quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gleisi toma posse da casa civil.

Na primeira entrevista concedida depois de indicada para substituir o ex-ministro Antonio Palocci na chefia da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) garantiu que a articulação política do governo não faz parte das atividades que assumirá quando tomar posse hoje.

'Não há maldição na Casa Civil', diz nova ministra
"Vou fazer o trabalho que a presidente Dilma está pedindo, que é um trabalho de gestão. Ela quer o funcionamento da Casa Civil na área de gestão, de acompanhamento dos projetos. A presidente disse que meu perfil se ajusta àquilo que ela pretende na Casa Civil. É uma ação de gestão, é com isso que eu estou comprometida", afirmou, lembrando que conhece Dilma desde quando ambas trabalharam na equipe de transição do primeiro governo do ex-presidente Lula.

Apesar de Palocci ser o terceiro ocupante da Casa Civil que deixa o cargo por não conseguir se defender de denúncias - após José Dirceu e Erenice Guerra -, a nova ministra negou a existência de uma "maldição" no cargo.

"Não há maldição na Casa Civil", rebateu. "Temos um projeto extraordinário de transformação deste país, que inclui mudanças na vida das pessoas, é com esse projeto que estou comprometida."

Nova postura. Gleisi adiantou que ao contrário do que ocorre hoje no Senado, adotará um comportamento diferente na Casa Civil, sem discriminar as propostas sugeridas por senadores da oposição. "Amanhã (hoje) vou conversar sobre a relação no Senado, falar dos meus posicionamentos, inclusive com os senadores da oposição, a quem respeito muito", afirmou ao ser questionada sobre a queixa da oposição quanto ao seu modo de "tratorar" os interesses do governo no Senado.

Por fim, a nova ministra lamentou a saída de Palocci, apesar de ser uma das integrantes da bancada que se posicionou quanto à necessidade de ele se explicar publicamente sobre o crescimento de seu patrimônio. "É um momento triste, depois do relatório da procuradoria que colocou de forma muito clara a situação. É uma pena perder o ministro Palocci nesse governo."

"Loura". Assessores próximos da nova ministra asseguram que sua escolha para o cargo pela presidente foi pessoal. Dilma tem afinidade com Gleisi, a quem chama pelo apelido de "Loura".

A nova ministra já foi diretora de finanças em Itaipu e a presidente considera que ela se saiu muito bem no cargo. Elogia também sua atuação, nos primeiros cinco meses de mandato no Senado, quando fez veemente defesa do governo.

Suplente. Com a saída de Gleisi do Senado para assumir a Casa Civil, sua vaga no Senado passará a ser ocupada pelo advogado Sérgio de Souza, primeiro suplente. Casado, 40 anos de idade e natural de Ivaiporã, interior do Paraná, ele é filiado ao PMDB e ligado ao ex-governador Orlando Pessuti, que, como vice-governador, assumiu o Estado durante o ano de 2010, quando o ex-governador Roberto Requião saiu para disputar o Senado.

A bancada do PMDB no Senado, que já era a maior da Casa, passa a ter 20 parlamentares com a posse de Sérgio de Souza. A bancada do PT, que era a segunda maior e tinha 15 senadores, cai para 14 parlamentares.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dilma privatiza Cumbica

Em reunião sobre a Copa-14, a presidente Dilma disse que até dezembro sairá o edital de licitação que entregará à iniciativa privada a administração dos aeroportos de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF). A participação da Infraero será limitada a 49% nessas unidades, consideradas estratégicas. O setor privado será responsável pela gestão e por obras de ampliação das unidades.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Beatificação da Irmã Dulce reúne Dilma e Serra

Sinos tocando e intensos aplausos marcaram a beatificação da Irmã Dulce no último domingo (22), em Salvador (BA). Mesmo sob chuva, 70 mil pessoas compareceram à missa que conferiu o título à religiosa baiana Maria Rita Lopes Pontes, falecida em 1992.

A missa também marcou o reencontro da presidente Dilma Rousseff com o ex-governador de São Paulo José Serra, rival da petista na eleição do ano passado. No entanto, os dois não se encontraram. Dilma ficou em um camarote próximo ao altar, enquanto Serra teve que recorrer a uma capa de chuva numa área descoberta, longe do palco da celebração.
Durante a homilia pela "bem-aventurada Dulce dos pobres", o cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo abençoou Cláudia Cristiane Santos, sobrevivente de uma complicação durante parto em 2001. A igreja reconheceu o fato como um milagre da freira. Cláudia, o marido e os dois filhos foram cumprimentados pela presidente Dilma Rousseff.
"Mãe dos desamparados"
O papa Bento 16 fez alusão à beatificação da Irmã Dulce no último domingo (22). Falando em português, o papa se referiu à madre: "Desejo também unir-me à alegria dos pastores e fiéis reunidos em Salvador para a beatificação da irmã Dulce, que deixou sua marca de caridade ao serviço destes últimos, fazendo com que todo o Brasil visse nela a mãe dos desamparados".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Agricultura Familiar, prioridade de Dilma

É da maior importância a decisão anunciada pela presidenta da República, Dilma Rousseff, de reduzir os juros para a agricultura familiar. Quem acompanha a atividade agrícola sabe quão fundamental é a outra medida anunciada por ela, de destinar financiamento à construção de residências no meio rural.

As taxas cobradas sobre o crédito para a agricultura familiar, que variavam de 1% a 4%, ficaram, agora, entre 0,5% e 2%. A presidenta anunciou, ainda, a criação de uma Superintendência de Habitação Rural e a liberação de R$ 900 milhões para a construção de moradias no campo.

Aqui no blog o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Alberto Broch, uma das 30 lideranças rurais presentes ao anúncio das medidas pela presidenta da República, detalha as medidas para os nossos leitores:
No seu entender, o que de mais importante foi anunciado ontem pela presidenta para o meio rural, especificamente a agricultura familiar?
Vivemos um processo crescente de conquista tanto da sociedade organizada, quanto do Estado. Este empenho em responder mostra o amadurecimento do governo e da luta social, cada um no exercício do seu papel. Fica evidente o respeito e o compromisso do governo com o desenvolvimento rural e a agricultura familiar. Há uma dívida de 200 anos do Estado brasileiro em relação à luta dos trabalhadores rurais, historicamente alijados das políticas públicas. A nossa demanda é enorme e urgente. A sinalização da presidenta traz muita esperança.

A agricultura familiar é responsável por 70% dos produtos que chegam a mesa dos brasileiros, segundo o IBGE. Ela gera o desenvolvimento local de muitos municípios do interior e tem um papel fundamental para o equilíbrio da distribuição de renda no nosso país.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dilma adia viagem oficial ao Uruguai

Apesar de o Palácio do Planalto não atribuir ao estado de saúde da presidente Dilma Rousseff (PT) o adiamento da viagem ao Uruguai do dia 23 para o dia 30, o objetivo foi preservá-la.

Oficialmente, o governo explica que a data não estava confirmada, apenas prevista e que, por ajuste de agenda, precisou ser alterada. Dilma já havia cancelado a viagem ao Paraguai, que seria domingo passado sob a justificativa de que precisava se recuperar totalmente da pneumonia.

A presidente preferiu manter a agenda desta semana ainda em ritmo um pouco mais lento, adiando também a viagem que pretendia fazer nesta sexta-feira, dia 20, para Angra dos Reis, para inaugurar a plataforma P-36 da Petrobras.

Ontem, a presidente justificou aos integrantes do Grito da Terra que não foi à concentração do movimento, como fez nos anos anteriores, ao lado de Lula, porque “não está ainda bem de saúde”. Justificou o seu estado também para não cumprimentar um a um os trabalhadores rurais que participaram de reunião no Planalto.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dilma quer governo com eficiência de empresa

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que quer imprimir ao seu governo “eficiência máxima”, com controle dos gastos públicos, equilíbrio fiscal e pleno atendimento ao cidadão. Em seu programa semanal de rádio, Dilma afirmou que a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, criada por meio de decreto assinado na semana passada, tem como objetivo ajudar o governo a instituir mecanismos para tornar o Brasil mais competitivo no mercado mundial e mais eficaz no atendimento ao cidadão. Segundo ela, a ideia é levar o modelo de gestão empresarial para o Executivo.

“É um grupo de pessoas que vai me ajudar, ajudar o governo a trabalhar melhor. Esta câmara vai estudar as ações e os procedimentos da administração pública e nos orientar no uso mais inteligente do dinheiro, que vem do cidadão através dos impostos. Queremos economizar e, ao mesmo tempo, oferecer serviços cada vez melhores ao cidadão. Estamos procurando soluções para melhorar o funcionamento das escolas, dos hospitais para construir estradas mais baratas e melhores, e para evitar desperdícios”, explicou a presidenta. “Adotamos a filosofia de fazer mais, melhor e gastando menos”, acrescentou

Dilma descarta ceder à pressão argentina em barreira comercial

VALDO CRUZ
ANA CAROLINA OLIVEIRA
DE BRASÍLIA

O governo brasileiro não vai rever sua decisão de segurar a importação de carros, como exigiu a Argentina, para retomar as negociações visando pôr fim às barreiras comerciais entre os dois países.

A orientação do Palácio do Planalto é não ceder às pressões da Argentina para revogar a medida que acabou com a importação automática de veículos, que passou a depender de autorização num prazo de até 60 dias.

"Não há sentido em [fixar] precondição para termos reunião. Tanto da nossa parte quanto da Argentina. Estamos sempre dispostos ao diálogo e o diálogo está prosseguindo", disse ontem o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio).

A declaração de Pimentel se referia à afirmação de sua colega argentina, Débora Giorgi, de que o fim das barreiras ao comércio bilateral só voltaria a ser discutido se o Brasil revogasse a exigência de licença na importação de carros.

