico. O que nós queremos é que todas as pessoas que tenham diabetes ou tenham hipertensão façam o tratamento completo, sem parar. Por isso o remédio vai ser de graça.

A distribuição gratuita dos remédios deve começar no próximo dia 14. De acordo com o governo, 15 mil farmácias participam do programa – elas têm o selo Aqui Tem Farmácia Popular, que indica a participação no projeto.

Dilma lembrou que muitas pessoas morrem ou desistem de fazer o tratamento em razão do alto custo dos remédios. Ela reforçou ainda que o compromisso do governo com a erradicação da miséria vai passar pelo programa Saúde Não tem Preço.

De acordo com Dilma, a escolha de remédios contra a hipertensão e a diabetes foi feita com base no número de brasileiros diagnosticados.


...- Essas são as doenças que atingem o maior número de brasileiros e brasileiras. Estão entre as que mais matam no Brasil. [Ao todo], 40 milhões de pessoas no Brasil ou têm diabetes ou têm hipertensão, e algumas têm as duas doenças combinadas. [...] E o pior: muita gente nem sabe que tem pressão alta ou diabetes.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular oferece medicamentos subsidiados para mais cinco doenças: asma, rinite, Mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de fraldas geriátricas. No total, são 24 tipos de remédios.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dilma freia nomeações até Congresso votar mínimo

ANA FLOR
DE BRASÍLIA

Na mesma estratégia usada pelo Planalto para assegurar tranquilidade na votação da presidência da Câmara, o adiamento das nomeações do segundo escalão federal será usada para permitir que o Congresso aprove um valor do salário mínimo compatível com a meta do governo.

A definição do valor é o principal teste da fidelidade da base aliada que a presidente Dilma enfrentará neste início de governo.

Sindicalistas já admitem mínimo abaixo de R$ 580

Enquanto as centrais sindicais exigem R$ 580, Dilma insiste no valor de R$ 545.

O governo, entretanto, conhece a tradição dos parlamentares de sempre adicionarem um percentual ao valor sugerido pelo Executivo.

Como a Folha mostrou, o governo aceita discutir com o Congresso um reajuste para R$ 550. Anteontem, reunião do governo com as centrais não resultou em acordo.

Sindicalistas ameaçaram radicalizar a negociação e, com isso, o problema deve se transferir para o Congresso.

Além do empenho dos ministros da articulação política, Dilma tem alertado aliados sobre a responsabilidade de conter um valor que desequilibre as contas públicas.

Ela avisou que o governo tem pressa no envio e na aprovação do reajuste.

A medida também evita que o desgaste das negociações se prolongue. O plano é enviar ainda nesta semana a proposta ao Congresso.

DISPUTA

Nos últimos dias, a presidente se reuniu com líderes do PMDB para discutir as nomeações para o setor elétrico, área pela qual tem uma atenção especial.

Dilma escolheu para presidir a Eletrobras o ex-dirigente da Cemig José da Costa Carvalho Neto.

Na Eletronorte, apesar de o PT tentar emplacar o irmão do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), Adhemar Palocci --que é diretor da estatal--, o nome mais provável é o de José Antônio Muniz, que deixaria o comando da Eletrobras. Ele é ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Os problemas com o PMDB se agravaram nas últimas semanas com denúncias contra a gestão de Furnas, dirigida por nomes ligados ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Dilma escolheu o novo presidente da estatal.

Há outros partidos que esperam ser atendidos com as nomeações do segundo escalão, entre eles, o PT.

A Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco) é disputada

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dilma grava seu primeiro programa de rádio 'Café com a Presidenta'

A presidente Dilma Rousseff gravou o primeiro programa de rádio desde que assumiu o governo, nesta sexta-feira. No "Café com a Presidenta", ela destacou o recém-lançado programa de distribuição gratuita de remédios para tratar da hipertensão e diabetes.
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O programa vai ao ar na manhã de segunda-feira. A periodicidade das gravações vai ser semanal, como era feito com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Dilma adota dieta rígida em busca de visual pré-campanha

Com quilos a mais na balança depois da campanha e da montagem ministerial, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o primeiro mês no cargo para tentar recuperar a silhueta pré-eleitoral.

A presidente aderiu agora a uma dieta rígida em que corta o consumo de carboidratos --estratégia que seu antecessor usava quando precisava enxugar medidas. Segundo assessores, ela já perdeu quatro quilos.

A Presidente diz que primeiro mês no Planalto deu 'muito trabalho'
Dilma percorre 15,5 mil km em seu primeiro mês na Presidência

A mais famosa dieta de restrição total de carboidratos é a de South Beach, desenvolvida por um cardiologista da Flórida. Na primeira fase, aconselha a eliminação de frutas do cardápio, além de todas as massas e pães.