Na entrevista, o ministro procurou dar um tom diplomático às suas declarações, repetindo que a medida adotada pelo Brasil não é contra a Argentina, mas vale para todos os países e visa proteger o mercado brasileiro.

Reservadamente, porém, a equipe de Pimentel deixou claro que não há espaço para recuo, sinalizando que o país pode até endurecer caso a presidente Cristina Kirchner não oriente sua equipe a abrir negociações e rever suas medidas.

REUNIÃO

Pimentel e Débora Giorgi podem se encontrar na próxima semana para retomar as negociações entre os países, travadas desde que a Argentina decidiu elevar de 400 para 600 os itens que dependem de licença para entrar naquele país, afetando as exportações brasileiras.

Ontem, Pimentel comentou que a Argentina tem demorado mais que os 60 dias determinados pela OMC (Organização Mundial do Comércio) para autorizar a entrada de produtos.

"A Argentina não está cumprindo os 60 dias, isso gera desconforto e é um problema. Em muitos casos, esse prazo já foi ultrapassado."

O ministro disse que a disposição do Brasil é cumprir o prazo de 60 dias.

"O fluxo de importações vai se normalizar depois", afirmou, em referência ao prazo de dois meses para a liberação de automóveis que saíram do canal automático de importação.

O governo, contudo, pode desrespeitar esse prazo caso a Argentina continue fazendo o mesmo com as exportações brasileiras, o que está segurando caminhões com produtos brasileiros na fronteira entre os dois países.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Lula diz que saúde de Dilma está boa

DAIENE CARDOSO - Agência Estado
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a presidente Dilma Rousseff está bem de saúde e que ela não viajará ao Paraguai no domingo, 15, por recomendação médica. "Eu tenho conversado com ela e ela aparentemente está ótima. A saúde dela está boa", disse Lula, ao chegar ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde receberá o prêmio João Ferrador na noite de hoje.

Ao brincar com os jornalistas, Lula disse que vai ver a final do Campeonato Paulista na Vila Belmiro, onde o Santos enfrentará o Corinthians no próximo domingo, e que o Corinthians tem condição de ganhar. "Nós nos mostramos muito preparados no último jogo", afirmou o ex-presidente. Lula lamentou que o seu time do coração ainda não tenha ganho a Copa dos Libertadores.


Lula disse que vai procurar o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, para traçar uma estratégia que leve o clube ao título do campeonato sul-americano. "A gente vai montar uma estratégia para o Corinthians ser campeão da Libertadores. Falta um estrategista para o Corinthians", afirmou.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Gerdau vai ter sala ao lado de Dilma para aconselhar governo

Jorge Gerdau Johannpeter, um dos maiores empresários do país, passa a ter a partir desta semana uma sala no Palácio do Planalto.

Presidente da Câmara de Políticas de Gestão, criada oficialmente ontem pela presidente Dilma Rousseff, Gerdau --que vive no Rio Grande do Sul-- pretende despachar semanalmente em Brasília, aconselhando o governo em como aprimorar a gestão.

A empresários, Dilma defende controle da inflação com crescimento



Dilma criou oficialmente ontem a Câmara de Políticas de Gestão que será presidida por Jorge Gerdau Johannpeter

A sala de Gerdau deve ficar no terceiro andar do Planalto, ao lado do gabinete da presidente. Ele presidirá o grupo de outros três empresários e quatro ministros.

A tarefa dos conselheiros será criar formas de o governo reduzir custos, racionalizar processos e melhorar os serviços prestados.

Gerdau é cortejado por Dilma desde antes da posse. Os dois mantêm uma relação de amizade que remonta à época em que Dilma foi secretária de Energia do RS.

Durante a campanha, se encontraram mais de uma vez. Ela chegou a sondá-lo para um ministério.

Ontem, o empresário afirmou que passará pelo menos um dia por semana em Brasília. Segundo o Palácio do Planalto, a atividade é considerada "serviço público relevante" e não é remunerada.

Além de Gerdau, fazem parte da Câmara os empresários Abílio Diniz (Pão de Açúcar), Antônio Maciel Neto (Suzano) e Henri Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras no governo Fernando Henrique Cardoso.

Os ministros que participarão da Câmara são Antonio Palocci (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Fernando Pimentel (Indústria e Comércio).

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dilma aborda inflação em discurso para prefeitos

A presidenta Dilma Rousseff aproveitou o discurso feito nesta terça-feira, durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília, para reafirmar a preocupação do governo federal com a questão da inflação.

Dilma disse que o Banco Central e o Ministério da Fazenda estão atuando para garantir o retorno da inflação para o centro da meta definida no menor prazo possível.

A respeito das críticas por conta das metas em relação ao controle da inflação, Dilma afirmou que o Brasil amadureceu. "É possível controlar a inflação e continuar crescendo. Neste aspecto, temos o reconhecimento internacional", defendeu.

Durante o evento, Dilma ainda enalteceu a presença das mulheres prefeitas que estavam presentes e disse esperar que, um dia, mais mulheres cheguem à Presidência da República.


Uma das principais reivindicações dos prefeitos, a aprovação da Emenda 29, que prevê um percentual mínimo de repasse da União para as prefeituras, a fim de investirem em saúde, ganhou apoio de Dilma, mas a presidenta pediu cautela dos prefeitos para tratar de uma questão considerada polêmica. "Todos nós precisamos reconhecer que se trata de uma questão complexa. Essa discussão ainda não se completou na esfera da União, dos estados e municípios", disse.


No discurso, Dilma garantiu que o governo vai repassar este ano R$ 10 bilhões para os municípios investirem em saúde. "Mesmo sem a aprovação da Emenda 29, já estamos colocando recursos na saúde", afirmou. "Vamos oferecer formação superior para os gestores públicos municipais. As inscrições vão começar no segundo semestre de 2011", completou.

A reformas das unidades de saúde é uma das medidas anunciadas pela presidenta. No pacote de medidas, no entanto, não está garantia de liberação dos cerca de 15 bilhões de restos a pagar, principal reivindicação dos prefeitos. Dilma disse que o governo vai liberar R$ 750 milhões, sendo que R$ 520 milhões serão repassados hoje (10) pelo Tesouro Nacional e o restante no próximo dia 6 de julho.

Com informações da Agência Brasil

terça-feira, 10 de maio de 2011

Presidenta Dilma Rousseff terá extensa agenda de visitas aos países do Mercosul




E no próximo dia 23, a presidenta Dilma Rousseff encerra em Montevidéu, no Uruguai, o ciclo de viagens aos países do Mercosul. No domingo, dia 15, ela segue para Assunção, no Paraguai, onde participa das comemorações do Bicentenário da Independência do país vizinho. A votação à qual Marco Aurélio Garcia se referiu é a do novo valor que o Brasil vai pagar pelo excedente da energia gerada pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. O Paraguai usa apenas 5% da energia a que tem direito. O excedente é comprado pelo Brasil. O valor a ser pago ao governo paraguaio passará de 120 milhões de dólares, anualmente, para R$ 360 milhões. A promessa de reajuste foi feita em 2009 pelo ex-presidente Lula. Marco Aurélio também confirmou que Dilma vai em julho à Caracas, na Venezuela, para participar das discussões sobre a Cúpula da América Latina e do Caribe, que trata de ações integradas na região.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Peças para fabricação do iPad 2 já estão em Jundiaí

A Apple se prepara para iniciar a fabricação do iPad 2 no Brasil, por meio da sua parceira Foxconn. O primeiro lote de componentes para o tablet já está no país

São Paulo -- Reportagem deste sábado (7) do Jornal de Jundiaí revela que dez carretas descarregaram, na sexta-feira, componentes eletrônicos da Apple no condomínio de galpões GR Jundiaí, onde estão instaladas empresas parceiras da Apple que vão atuar na fabricação do iPad 2 no Brasil. Os caminhões, protegidos por escolta armada, vinham do porto de Santos, entrando na GR por volta das 16h15, relata o jornal.

O jornal diz ter ouvido, de dois supervisores holandeses da empresa Syncreon, que pessoas estavam sendo treinadas para preparar mercadorias a ser despachadas por navios. "Não sabemos onde serão montados os equipamentos da Apple, mas podemos dizer que já estamos treinando essas pessoas", teria revelado um dos homens, em inglês

domingo, 8 de maio de 2011

Dilma convidou alemães a investir em infraestrutura, diz presidente Wulff

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, encerrou neste sábado (07/05) sua primeira viagem à América Latina. Durante uma semana, ele passou pelo México, pela Costa Rica e pelo Brasil, onde foi recebido pela presidente da República, Dilma Rousseff.

A repórter Ellen Häring, da emissora alemã Deutschlandradio Kultur, acompanhou Wulff e o entrevistou ao final da viagem. O presidente destacou as oportunidades de parceria entre o Brasil e a Alemanha na área de energias renováveis e constatou que o debate sobre os riscos da energia nuclear não é tão intenso entre os brasileiros como entre os alemães.

Wulff também disse que Dilma "expressamente convidou a economia alemã a se candidatar a projetos de infraestrutura" no Brasil. Ele lamentou, porém, que as empresas alemãs ainda tenham uma "certa reserva" em fazê-lo.

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, decidiu abreviar sua estada no Brasil após a metalúrgica ThyssenKrupp divulgar um plano de reestruturação que prevê o corte de 35 mil funcionários. Ele planejava visitar a nova siderúrgica da empresa alemã no estado do Rio de Janeiro neste sábado (07/05). Com o anúncio, a visita foi cancelada.

Wullf reagiu com irritação à notícia por não ter sido comunicado com antecedência pela direção da ThyssenKrupp. Ele ficou sabendo dos planos de reestruturação pela imprensa, nesta sexta-feira, poucas horas antes da visita.

Um dia antes, o chefe para a América da empresa, Hans Fischer, informara Wulff sobre a estratégia para o exterior da metalúrgica, sem mencionar as demissões

Dilma pede diagnóstico de Belo Monte; Lobão garante cronograma

Laryssa Borges
Brasília - A presidente Dilma Rousseff pediu nesta sexta-feira um diagnóstico da usina hidrelétrica de Belo Monte, no município de Altamira, no Pará, para verificar o contéudo das crescentes críticas feitas ao empreendimento. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, minimizou a ela as pendências indígenas no projeto - alvo inclusive de reclamações públicas da Organização dos Estados Americanos (OEA) - e garantiu o cumprimento do cronograma.

"A questão frequentemente sendo abordada é a questão indígena. Mmostrei à presidente um mapa que demonstra que há uma presença de diversas reservas na região distante de Belo Monte. A reserva mais próxima encontra-se a 31 km de distância do lago. Outras a 200 km, 300 km, 500 km de distância. Existem cerca de 2,2 mil índios para cerca de 2,5 milhões de hectares de terras concedidas", disse o ministro, que se reuniu nesta sexta com a presidente no Palácio da Alvorada, em Brasília.

"Temos um projeto fixado, temos uma meta e vamos cumpri-la", resumiu, apontando que atualmente o governo lida no empreendimento com objeções "sem nenhum sentido ou razoabilidade". "Nós estamos no convencimento de que de fato se trata de uma obra de grande interesse nacional com a preservação do meio ambiente com todos os requisitos de atendimento, com as exigências do meio ambiente sendo atendidas uma a uma, e ela precisa ser tocada dentro dos cronogramas e dentro das previsões", afirmou o ministro.

A presidente Dilma Rousseff cobrou dos ministros na quinta-feira, em reunião no Palácio do Planalto, um cronograma de atuação do poder público no município de Altamira, no Pará, a fim de evitar que Belo Monte apresente os mesmos problemas trabalhistas de Jirau, em Rondônia.

O projeto da usina de Belo Monte é alvo de frequentes manifestos, mas o governo descarta por ora qualquer alteração no empreendimento. Em abril, a OEA, por meio de sua Comissão Interamericana de Direitos Humanos, chegou a solicitar oficialmente ao governo brasileiro a suspensão imediata das obras do complexo hídrico no Pará sob o argumento de haver um potencial prejuízo dos direitos das comunidades tradicionais da bacia do rio Xingu.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Foxconn quer iniciar produção de iPad no Brasil em julho, diz jornal

O presidente da fabricante, Terry Gou, enviou carta para a presidente Dilma Rousseff com a proposta de antecipação

São Paulo - A Foxconn pode adiantar sua produção de iPads e iPhones no Brasil de novembro para julho deste ano, segundo reportagem publicada no jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (6). A antecipação faz parte da estratégia da companhia em crescer no país ainda em 2011.


Segundo a reportagem, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deve se reunir com executivos da Foxconn nas próximas semanas. O presidente da empresa, Terry Gou, teria enviado uma carta diretamente à presidente Dilma Rousseff, manifestando interesse pelo início da montagem em julho e pressionando para que a Receita Federal defina a tributação dos produtos da Apple no Brasil.

Um dos entraves atuais para a produção dos produtos Apple pela Foxonn no Brasil é que os órgãos do governo hesitam em classificar os tablets como notebooks, o que reduziria impostos como PIS e Confins. Segundo a Folha, a Apple já enviou ao Brasil os primeiros lotes de componentes para montagem dos iPads.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dilma reaparece após pneumonia e diz estar bem 'mas em descanso'

Em seu primeiro evento público depois de ter sido diagnosticada com uma leve pneumonia, a presidente Dilma Rousseff disse estar bem, mas ainda em "descanso". O diagnóstico foi dado na última quinta-feira (28).

"Recuperada estou, mas estou ainda em fase de descanso", disse a presidente, em um rápido contato com a imprensa no Palácio do Planalto, na cerimômia oficial em que recebeu o presidente da Alemanha, Christian Wulff.

Perguntada sobre o ar-condicionado do Salão Nobre, a presidente disse, aparentando estar bem disposta, que "isso não é um problema".

Apesar de dizer que está em descanso, Dilma recebeu nove ministros no Palácio da Alvorada, sua residência oficial.

RELAÇÃO BILATERAL

Dilma e o presidente da Alemanha vão assinar memorandos de entendimento nas áreas de estudo de luz, chamado laboratório Sincrotron, e de tecnologia, para, por exemplo, ações de energia renováveis.

Além de acordos comerciais, Wulff veio acompanhado de 60 empresários que estão dispostos a investir em portos, aeroportos e no trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

Dilma cobrará de prefeitos e governadores agilidade nas obras para a Copa

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vai se reunir com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 para cobrar agilidade nas obras de infraestrutura para o Mundial, especialmente às relacionadas ao transporte urbano, informou hoje o ministro do Esporte, Orlando Silva. A reunião está marcada para o dia 30 de maio.

De acordo com o ministro, 70% das obras de transporte urbano devem começar ainda este ano e 54 projetos já foram selecionados para melhorar a mobilidade das pessoas nas cidades.

Sobre atrasos no cronograma das obras, o ministro afirmou que, em 2012, os brasileiros terão a sensação de que o país está caminhando “bem” para cumprir os compromissos assumidos com a Federação Internacional de Futebol (Fifa).

Segundo ele, as obras já foram iniciadas em dez estádios e em Natal (RN), última licitação que foi feita, os trabalhos devem começar em breve. O 12º estádio, em São Paulo (SP), será construído pela iniciativa privada e as obras ainda não tiveram início.

“Na virada de 2011 para 2012, a percepção sobre a preparação do Brasil vai mudar, porque o estágio das obras das arenas será completamente diferente”, disse Orlando Silva, ao participar do programa de rádio Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.

Em relação aos aeroportos, Orlando Silva afirmou que a ordem da presidente é antecipar a concessão de parte das obras à iniciativa privada. “O prazo é curto, mas o suficiente para modernizarmos os aeroportos”, disse. Estudo divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, dos 12 aeroportos em ampliação, nove não ficarão prontos a tempo para os jogos de 2014.

As 12 cidades que vão sediar a Copa de 2014 são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Dilma visita o Paraguai ainda neste mês


BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff vai visitar o Paraguai no próximo dia 15, de acordo com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) após reunião com o chanceler paraguaio, Jorge Lara Castro, no Itamaraty.

Segundo Patriota, o projeto que autoriza o Brasil a triplicar o valor pago ao Paraguai pela energia excedente da Usina Hidrelétrica de Itaipu também foi tema do encontro. O texto está previsto para ser votado hoje (3) no Senado brasileiro.

“O Paraguai é a economia latino-americana que mais cresceu em 2010, com uma taxa de 15,3%. Aliás, uma das economias que mais cresceu no mundo. Um vizinho próximo do Brasil”, avaliou Patriota.

Já o chanceler paraguaio disse que a aprovação do projeto representa um passo importante para a integração na região. Para ele, as relações entre os dois países têm alcançado avanços significativos, que se traduzem em acordos como o de Itaipu.

“O governo do Paraguai é como o governo do Brasil, [um governo] com grande sensibilidade social”, afirmou, ao destacar que ambos têm um forte compromisso na área de direitos humanos. “O Brasil pode ser um fator importante no aspecto da cooperação, que nos permitiria avançar no desenvolvimento”, concluiu.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dilma definiu mesa permanente de negociação com centrais sindicais, destaca Gilberto Carvalho no 1º de Maio

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou hoje (1º), durante a festa de comemoração do Dia do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista, que a presidenta da República Dilma Rousseff não compareceu às festas das centrais sindicais porque está adoentada e apenas veio a São Paulo para fazer alguns exames.

“Dilma preferiu repousar. Veio para São Paulo, fez exames de rotina e já voltou para Brasília, mas está tudo bem. É que o ritmo de trabalho tem sido muito puxado porque ela tem um padrão de exigência fortíssimo”.

Ele negou que haja atritos ou rejeição por parte da presidenta com relação às centrais sindicais e disse que nos cinco meses de governo Dilma, as entidades trabalhistas tiveram todo o espaço que pediram para as negociações.

“Ela decidiu dar uma organicidade maior a essa relação. Então, resolvemos nos unir com as centrais para uma mesa permanente de negociação. Semana que vem, vamos discutir a questão dos aposentados, depois a do trabalho decente na construção civil e temos outra [reunião], para discutir o setor sucroalcooleiro”. Quanto a questões como a eliminação do imposto sindical, o ministro disse que o governo prefere não se manifestar, pois o assunto deve ser decidido pelas centrais e os trabalhadores.

O presidente nacional CUT, Artur Henrique, ressaltou que a entidade continua defendendo o fim do imposto sindical e disse que prefere a criação de uma contribuição de negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleia.

“O que estamos reivindicando é que se deixe os trabalhadores decidirem sobre as formas de sustentar suas entidades sindicais e não abrir o holerite no mês de março e receber um desconto de um dia de salário, de um sindicato que, às vezes, não aparece, nunca foi à negociação, não tem organização no local de trabalho, não defende os interesses dos trabalhadores”, disse Henrique.

Neste ano, a CUT comemorou o Dia do Trabalho homenageando a cultura africana no evento Brasil-África: Fortalecendo a Luta dos Trabalhadores, que começou no dia 25 de abril e se estendeu até o 1º de Maio. No evento, houve um seminário internacional, oficinas culturais, exposição de livros, obras de arte, exibição de filmes, apresentação de manifestações culturais afro-brasileiras, gastronomia e ato interreligioso, com ênfase nas religiões de matriz africana.