Dilma, entretanto, não tem sido tão radical, segundo pessoas próximas. Mas, nos almoços do Palácio do Planalto, se limita a carnes, legumes e saladas.

Na Granja do Torto, residência oficial, ela tenta potencializar o efeito da dieta com caminhadas matinais e exercícios com pesos.

A diferença já pode ser notada por quem presenciou suas últimas aparições.

MODELITOS

Nas últimas semanas, a presidente também voltou a usar em pelo menos uma ocasião blusas estampadas e bufantes como as de antes do período de campanha.

Segundo assessores, Dilma continua vestindo modelos do ateliê da gaúcha Luísa Stadtlander, apesar do assédio de estilistas renomados.

Na campanha, sua assessoria chegou a assinar contrato com o estilista Alexandre Herchcovitch. A então candidata, entretanto, não gostou de suas sugestões.

Há poucas semanas, em encontro com o diretor da São Paulo Fashion Week, Paulo Borges, a presidente aceitou a proposta de receber peças sugeridas por outros nomes da moda brasileira.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dilma ‘rompeu com políticas de Lula’, diz ‘Financial Times’

Sílvio Guedes Crespo

O jornal britânico “Financial Times” publicou um editorial e uma reportagem sobre o novo governo brasileiro. Os dois textos mostram as diferenças entre a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.


Em ambos, a conclusão é de que a atual tende a ser melhor do que o anterior. O editorial aponta mudanças introduzidas por Dilma nas políticas do governo e diz, com todas as letras, que ela “rompeu com políticas” de Lula; a reportagem fala dos contrastes de estilo de gestão entre os dois.

Não custa lembrar dois fatos recentes na imprensa internacional. No ano passado, o “Financial Times” escrevera que o então candidato José Serra era a melhor opção para o Brasil. E neste ano, o jornal espanhol “El País” já escreveu uma reportagem no mesmo tom desta última do “FT”, na qual afirma que Dilma está impondo seu estilo, mais rígido e eficiente do que o de Lula.

Veja algumas diferenças entre Lula e Dilma apontadas no editorial:

- Lula se aproximou do Irã; Dilma está revertendo isso e “corretamente criticou” a recussa do governo anterior de aderir a uma resolução da ONU condenando o país persa por seus planos em energia nuclear;

- Lula “acertadamente aumentous os gastos” quando surgiu a crise internacional, mas “erroneamente” manteve-os por muito tempo, opina o “FT. Dilma reconheceu que isso é um problema e defendeu o menor reajuste possível para o salário mínimo. Além disso, a reportagem enfatiza que Dilma promete cortar entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões.

A CEO do Brasil

A imagem de boa gestora, que no Brasil encontra respaldo inclusive entre algumas pessoas de fora do PT ou do governo, é recebida com entusiasmo na imprensa europeia.

“Ainda que muitos brasileiros gostavam do toque pessoal de Lula da Silva, o estilo mais discreto e sistemático de Rousseff pode ser justamente o fator de que a maior economia da América Latina precisa para consolidar o rápido crescimento ocorrido nos últimos anos”, afirmou o “Financial Times”, com base em declarações de analistas.

A frase de um importante investidor dos Estados Unidos, impressa no jornal britânico, resume bem o que tem sido falado no mercado financeiro internacional sobre a nova chefe de governo: “Ela não é a nova presidente, mas a nova ‘chief executive officer’”. A expressão em inglês, normalmente abreviada como “CEO”, se refere ao cargo de presidente de empresa.

“Ela tem todas as características pessoais para ser a melhor presidente do Brasil, uma pessoa que escolhe as prioridades corretamente e é forte o bastante para levá-las adiante”, disse o investidor, cujo nome o “FT” não identifica.

Para analistas ouvidos pelo “FT”, o “estilo Dilma” é uma questão de sobrevivência política: como ela não tem a popularidade que Lula construiu ao longo de anos, precisa manter um crescimento econômico entre 3% e 5% ao ano para se manter no poder.

Dilma anuncia remédios para diabetes e hipertensão de graça

Ao completar seu primeiro mês de governo, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira a gratuidade para medicamentos contra a diabetes e a hipertensão em uma rede de 15 mil drogarias conveniadas à rede Farmácia Popular em todo o país.

A medida foi uma das primeiras promessas de campanha de Dilma. Hoje, o programa "Aqui Tem Farmácia Popular" já garante desconto de 90% em medicamentos contra uma série de doenças, inclusive diabetes e hipertensão.

As drogarias conveniadas terão até o próximo dia 14 para começar a garantir a gratuidade. Para ter acesso aos medicamentos, bastará a apresentação de documento de identidade com foto, CPF e a receita médica.

Ao todo, serão disponibilizados pelas farmácias medicamentos que contenham algum dos 17 itens listados pelo Ministério da Saúde (veja lista). O nome comercial dos medicamentos disponíveis será divulgado por cada farmácia.