Entre os países participantes estão Togo, Zimbábue, Nigéria, Senegal, Cabo Verde, Libéria, África do Sul, Gana, Benin, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Além da participação de diversos cantores e grupos musicais e de dança, o ator e ativista norte-americano Danny Glover foi convidado para as comemorações. Atualmente, ele é presidente do Fórum TransAfrica, movimento mundial que luta em defesa da promoção da diversidade e da equidade política e social para a África e para os afrodescendentes de todo o planeta.

domingo, 1 de maio de 2011

Resolução do PT ressalta fragmentação dos partidos de oposição no país

Brasília – O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou hoje (30) resolução em que ressalta a fragmentação dos partidos de oposição no país. Nomeado ontem (29) presidente da sigla, Rui Falcão disse que os partidos que fazem oposição ao governo da presidenta Dilma Rousseff perderam sua perspectiva de projeto por causa da “falência de ideias”. Segundo ele, ideias “conservadoras e neoliberais”.

“Existe fragmentação dos partidos de oposição”, afirmou Falcão, em entrevista concedida no início da tarde, após reunião do diretório em Brasília. “A oposição parece ter perdido a sua perspectiva de projeto, muito devido à falência de algumas das ideias que defendiam e que entraram em crise no plano internacional, ideias conservadoras, neoliberais.”

Por dois dias, o Diretório Nacional do PT discutiu o calendário anual de encontros setoriais do partido e a preparação para eleições municipais de 2012. Para Falcão, a popularidade do partido é cada vez maior, depois de dois governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da gestão de Dilma.

“O amplo apoio resulta da grande confiança iniciada pelo [governo] Lula e pelas primeiras ações do atual governo, que vêm reforçando as bases do desenvolvimento econômico com justiça social”, disse Falcão, que foi eleito nessa sexta-feira novo presidente do PT até 2013, em substituição a José Eduardo Dutra, que renunciou ao cargo por motivo de saúde.

Ontem, o Diretório Nacional do PT aprovou a refiliação do ex-tesoureiro Delúbio Soares. Delúbio deixou o partido em 2005 em decorrência de acusações envolvendo o esquema de compra de votos no Congresso Nacional, conhecido como mensalão..

Falcão negou que os petistas tenham concedido anistia a Delúbio. “Não é anistia, os erros estão lá, não foram extintos. Mas não há pena perpétua no PT. Ele sustentou a estrela e ideias do PT, mas nada depôs contra ele nesse período que dura quase seis anos”, disse.

O Diretório Nacional do PT ainda está reunido na tarde de hoje em Brasília. Os integrantes do diretório preparam a conclusão de texto sobre a reforma política.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Por motivos de saúde, Dutra deixa presidência do PT

José Eduardo Dutra renunciou à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT). O comunicado foi feito por ele na reunião do Diretório Nacional do partido. Dutra destacou que continuará militando em favor de um Brasil para os brasileiros. Internamente ele continuará como membro do Diretório Nacional. Dutra deixa a presidência do PT por motivos de saúde.

"Alguns companheiros aconselharam que eu poderia renovar a minha licença, mas avaliei que não seria justo nem comigo nem com o PT. Tomei uma decisão sobre a qual tenho total responsabilidade: sair agora da presidência do PT. O partido define seu novo presidente e eu me cuido", afirmou. Com a renúncia, o vice-presidente do partido, Rui Falcão, que ocupa interinamente a presidência, deve ser efetivado no cargo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Depois de falar com Dilma, Eliane é presa em S.Bernardo

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

Depois da tentativa de invadir o gabinete da presidente Dilma Rousseff (PT), Eliane dos Santos Silva foi presa na porta da Paço de São Bernardo por volta das 8h30 de ontem, após conversar com o prefeito Luiz Marinho (PT). A mulher esbravejou por direito a moradia e creche para seu filho. Quando GCMs (Guardas Civis Municipais) tentaram acalmá-la, ela disse "vocês não são polícia p... nenhuma, não podem me prender".

Por desacato, Eliane foi encaminhada ao 1º DP (Distrito Policial) de São Bernardo por volta das 9h, mas foi liberada ao assinar um termo de compromisso.

De acordo com a mulher, após conversar com Dilma na segunda-feira, a presidente garantiu que Marinho atenderia suas necessidades. "Conversei por uns cinco minutos com ela, que me perguntou sobre os problemas e até brincou com o meu filho, sempre atenciosa. Preciso da creche para poder trabalhar fazendo faxina", relatou.

A mulher disse que voltará à Brasília, de carona, hoje. A Prefeitura ofereceu por seis meses Renda Abrigo de R$ 315 mensais, além de inscrição nos programas Bolsa Família e Renda Suplementar com subsídio a partir de R$ 70. "Eles disseram para eu voltar ao Paraná (na cidade de Jacarezinho, onde mora sua mãe) que eles iriam cobrar o prefeito de lá. Eu vou ficar aqui", declarou

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dilma pede a empresas que ajudem na formação de mão-de-obra

.BRASÍLIA (Reuters) - Preocupada com a escassez de mão-de-obra qualificada, a presidente Dilma Rousseff fez um apelo nesta terça-feira para que o setor privado ajude o governo na criação de 100 mil bolsas de estudo para formar estudantes brasileiros no exterior.

O pedido foi feito durante a primeira reunião na gestão Dilma do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que reúne representantes do governo e da sociedade civil.

"O governo tem preocupação com a formação de estudantes capacitados para virarem os nossos futuros cientistas. E aí vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer de forma parcial ou de forma completa cursos no exterior nas áreas de ciências, sobretudo de ciências exatas", afirmou.

A presidente afirmou que a meta oficial é financiar 75 mil bolsas de estudos até 2014 e pediu ajuda da iniciativa privada.

"Eu queria fazer um convite e um desafio aos senhores. Eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros ou ao Brasil de forma que nos permita chegar a 100 mil (bolsas)", disse.

Sem dar detalhes, Dilma mencionou ainda o lançamento em breve de um programa para capacitação técnica e profissional para tentar reduzir a escassez de mão-de-obra qualificada no país.

Na avaliação de Dilma, a escassez de mão-de-obra qualificada é um dos "bons problemas" que o país tem pela frente, já que de acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o desemprego no Brasil é de 6,5 por cento, taxa considerada como situação de pleno emprego.

A presidente reafirmou sua preocupação com a escalada da inflação e disse que serão adotadas todas as medidas que o governo julgar necessárias, mas salientou que sua preocupação é ao mesmo tempo com o controle da inflação e com o crescimento econômico.

Ela voltou a falar que pretende combater a miséria durante seu mandato e anunciou que nas próximas semanas lançará o plano nacional de erradicação da pobreza extrema.

Um dos objetivos do plano é cruzar o mapa da desigualdade com o das oportunidades de empregos em pelo menos 70 cidades brasileiras como disse à Reuters a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello .

(Por Jeferson Ribeiro)
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terça-feira, 26 de abril de 2011

Dilma anuncia 75 mil bolsas de intercâmbio para estudantes

BRENO COSTA
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje que o governo federal tem a "disposição" de conceder 75 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014. Sem entrar em detalhes, Dilma afirmou que a prioridade será para cursos na área de Ciências Exatas.

"Vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer, ou de forma parcial, ou de forma completa, cursos no exterior, nas áreas de Ciências, sobretudo de Ciências Exatas", disse a presidente durante discurso na abertura da primeira reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) de seu governo, no Palácio do Planalto.

O tema começou a ser tratado com mais profundidade no governo com a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao país, em março. Na ocasião, um dos acordos diplomáticos firmados entre os dois países foi um acordo de cooperação prevendo o intercâmbio de alunos e professores entre Brasil e EUA. O próprio Obama chegou a citar um número de 100 mil intercâmbios entre os dois países ao longo dos próximos anos.

Hoje, em seu discurso, Dilma também citou o número de 100 mil bolsas --25 mil além do prometido pela presidente. Esse montante seria alcançado por meio de colaboração do setor privado. Para uma plateia formada majoritariamente por empresários, Dilma fez um apelo à iniciativa privada.

"Queria fazer um convite e um desafio aos senhores: eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros e ao Brasil, de forma que nos permita chegar a 100 mil bolsas em 2014", disse.

Aumento da inflação vai exigir que governo fique atento, diz Dilma

Leonêncio Nossa e Tânia Monteiro, da Agência Estado

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff afirmou, há pouco, que o seu governo está atento às causas do aumento da inflação. "O meu governo está diuturnamente e noturnamente atento a todas as pressões inflacionárias e fazendo análises delas. Em sua primeira participação em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Dilma disse que não podia esconder que a inflação está subindo, entre outros fatores pelo aumento na área de bens, alimentos e etanol.

No início do seu pronunciamento, a presidente fez um balanço da situação de países emergentes, como o Brasil, e desenvolvidos, após a crise financeira internacional de 2008. Dilma ressaltou que os países desenvolvidos saíram da crise com um déficit gigantesco e os países emergentes, que segundo ela sustentaram a dinâmica econômica no pior momento da crise, agora estão enfrentando problemas devido a uma política de expansão da liquidez e desequilíbrios inflacionários. "Um afluxo desse nível de liquidez significa necessariamente uma grande pressão dos valores dos ativos e na expansão desenfreada do crédito, além de uma pressão monetária sobre as economias em desenvolvimento", avaliou.

Dilma afirmou que sempre irá procurar o CDES não para anunciar ou divulgar medidas, mas para discutir os rumos do País. "Estou certa de que é importante a valorização desse conselho. Assumo o compromisso de valorizar esse espaço democrático e plural e, sobretudo, fortalecer o debate e discutir os caminhos e desafios que o País enfrenta.

A presidente destacou que durante os anos do governo Lula o País mudou os caminhos do desenvolvimento econômico, tornando possível o desenvolvimento e a inclusão de renda.

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, destacou hoje que o combate à inflação é prioridade de todos. "É, sem dúvida, uma prioridade que não devemos abandonar", disse Palocci, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). "É importante que estejamos atentos a isso e fortaleçamos o esforço da equipe econômica", completou.

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, afirmou que o controle da inflação é prioridade nesse momento

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Dilma recebe vacina contra gripe e inaugura campanha nacional

A presidente Dilma Rousseff deu início nesta segunda-feira à campanha nacional de vacinação contra a gripe sazonal. Em evento realizado em Brasília nesta manhã, Dilma recebeu a vacina contra a doença. A presidente estima que, até o dia 13 de maio, quase 30 milhões de pessoas devem ser imunizadas em todo o País.

Além de idosos e indígenas, gestantes, crianças entre 6 meses e 2 anos e profissionais de saúde também vão receber a dose. Mais cedo, no programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou que a gripe não é "uma doença banal" e ressaltou que a enfermidade deixa a defesa do corpo mais fraca, podendo provocar complicações ou favorecer o aparecimento de outros problemas.


Ao citar a epidemia de influenza A (H1N1), a gripe suína, registrada em 2009 e 2010, Dilma destacou que as principais populações atingidas foram as gestantes e as crianças menores de 2 anos. Por isso, os grupos foram incluídos na vacinação deste ano, que também imuniza contra o vírus H1N1. "Faço um apelo para as mães de crianças dentro da faixa etária da campanha e também para as grávidas que não deixem de receber a dose da vacina", disse a presidente.

"E os trabalhadores da saúde têm que estar vacinados para não transmitir a gripe a quem procura os serviços médicos", acrescentou Dilma. Segundo ela, o Ministério da Saúde vai distribuir 33 milhões de doses da vacina. A campanha de imunização contra a gripe sazonal existe há 13 anos e, de acordo com Dilma, já reduziu em 60% o número de internações por pneumonia, sobretudo em pessoas com mais de 60 anos.

Com informações da Agência Brasil

sábado, 23 de abril de 2011

Gerdau oficializa participação no governo Dilma

COMANDATUBA - O empresário Jorge Gerdau oficializou neste sábado,23, a sua participação no Governo de Dilma Rousseff. Ele será o coordenador da Câmara de Gestão e Planejamento e trabalhará ao lado da presidente no Palácio do Planalto. Segundo ele, que participou do 10 Fórum Empresarial, em Comandatuba (BA), o convite foi aceito no fim do ano passado. Embora a participação tenha sido oficializada apenas agora, Gerdau afirmou que já está trabalhando duro em alguns projetos importantes.

O primeiro deles será apresentado nas próximas semanas e beneficiará o setor de saúde. O empresário não quis dar detalhes sobre o assunto porque o projeto será apresentado pela presidente. O Conselho da câmara vai contar com alguns ministros escolhidos por Dilma. Entre eles, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci; da Fazenda, Guido Mantega; do Desenvolvimento, Fernando Pimentel; e do Planejamento, Miriam Belchior.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dilma cancela participação em evento na Bahia

A presidente da República, Dilma Rousseff, que receberia nesta quinta-feira um prêmio como personalidade do ano, durante o 10º Fórum Empresarial, em Comandatuba, cancelou sua participação. A presidente propôs ao empresário João Dória Jr, que organiza o evento, que receba a homenagem pessoalmente em maio ou junho.

Cerca de 700 convidados, entre políticos, empresários e celebridades, debatem desta quinta-feira até domingo desafios para o desenvolvimento do Brasil durante o 10º Fórum Empresarial. O evento ocorre em Comandatuba, na Bahia, e terá a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, e ministros.

Durante o encontro, os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, do Esporte, Orlando Silva, e da Educação, Fernando Haddad, debatem o tema central: "Uma nova Realidade para o Brasil", além de assuntos ligados a suas pastas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Dilma entra na lista das 100 pessoas mais influentes da 'Time'

A presidente Dilma Rousseff foi escolhida uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista americana "Time".

O texto de apresentação é da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.

Presidente da Fiat está na lista dos mais influentes da "Time"

"A nova presidente do Brasil é uma lutadora corajosa que se levantou contra a ditadura militar e que dedicou sua vida a construir uma alternativa democrática para o desenvolvimento, a igualdade social e os direitos das mulheres", afirma Bachelet.

A chilena diz que não é fácil ser a primeira mulher a governar seu país. "É ainda mais difícil governar um país tão grande e globalmente relevante como o Brasil."

Para Bachelet, o Brasil vive um momento único da sua história, que exige um "líder de sólida experiência e firmes ideais."

"Dilma oferece precisamente essa combinação virtuosa de sabedoria e convicção que seu país precisa", completa.

A oitava edição da lista inclui personalidades como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o atacante argentino Lionel Messi, o cantor Justin Bieber, o príncipe William e sua noiva Kate Middlenton.

No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi listado como um dos mais influentes. Ele também já tinha aparecido no mesmo ranking em 2004.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dilma quer computador mais barato aos brasileiros

A presidente da República Dilma Rousseff afirmou que quer baratear os preços dos computadores ao consumidor e fazer com que eles sejam acessíveis para qualquer brasileiro. Em entrevista ao programa de rádio Café com a Presidenta, apresentado nesta segunda-feira (18), Dilma disse que os acordos fechados com a China deverão ajudar a diminuir o preço de aparelhos eletrônicos por aqui.

Fazendo um balanço sobre sua visita à China, na semana passada, ela se referiu ao acordo fechado com as empresas ZTE e Foxconn. A primeira é uma estatal chinesa que produz equipamentos para a área de comunicação, enquanto a outra é responsável pela fabricação de produtos da Apple para parte do mundo, entre eles o iPad e o iPhone.


A ZTE vai construir uma fábrica em Hortolândia, no interior de SP, e investirá mais R$ 350 milhões. A Foxconn estuda investimento de R$ 18,9 bilhões no Brasil para a produção de telas para produtos como computadores tablet e celulares.

- São investimentos que, além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores. Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação. Nós vamos popularizar esses equipamentos. Queremos que eles sejam comprados por qualquer cidadão.

Ela diz que, no ano passado, o Brasil foi o terceiro país que mais vendeu computador no mundo, e “isso significa um grande mercado potencial”.

A presidente disse que a viagem à China, que começou na segunda-feira (11) e terminou neste fim de semana, foi “bastante proveitosa” e “bem-sucedida”.

- Nós alcançamos os nossos principais objetivos: o de abrir as portas para que mais produtos brasileiros, produtos mais elaborados entrassem na China; e trabalharmos juntos em áreas importantes, como a de ciência e tecnologia. Assinamos 20 acordos com o governo chinês. Alguns para desenvolvermos pesquisa nessa área – ciência e tecnologia – e também fecharmos bons negócios com empresários, que vão investir mais no Brasil.

O Brasil também vai vender mais para a China, segundo Dilma.

- Um dos acordos que firmamos foi abrir o mercado chinês para a exportação de carne de porco. Um outro ainda, foi para a venda de aviões. A Embraer já vende aviões para a China, mas, nessa viagem, nós combinamos a venda de 35 aviões da família B-190 – são jatos que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil.

Ela diz que desde 2004, quando o presidente Lula esteve pela primeira vez na China, “nós evoluímos muito no volume do nosso comércio, e a China tornou-se o nosso maior parceiro comercial”.

- Essa parceria tem sido boa em vários setores. Nós realizamos, por exemplo, várias pesquisas e iniciativas na área de satélite. Acho que foi um salto de qualidade nas nossas relações. Mas, ainda, queremos mais. Hoje, nós vendemos muita matéria-prima para a China, queremos vender a matéria-prima, mas também queremos vender os produtos mais elaborados.

...Ela cita o caso do aço. A China é o maior comprador do minério de ferro brasileiro, a matéria-prima para a fabricação do aço, usado em praticamente toda a indústria, de carros a barcos.

- O produto que mais vendemos para os chineses é o minério de ferro. Queremos, também, vender aço e mesmo produtos acabados de aço. Estou muito confiante na cooperação mútua entre o Brasil e a China.

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Abrimos as portas para a China, diz Dilma após visita ao país asiático

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (18), em seu programa de rádio “Café com a Presidenta”, que a visita feita por ela à China na semana passada novas oportunidades para o fortalecimento da economia brasileira. "Nós alcançamos os nossos principais objetivos, o de abrir as portas para que mais produtos brasileiros", disse.


"São investimentos que, além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores", afirmou. A viagem de Dilma ao país asiático resultou na venda de 35 novos aviões e na assinatura de 20 acordos comerciais, principalmente na área de ciência e tecnologia.

Dilma também afirmou que é preciso investir em capacitação para atender às novas demandas. "Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação".

A presidenta valorizou a reunião com os países que compõem o Brics, o grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ela, as discussões foram importantes na luta contra a pobreza, por um comércio mundial mais equilibrado e pelo controle da especulação financeira.

Viagem à China

A comitiva brasileira realizou uma viagem de seis dias à China. Dilma e o presidente chinês, Hu Jintao, assinaram uma série de acordos de cooperação nas áreas de política, defesa, ciência e tecnologia, recursos hídricos, inspeção e quarentena, esporte, educação, agricultura, energia, telecomunicações e aeronáutica.

Em um comunicado conjunto, Dilma e Hu Jintao reiteraram o compromisso de promover "o desenvolvimento das relações bilaterais com visão estratégica e de longo alcance".

sábado, 16 de abril de 2011

Dilma encerra amanhã visita à China e deve passar pela República Tcheca

PEQUIM – A presidente Dilma Rousseff encerra neste sábado sua visita à China e deve chegar ao Brasil na próxima segunda-feira. No retorno, a presidente deve passar por Praga, a capital da República Tcheca, como fez na ida para Pequim, quando houve uma escala em Atenas, na Grécia. Antes de embarcar, porém, ela pretende visitar um dos mais belos cartões postais chineses - o Exército de Terracota, também chamado de Guerreiros de Xian

O monumento reúne mais de 8 mil homens e cavalos. Em tamanho natural, as peças foram confeccionadas em terracota (argila cozida no forno) e ficam próximas à cidade de Xian.

Há cerca de 40 anos, agricultores da região encontraram as 8 mil peças em uma área perto do mausoléu do imperador. Até hoje arqueólogos trabalham no local, na tentativa de identificar mais obras e de manter a preservação do material, pois terracota é material frágil e suscetível às influências do clima.