A novidade do programa anunciado hoje, batizado de "Saúde Não Tem Preço", é a oferta de medicamentos gratuitos por farmácias privadas, conveniadas ao programa "Aqui Tem Farmácia Popular", criado em 2006, que ampliou a oferta para não usuários do SUS.

A oferta de medicamentos contra diabetes e hipertensão já acontece em unidades públicas de saúde, contudo, já é garantida na rede pública de saúde desde a criação do Sistema Único de Saúde, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a gratuidade para os medicamentos contra diabetes e hipertensão não irá gerar custos extras para o ministério. De acordo com Padilha, foi feito um acordo com as empresas, que, segundo ele, aceitaram reduzir margens de lucro para garantir a oferta gratuita.

De acordo com o governo, existem hoje 33 milhões de brasileiros hipertensos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dilma rouba a cena na reabertura do Congresso



Oito anos depois, Dilma Rousseff repetiu o gesto de Lula em 2003, quando, após vencer a eleição, o petista foi pessoalmente ao Congresso entregar a mensagem presidencial, com as diretrizes do governo para o próximo período. A iniciativa, de forte caráter simbólico, surtiu efeito: Dilma se transformou em centro das atenções da solenidade de reabertura do Congresso.

A presidente foi cercada por fotógrafos, cinegrafistas e seguranças logo na subida da rampa. Na entrada do Salão Negro, além de Sarney, Marco Maia e outros parlamentares, dezenas de convidados e funcionários do Congresso se acotovelavam. Uma das faxineiras da Câmara estava entre eles.

- Se eu não visse a Dilma agora, não veria nunca mais. E ela até sorriu para mim!

Poucos metros adiante, ao subir a escada de acesso ao Salão Verde, um grupo de mulheres gritava: “Dilma! Dilma! É a mulher no poder!” – enquanto uma delas entregava um buquê de rosas vermelhas à presidente.

Dilma teve dificuldades para atravessar o corredor central do plenário da Câmara, completamente lotado. A todo momento, era chamada a cumprimentar parlamentares aliados e de oposição. O presidente Sarney tentou apressar o início da solenidade, pedindo a todos que se sentassem, mas o deslocamento de Dilma continuou difícil.

Ao ser anunciada como integrante da mesa, a presidente foi aplaudida de pé pelo plenário e chegou a se levantar da cadeira para agradecer. Durante a leitura da mensagem presidencial - normalmente trazida pelo ministro da Casa Civil e lida pelo primeiro secretário do Congresso – Dilma foi interrompida por aplausos pelo menos 13 vezes. Ao terminar, ouviu o grito do senador Suplicy, que arrancou risos do plenário.

- Venha sempre, presidenta!

No Congresso, Dilma promete política de ganho real para o salário mínimo

A presidente Dilma Rousseff abriu oficialmente os trabalhos no Congresso Nacional nesta terça-feira, 2, com a leitura de uma mensagem aos parlamentares na qual prometeu encaminhar ao Congresso uma proposta de política de reajuste do salário mínimo que garanta ganhos reais frente à inflação. No discurso, Dilma se comprometeu também com o combate à miséria, a manutenção da estabilidade macroeconômica e a promoção das reformas política e tributária, assim como um pacto com os governadores para evitar tragédias como a que atingiu a região serrana do Rio de Janeiro no mês passado.