Na quarta-feira, a presidente visitou a Cidade Proibida, em Pequim, outro cartão postal da China, onde está o Palácio Imperial que serviu de residência oficial do imperador. O local é admirado por chineses e estrangeiros, não só por sua beleza arquitetônica, mas também pelas grandes dimensões e delicadeza das obras de arte.

A viagem de Dilma à China foi a mais longa ao exterior que a presidente já fez. Ao completar a visita, terão sido seis dias de atividades. Na passagem por Praga, ela deverá se reunir com o primeiro-ministro tcheco, Petr Necas.

A exemplo da conversa com o primeiro-ministro grego, Georgius Papandreou, Dilma deve tratar de investimentos para a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e os biocombustíveis, além da crise na economia de parte da União Europeia.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aberto terceiro encontro dos líderes dos Brics

Começou hoje (14) em Sanya, província Hainan, no sul da China, o terceiro encontro de líderes dos Brics. Na reunião de abertura presidida pelo presidente chinês, Hu Jintao, estavam presentes os líderes máximos de Brasil, Rússia, Índia e África do Sul. Pela primeira vez a África do Sul participa do encontro desde sua integração ao bloco.

Na reunião cujo tema é "Olhar o futuro, compartilhar a prosperidade", os participantes devem discutir situação internacional, finanças e economia global, e desenvolvimento e parcerias entre os membros do mecanismo.

Hu Jintao vai aproveitar a ocasião para manifestar a postura chinesa quanto à situação internacional e questões regionais importantes, traçar perspectivas sobre as cooperações entre países do Brics e apresentar o desenvolvimento da China. Os líderes dos cinco países vão divulgar um documento com o resultado do encontro.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Dilma Rousseff assina na China acordos milionários de tecnologia

Dilma Rousseff assina na China acordos milionários de tecnologia
(AFP) – Há 1 hora

PEQUIM — Brasil e China assinaram nesta terça-feira acordos milionários de cooperação tecnológica durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao principal parceiro comercial do país, ao qual ela propôs um novo modelo de cooperação baseado em produtos de maior valor agregado.

Entre os compromissos assinados se destacam a venda de 35 aviões E190 da Embraer para empresas chinesas, assim como um acordo com a Corporação da Indústria de Aviação Chinesa (AVIC) para a produção do Legacy 600 no país asiático.

Os valores da compra não foram revelados oficialmente, mas fontes da delegação brasileira afirmaram que o preço médio das aeronaves é de 40 milhões de dólares, o que elevaria a negociação a US$ 1,4 bilhão.

A empresa de telefonia chinesa Huawei anunciou a decisão de construir um centro de pesquisas na região de São Paulo, com investimentos de entre 300 e 400 milhões de dólares, conformou a presidente à imprensa no hotel em que está hospedada e após um dia repleto de reuniões.


Dilma Rousseff também indicou que a empresa Foxconn anunciou interesse em investir nos próximos cinco a seis anos 12 bilhões de dólares na produção de aplicativos para telefonia móvel e informática, como telas para aparelhos celulares. Um grupo de trabalho foi criado para estudar o projeto.

Além disso, o governo chinês abriu o mercado do país para a carne de porco brasileira.

Somente no campo da tecnologia, ciência e inovação, o investimento chinês no Brasil como resultado dos acordos assinados em Pequim vai superar um bilhão de dólares, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

Outros acordos foram assinados nas áreas de petróleo, defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, normas fitossanitárias, tecnologia agrícola e agricultura tropical, além de intercâmbios universitários e de tecnologia do bambu.

Desde que desembarcou em Pequim para sua primeira visita ao gigante asiático, Dilma Rousseff tem ressaltado que deseja inaugurar uma nova etapa nas relações e dar um salto qualitativo no modelo existente que, no entanto, permitiu elevar o comércio entre os dois países de 2,3 bilhões de dólares no ano 2000 a US$ 56,4 bilhões em 2010.

Nos últimos dois anos a China se tornou o principal destino das exportações brasileiras e o maior investidor no Brasil, postos que haviam sido ocupados nos últimos anos por Estados Unidos e Espanha. Os investimentos chineses estão centrados nas áreas de petróleo, tecnologia agrícola e produção de soja.

"Precisamos ir além da complementaridade de nossas economias para favorecer uma relação dinâmica, diversificada e equilibrada", disse a presidente do Brasil no encerramento do fórum que reuniu os 240 empresários que a acompanham na viagem e dezenas de executivos chineses.

"A transformação da agenda (exportadora) com produtos de maior valor agregado é o desafio para os próximos anos e um dos pilares para a sustentabilidade da expansão do comércio bilateral", completou.

Até agora, as exportações do Brasil para a China consistem essencialmente em commodities agrícolas e matérias-prima, em particular soja, minério de ferro, petróleo e celulose.

Os dois países, que ao lado da Rússia, Índia e agora África do Sul integram o bloco dos BRICS e cujos presidentes se reunirão na quinta-feira na ilha de Hainan (sudeste da China), compartilham interesses e visões para a construção de uma nova ordem internacional em fóruns como a ONU, o G20 e a OMC, assim como nas conferências sobre o clima.

Os dois países manifestaram apoio à reforma ampla da ONU, incluindo o aumento da representação dos países em desenvolvimento no Conselho de Segurança como uma prioridade, na declaração conjunta divulgada ao final do encontro.

Uma vaga permanente no Conselho de Segurança é uma antiga aspiração do Bras

segunda-feira, 11 de abril de 2011

No caminho para a China, Dilma se reúne com premiê da Grécia

A presidente Dilma Rousseff se reuniu neste sábado (9), em Atenas, com o primeiro-ministro da Grécia, o socialista Giorgos Papandreou. Ela fez escala na capital grega e vai dormir na cidade antes de embarcar para a China, no domingo (10), segundo informou o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena.

Durante a reunião na sede do governo grego, no palácio de Atenas, os dois líderes conversaram sobre o cenário econômico do país europeu e a conjuntura da economia mundial, sobre cooperação energética, fontes de energia renováveis e turismo.


Além disso, Dilma e Papandreou trocararam informações sobre os preparativos para as Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro. A Grécia sediou o evento em 2004 e Atenas foi o berço dos jogos na antiguidade.

Segundo informações da Presidência grega, Dilma aproveitou a oportunidade para agradecer pessoalmente ao governo do país europeu pela ajuda na evacuação à Grécia de 150 brasileiros a partir da cidade líbia de Benghazi durante os primeiros dias da rebelião contra o regime do ditador Muammar Kadafi.

Mulheres avaliam 100 dias de Dilma Dilma parte Pequim na tarde de domingo (horário da Grécia) e deve chegar à capital chinesa na manhã de segunda (11). O primeiro dia na China será livre e ela deve visitar pontos turísticos. Na terça (12), ela se reúne com o presidente chinês, Hu Jintao. Durante a estadia na China, a presidente também participará da cúpula do Bric, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

100 dias de Dilma: a mulher é o estilo

Dilma Rousseff completa neste domingo, 10, 100 dias no cargo de presidente da República com o feito de ter dirimido a dúvida mais mordaz lançada contra ela por seus opositores durante a campanha eleitoral do ano passado: seria Dilma, criada à imagem e semelhança de Lula, capaz de comandar o País sozinha? Para silenciar os críticos nesse quesito, a primeira mulher a ocupar a Presidência fez questão de imprimir a marca de uma governante austera e discreta.
Tais características provocaram comparações inevitáveis com seu antecessor e padrinho, um político afeito aos discursos e ao embate direto com a oposição, a mesma oposição que, para fustigá-lo e tentar enfraquecer seu mito, passou a elogiar o jeito de Dilma comandar o País. A presidente, no entanto, nunca incentivou de público esse paralelismo, ainda que na política externa e na questão dos direitos humanos tenha adotado medidas frontalmente contrárias à atuação de Lula na área.

Os afagos da oposição se restringiram à forma. No PSDB e no DEM, ganham corpo as críticas ao conteúdo: "gastança" do governo, desaceleração do PAC e ameaça de inflação. O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento não convenceu o mercado e os opositores de que as contas públicas estão sob controle. Dúvidas de gestão à parte, resta ao fim dos 100 dias a certeza de que Dilma se impôs. Parafraseando o francês conde de Buffon (1707-1788),para quem "o estilo é o homem", hoje "a mulher é o estilo".

domingo, 10 de abril de 2011

Dilma lamenta a morte do jornalista Reali Júnior

A presidente Dilma Rousseff lamentou hoje, por meio de nota, a morte do jornalista Reali Júnior. 'A imprensa brasileira perdeu um de seus nomes mais emblemáticos', disse a presidente. Para Dilma, os anos que Reali passou como correspondente de veículos de comunicação brasileiros em Paris foram marcados por grandes reportagens.

'Mais do que um repórter talentoso, o país perde um ilustre brasileiro. A seus parentes, amigos e admiradores envio meu sentimento de pesar e meu abraço fraternal', disse. Reali morreu na manhã de hoje, aos 71 anos, em sua casa, em São Paulo. O jornalista havia sido submetido a um transplante de fígado há dois anos. Correspondente na capital francesa durante quase 38 anos, a partir de 1973 trabalhou para o jornal O Estado de S. Paulo. Dilma faz hoje visita de um dia à Grécia, em escala a caminho da China. (Equipe AE)

sábado, 9 de abril de 2011

Vocalista dos U2 encontra-se com Dilma Rousseff


Bono aproveitou a sua estada no Brasil para privar com a Presidente do país. O cantor lamentou o tiroteio no Rio de Janeiro, que ceifou a vida a onze crianças

Bono e os restantes elementos da banda irlandesa U2 visitaram o Palácio da Alvorada, em Brasília, onde foram recebidos por Dilma Rousseff. A Presidente do Brasil fez questão de almoçar com os músicos, que estão a preparar uma série de apresentações no país.

O vocalista dos U2, conhecido por apoiar várias causas humanitárias, apresentou as suas condolências a Dilma Rousseff a propósito do tiroteio numa escola carioca que matou 11 crianças. Bono afirmou que esse foi "um dia muito triste" para a humanidade em geral.

100 dias: Dilma manteve diálogo firme com Congresso

Em meio à crise na votação do salário mínimo, o primeiro embate enfrentado pela presidente Dilma Rousseff com o Congresso Nacional, nos 100 primeiros dias de sua gestão, a petista teve a oportunidade de escalar a tropa de choque governista e cobrar das siglas aliadas fidelidade à posição do governo federal. O esforço e a firmeza demonstrados por ela nesta primeira grande batalha com o parlamento, na avaliação de cientistas políticos ouvidos pela Agência Estado, deu mostras de como será a relação da presidente com o Congresso Nacional daqui para frente. Ela deve manter diálogo permanente com o Senado Federal e com a Câmara dos Deputados e deve condicionar espaço em sua administração ao apoio das siglas às propostas do governo federal.

Na avaliação dos especialistas, a presidente foi bem-sucedida em sua primeira celeuma com o Congresso. De acordo com eles, ela conseguiu pacificar as bancadas aliadas e foi habilidosa ao esperar a votação de projetos de interesse do governo federal para iniciar a indicação do segundo escalação. 'Ela fechou a porteira até que os projetos fossem votados', ressaltou o professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marco Antonio Carvalho Teixeira, segundo quem, neste ponto, a atuação da presidente se diferenciou da observada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 'Até o presente momento, ela foi bastante habilidosa, não negociou espaço antes que a base governista votasse os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e conseguiu manter uma coesão.'

O especialista da FGV lembrou ainda que a presidente conseguiu contornar a crise deflagrada entre o Palácio do Planalto e o PDT, por conta de dissidências na votação da proposta de R$ 545 para o salário mínimo. 'A sensação que ficou é de que ou faz parte da base ou não faz parte da base.' No episódio, o PDT não foi convidado a participar da reunião com líderes da base aliada, o que deu margem a especulações sobre a permanência no cargo do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O professor ressaltou que divergências desse tipo acontecem quando não se tem uma base de sustentação coesa. 'Por maior que ela seja, é uma base de sustentação muito calcada nos espaços que cada partido tem.'

A avaliação é semelhante à feita pelo cientista político Humberto Dantas, consultor da ONG Voto Consciente. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de acordo com Dantas, a base governista é pautada por aspectos que não necessariamente condizem com princípios programáticos, criando uma espécie de governabilidade pragmática. 'É o apoio pela possibilidade de governar, desde que sejam oferecidas vantagens.' A manutenção de um diálogo permanente com o Congresso Nacional, à que a presidente vem dedicando atenção especial, é, na avaliação do analista, recorrente desde o impeachment de Fernando Collor de Mello. O ex-presidente não manteve um grande canal de diálogo com os parlamentares. 'As negociações com o Congresso Nacional seguem parecidas, com a necessidade de negociações permanentes.'

O consultor da ONG Voto Consciente destacou ainda que, na relação com o Senado Federal, a presidente leva vantagem em relação ao seu antecessor. A atual configuração da Casa, segundo Dantas, é 'mais dócil' com o governo federal do que a da legislatura passada. 'O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou muito na campanha ao Senado Federal e conseguiu um apoio maior', disse. Na atual legislatura, o número de senadores do PT quase dobrou, de 8 para 14 parlamentares, e o total de senadores do PSDB, principal sigla da oposição, caiu de 16 para 10 parlamentares. 'Ela não deve encontrar tanta resistência no Senado Federal, onde o ex-presidente teve de dialogar mais.'

sexta-feira, 8 de abril de 2011

“Estreante”, Gleisi assume linha de frente da defesa de Dilma

Apesar de ser uma “estreante” em mandatos eletivos, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT), primeira mulher eleita pelo Estado para o Senado, vem assumindo um papel de destaque na linha de frente da defesa do governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Esta semana, Gleisi protagonizou mais uma vez o embate com a oposição, ao se contrapor ao discurso do senador Aécio Neves (PSDB), que apontado como provável candidato à presidência para 2014, ocupou a tribuna do Senado para fazer um balanço crítico dos primeiros cem dias da nova administração federal.

Na semana passada, a petista já havia se degladiado com o senador Alvaro Dias (PSDB), quando o líder tucano acusou Dilma de ter admitido a prática de “balcão de negócios” para a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto no Legislativo. Na ocasião, Gleisi desafiou Alvaro a provar as acusações, classificando-as de “ilações levianas”.

Na quarta-feira, Aécio procurou dar o tom do que deve ser a oposição ao governo Dilma, acusando a nova administração de repetir os erros do antecessor, ao promover o “aparelhamento” do Estado. Segundo ele, as principais conquistas dos pouco mais de oito anos do PT no governo federal teriam como base a continuação da política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.

Fiel a seu estilo polido mas firme, Gleisi reagiu qualificando inicialmente como “elegante” o discurso de Aécio e elogiando a iniciativa de reconhecer as realizações de governos anteriores. Ela disse não ter problemas em reconhecer avanços do governo de Fernando Henrique Cardoso, como a continuidade do Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas afirmou que “nem tudo são flores” e que algumas questões, como a das privatizações, não foram contempladas no discurso do tucano.


“Foi uma transferência do patrimônio público para o patrimônio privado financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (Econômico e) Social. Também não se colocou a forma escandalosa como nós tivemos a aprovação da reeleição no Congresso Nacional, mudando as regras no jogo no momento em que o jogo estava se dando”, afirmou.

A petista argumentou ainda que, ao contrário do antecessor, o governo Lula utilizou a estabilidade conquistada em governos anteriores para promover a inclusão social. “Foi muito diferente a condução do presidente Lula no enfrentamento a uma das maiores crises internacionais da que nós tivemos com o governo do PSDB. Naquele momento, o governo do PSDB aumentava juros, restringia crédito e diminuía investimentos públicos. Com o governo Lula, foi uma política anti-cíclica”, lembrou.

O desempenho de Gleisi chamou a atenção da imprensa nacional, que apontou-a como uma das novas boas surpresas na base governista. A petista, que descartou disputar a prefeitura de Curitiba no ano que vem, já é apontada como principal nome para enfrentar o tucano Beto Richa (PSDB) na eleição para o governo do Paraná, em 2014.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Sarney diz que Dilma “passou na prova” dos cem dias

Para o presidente do senado, José Sarney, Dilma Rousseff “já passou pela prova dos cem dias com a nota de 70% de aprovação da opinião pública”. A declaração do aliado do Planalto está em vídeo que pode ser visto no blog do Senado. A presidente Dilma Rousseff completa os cem primeiros dias de governo no domingo, 10.

Para Sarney, durante os últimos meses, Dilma comprovou que não é “apenas uma figura preposta”, como, segundo o senador, a oposição afirmou, durante a campanha eleitoral. “Ela tem demonstrado que esta dando continuidade sem continuísmo, já marcou sua personalidade como governante” – sustenta Sarney, na gravação de dois minutos.

O pemedebista destaca as posições marcadas pela presidente na negociação do salário mínimo, na condenação ao apedrejamento da iraniana Sakineh, no novo padrão de relacionamento com os Estados Unidos. “Além de tudo ela já fez uma deferência nestes cem dias à Cultura, porque ela já foi até ao teatro. É uma coisa simbólica, de um presidente que tem sensibilidade relativa às artes cênicas” – acrescenta Sarney, para concluir que Dilma passou bem pela prova dos primeiros cem dias de governo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Peça a que Dilma assistiu fala de loucura e lei do absurdo

Sem carro oficial, presidenta viu 'A Lua vem da Ásia', estrelada pelo ator Chico Diaz, em Brasília; peça vai para São Paulo agora
Andréia Sadi, iG Brasília | 05/04/2011 07:40

Compartilhar: Em recente entrevista a jornais argentinos, a presidenta Dilma Rousseff admitiu que o que menos lhe agrada no exercício do cargo é a ‘’falta de liberdade" e a dificuldade de "se movimentar” para fugir do assédio da imprensa e do forte esquema de seguranças. Por conta disso, a petista tem evitado sair do Palácio do Alvorada, residência oficial, desde que assumiu o cargo. Mas, neste final de semana, a petista abriu uma brecha para prestigiar a peça A Lua vem da Ásia, monólogo que tem a “loucura” como tema central e é baseado em um livro (1956) do escritor mineiro Walter Campos de Carvalho.

“Vocês deveriam ver esta peça”, recomendou a ex-ministra após a apresentação no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil Brasília). No palco, o ator Chico Diaz é Astrogildo, personagem que conta, em forma de diário, momentos de sua vida desafiando “a lógica do mundo em que vive, tornando-se o narrador de um mundo governado pela lei do absurdo”.

Dilma, ao sair de carro perto do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília

O espetáculo encerrou a temporada em Brasília no domingo e já passou dois meses em cartaz no CCBB Rio – foram mais de 40 sessões. Na capital federal, foram 16 sessões. Na véspera da peça, Dilma recebeu o ator Chico Diaz no Planalto após recomendação do secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos. “Quem deu a dica para Dilma foi o Beto que já tinha assistido à peça e adorou”, contou Rodrigo Machado, assessor da peça.

Na sexta-feira, a presidenta manifestou a Chico desejo de acompanhar o espetáculo, mas não confirmou presença. No sábado à tarde, quatro seguranças da Presidência foram até o CCBB para vistoriar o local que receberia a convidada.

“A gente ficou sabendo em cima da hora, mas o diretor (Moacir Chaves) pediu que não fosse alardeado, muito menos para a imprensa. Quando ela chegou, todo mundo aplaudiu. Chico ficou emocionado”, disse Rodrigo.