Embora tenha atribuído ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a adoção de uma “política de valorização do salário mínimo”, a presidente afirmou ser necessário “ir ainda mais longe, superando o quadro atual e instituindo regras estáveis, de longo prazo, que permitam a continuidade dessa política”. Para isso, prometeu encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta de política de longo prazo de reajuste do salário mínimo que garanta “ganhos reais sobre a inflação”, mas que não comprometa as contas da União. Segundo a presidente, recuperar o poder de compra do mínimo “é um pacto deste governo com os trabalhadores”.
A presidente repetiu nesta terça-feira o gesto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em seu primeiro ano de mandato, em 2003, quebrou o protocolo e leu ele mesmo o discurso, função geralmente atribuída ao ministro-chefe da Casa Civil.
Dilma se comprometeu também com a manutenção da estabilidade econômica “como valor absoluto” e com o combate à inflação. “Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que a inflação volte a corroer nosso tecido econômico e a penalizar os mais pobres”, discursou. “A manutenção de uma política macroeconômica compatível com o equilíbrio fiscal – com ações firmes de controle à inflação e rigor no uso do dinheiro do contribuinte – será um dos pilares fundamentais do nosso governo”, enfatizou.
No campo diplomático, Dilma disse estar comprometida com os “valores clássicos” da diplomacia brasileira e sinalizou que manterá a política de associar o desenvolvimento econômico, social e político do Brasil ao da América do Sul. “Juntamente com nossos vizinhos sul-americanos, poderemos transformar nossa região, que vemos como um espaço de paz e crescente cooperação, em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à Unasul.”
E prometeu manter o protagonismo do País nos blocos internacionais. “Nos fóruns multilaterais, defenderemos com vigor políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o País da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos e contribuindo para a estabilidade financeira internacional.”
Reformas. Apesar de vistas como de difícil execução, as reformas política e tributária também figuraram no discurso de Dilma. “São necessárias mudanças que fortaleçam o sentido programático dos partidos brasileiros e aperfeiçoem as instituições, permitindo mais transparência ao conjunto da atividade pública”, destacou. “A reforma tributária é também tema essencial, a fim de que o sistema tributário seja simplificado, racionalizado e modernizado.”
A presidente reiterou ainda o compromisso assumido em sua posse de combater a pobreza extrema. “O Brasil não pode aceitar mais que milhares de pessoas continuem vivendo na miséria, não tenham alimentação suficiente, não tenham um teto para viver, não tenham condições fundamentais de vida”, disse.
Tragédia. Sobre a tragédia que atingiu a região serrana do Rio, Dilma pediu o compromisso de governadores e prefeitos com a prevenção de desastres. “Nenhum país está imune às tragédias naturais, mas não iremos esperar o próximo ano, as próximas chuvas, para chorar as próximas vítimas”, prometeu.
A presidente disse que já determinou aos ministros responsáveis que implantem um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres, baseado em dados meteorológicos e geofísicos. Quanto aos moradores das áreas de riscos, garantiu que irão receber novas habitações no Programa Minha Casa, Minha Vida.
A presidente também se comprometeu a estender o Programa Universidade para Todos (Prouni) ao ensino profissional e técnico de nível médio. De acordo com ela, a “educação será uma das prioridades centrais” do seu governo. Conforme afirmou, “do avanço da qualidade da formação dos jovens depende a preparação do País para o desenvolvimento de atividades produtivas e tecnológicas sofisticadas, e os benefícios da sociedade do conhecimento”.

Com informações da Agência Câmara

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dilma tem apoio formal de 72% do novo Senado

O Senado, grande pesadelo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e trincheira da oposição, que impôs derrotas importantes ao Planalto, agora, na nova legislatura ,parece domesticado, após a passagem pelas urnas de 54 de suas cadeiras (dois terços da composição da Casa). Desta vez, considerada a filiação partidária de cada parlamentar, Dilma Rousseff tem o apoio de pelo menos 59 dos 81 senadores – o que equivale a acachapantes 72% do Senado.

A oposição minguou drasticamente, após a eleição. Saiu das urnas com 17 cadeiras de senadores – isto é, 21% do Senado. Perdeu os principais postos influentes, como o comando da Comissão de Constituição de Justiça, antes comandada pelo democrata Demóstenes Torres (GO) e hoje nas mãos do peemedebista Eunício Oliveira (CE).

No entanto, os oposicionistas desdenham da maioria conquistada por Dilma: “as coisas aqui não são tão simples assim. Quem é que garante ter todos os votos do PMDB?”, desafia Demóstenes Torres, disposto a apostar nos dissidentes, infiéis e insatisfeitos de ocasião, a depender da matéria em discussão ou dos humores do Planalto. O discurso dominante entre os oposicionistas – caso de Aécio Neves (PSDB-MG) – é o da afirmação da independência do Legislativo, argumento de baixo potencial de convencimento, diante do poder da caneta presidencial.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Líder das Mães da Praça de Maio: Dilma e Kirchner são revolucionárias

A líder das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, classificou na segunda como "bela" a reunião que teve com a presidenta Dilma Rousseff e a mandatária argentina Cristina Kirchner, junto com outras organizações de direitos humanos. Para Bonafini, as chefes de Estado "são mulheres revolucionárias que lutaram ao lado dos nossos filhos e se tornaram presidentas".

Dilma foi presenteada com um lenço branco, símbolo do movimento, durante o encontro que mantiveram na segunda na Casa Rosada, sede do governo argentino. A presidenta Dilma negou que as representantes da associação tenham pedido a abertura dos arquivos da ditadura militar no Brasil. "Elas fizeram uma manifestação imensa de carinho por mim, identificando em mim o que elas perderam ao logo dos anos".

As Mães da Praça de Maio se identificam com a presidenta Dilma por também terem a história ligada à luta contra a ditadura militar. A associação de mães e avós foi criada há 30 anos, durante a ditadura argentina, entre 1976 e 1983, e cobram o paradeiro dos desaparecidos políticos e a punição dos envolvidos em tortura e assassinatos durante o período. Nos lenços brancos que usam na cabeça está escrito o nome do desaparecido político.