Dilma foi ao teatro com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, que é amiga do ator Chico Diaz. Após o espetáculo, Dilma foi ao camarim cumprimentar Diaz. Eles brindaram com champanhe. "Ela (Dilma) é fã do Campos de Carvalho", comentou o ator após a peça. "Só o fato dela vir aqui ao teatro é muito bacana", afirmou Diaz.

Wagner estava em Brasília para tratar com Dilma dos preparativos da viagem para a China, na semana que vem. Segundo sua assessoria, o governador da Bahia é um dos políticos que acompanhará a comitiva da presidenta. A peça agora segue para temporada em São Paulo e ainda pode passar por Salvador, na Bahia.

Estilos presidenciais

Apesar de mineira, quando era ministra da Casa Civil, Dilma passava finais de semana em Porto Alegre, onde construiu sua carreira política ao lado da família. Com o ex-marido e amigo Carlos Araújo e a única filha, Paula, Dilma costumava passear pelas ruas da capital gaúcha sem ser incomodada pela imprensa. Eleita presidenta, a petista optou majoritariamente por passar os finais de semanas, sem agenda oficial, no Alvorada, ao lado da mãe, Dilma Jane, e da tia Arilda.

O antecessor Luiz Inácio Lula da Silva alternava os finais de semana entre Brasília e São Bernardo do Campo, seu berço político, onde voltou a morar depois de deixar o cargo. No entanto, na Presidência, era raramente visto em locais públicos como cinema e teatros, mesmo na companhia da então primeira-dama Marisa Letícia. Assim que deixou o cargo, no final de janeiro, o ex-presidente voltou à vida de cidadão comum e acompanhou uma partida entre Corinthians e São Bernardo do Campo, pelo Campeonato Paulista.

Dilma já está impaciente com a valorização do real

A presidente Dilma Rousseff já dá sinais de impaciência com a valorização do real frente ao dólar. “Tem de achar uma solução para o câmbio, não pode continuar dessa forma”, disse ela ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, numa reunião na sexta-feira. “Não posso afirmar que ela tomará medidas, porque ela não me disse isso, mas fiquei com a impressão que ela vai agir, sim, porque deixou clara sua preocupação com o câmbio”, relatou Andrade. A entidade defende que o governo adote medidas tradicionais, como tributar mais fortemente a entrada de capitais estrangeiros.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vão discutir neste início de semana a necessidade de adoção de novas medidas para conter uma queda maior do dólar. Os dois conversaram na sexta-feira passada, quando a moeda norte-americana chegou a R$ 1,61, a menor cotação desde 21 de agosto de 2008, o que exacerbou a preocupação do governo com o problema cambial no País.

Segundo fontes do Ministério da Fazenda, a equipe econômica tem outras medidas cambiais prontas que podem ser acionadas, entre elas a extensão da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de empréstimos externos para prazos superiores a 360 dias e também maiores restrições aos bancos. Na terça-feira passada, o governo já havia aumentado para 6% a alíquota do IOF para empréstimos externos de bancos e empresas com prazo inferior a 360 dias. Mesmo com a adoção de mais uma medida, o dólar continuou derretendo no mercado financeiro.

Os rumores de que governo tomaria mais ações no câmbio ganharam força na quinta-feira passada, depois que Tombini, durante encontro com parlamentares, sinalizou que o BC estava atento ao ingresso de capital especulativo no País e “disposto a tomar novas medidas” para conter a volatilidade da taxa de câmbio. Havia uma expectativa de que o Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reuniu naquele dia, tomasse novas medidas, o que não aconteceu. Mantega chegou a se reunir com a presidente Dilma antes da reunião, cujo horário de início foi adiado, o que só alimentou os rumores.

O nervosismo dentro da equipe econômica aumentou na sexta-feira, com informações que circularam nas agências de tempo real que o governo tinha desistido de novas medidas de curto prazo para combater o câmbio valorizado devido à avalanche de recursos entrando no País. “É preciso tomar novas medidas e manter o suspense no mercado”, disse uma fonte da equipe econômica, negando que o governo esteja abandonando o combate do câmbio.

sábado, 2 de abril de 2011

Dilma tem 73% de aprovação, mostra CNI/Ibope

Por Priscilla Mazenotti

A presidenta Dilma Rousseff tem 73% de aprovação, segundo pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada hoje (1º). O percentual de cidadãos que desaprovam a presidenta alcançou 12%. Além disso, 74% dos entrevistados disseram ter confiança em Dilma, contra 16% que não confiam.

Nesses três primeiros meses de governo, 56% dos entrevistados apresentaram avaliação ótima ou boa, 27% consideraram regular e apenas 5% avaliaram como ruim ou péssimo.

Em outro ponto, 64% consideraram o governo de Dilma Rousseff igual ao anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva; 12% o classificam como melhor e 13% dos entrevistados consideraram o atual governo pior que a gestão passada. Para 14% dos entrevistados, Dilma tem um estilo de governar muito diferente de Lula, 40% acham o estilo um pouco diferente e 39% consideram que não existe diferença entre os dois.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

*Matéria publicada originalmente em Agência Brasil.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dilma: “É uma honra ter convivido com Zé Alencar”

Em Portugal, Dilma e Lula lamentaram morte do ex-vice-presidente e confirmaram presença no velório nesta quarta-feira no Palácio do Planalto

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentaram nesta terça-feira a morte do ex-vice-presidente José Alencar. Eles concederam uma entrevista em Coimbra, Portugal, onde Lula receberá o título Doutor Honoris Causa nesta quarta-feira.


“O Zé Alencar era uma das pessoas que foi uma grande honra ter convivido com ele, é daquela pessoa que vai deixar indelével uma marca na vida de cada um de nós. E, além disso, foi presidente da República, junto com o presidente Lula, por mais de oito meses”, afirmou Dilma.

Lula também lamentou a morte do amigo: “Eu, aos 65 anos de idade, conheço poucos seres humanos que têm a alma do Zé Alencar, a bondade do Zé Alencar, a lealdade do Zé Alencar. Ele nunca teve uma vírgula de divergência comigo. Era como se fôssemos dois irmãos, pai e filho. Acho que o Brasil perde um homem de dimensão excepcional”.

O ex-presidente Lula disse que dedicará o título que receberá nesta quarta na Universidade de Coimbra a Alencar. Dilma e Lula souberam da notícia ao receberem uma ligação dos médicos que acompanharam o ex-vice-presidente. Em seguida conversaram com o filho de Alencar, Josué.

A presidente Dilma, que retornaria na madrugada de quinta-feira ao Brasil, deve voltar ao país logo depois da cerimônia de concessão do título ao ex-presidente Lula. Os demais compromissos marcados em Portugal, como uma reunião com o presidente do país, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, José Sócrates, devem ser cancelados. A previsão é de que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula cheguem ao Brasil no início da noite de quarta-feira. Eles também estarão presentes nos enterro, que deve ocorrer em Minas Gerais.

terça-feira, 29 de março de 2011

Dilma nomeia novo presidente

O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (29) o decreto que nomeia Jorge Hereda o novo presidente da CEF (Caixa Econômica Federal). Ele ocupou a vaga de Maria Fernanda Ramos, que estava à frente da instituição desde março de 2006.

Maria Fernanda havia formalizado sua intenção de deixar o cargo na última quarta-feira (23), em encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ela se despediu de funcionários e colaboradores mais próximos durante almoço na sede do banco, em Brasília. Ramos foi a primeira mulher a ocupar a presidência da CEF.

As razões para sua saída estão relacionadas ao caso das fraudes no Banco PanAmericano, que na época era propriedade do empresário Sílvio Santos. A Caixa chegou a comprar 49% do capital do banco, cujas fraudes nas contas podem passar de R$ 4 bilhões. Além disso, existem rumores de que Maria Fernanda teria resistido à entrada do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) na equipe da CEF, no cargo de vice-presidente da área de pessoa jurídica.

Jorge Hereda nasceu em Salvador. Ele é graduado em arquitetura pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) e fez mestrado em arquitetura e urbanismo na USP (Universidade de São Paulo).

Portugal recebe Dilma em momento de crise e expectativas, dizem analistas

Ao desembarcar em Portugal nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff vai encontrar um país mergulhado em uma crise política e econômica, com um governo demissionário apenas 18 meses após ser eleito. Vai se deparar também com a grande discussão: se Portugal vai ou não ter de recorrer a um programa de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para a socialista Ana Gomes, membro do partido governista e deputada do Parlamento Europeu, o país vive um momento "esquizofrênico".


"Por um lado, uma grande normalidade, de um país aparentemente europeu, onde tudo funciona normalmente. E por outro, uma crescente pobreza e dificuldades da classe média, devido à crise e aos sacrifícios que a situação impõe", diz Gomes.

Já para o analista político Carlos Magno, a visita de Dilma ocorre justamente em um momento em que o governo português deve tomar decisões, na expectativa de eleições que devem ocorrer no final de maio ou na primeira semana de junho.

"Dilma vai encontrar um país em grande mudança. Ela vai encontrar em Portugal um país que parece um desenho desanimado. Portugal é uma Europa em miniatura, com a agravante de que se encontra numa guerra civil verbal", diz Magno.

DESCRENÇA

Para o economista João Cantiga Esteves, o problema é que os portugueses deixaram de acreditar no governo. "A crise política está relacionada claramente com a questão da credibilidade", afirma.

"A situação é muito crítica e a base disso é a situação das finanças públicas, com a dívida pública e a dívida externa, que criam uma situação de constrangimento para o país. Estamos pior do que no ano passado, 2010 foi um ano perdido."

Magno acredita que o problema principal é político. "A crise econômica só se resolve quando houver um projeto mobilizador para a sociedade. Em Portugal, a crise não é econômica, é política. Acredito que vamos ter um entendimento no centro do espectro político."

As eleições, na opinião de Esteve, dificilmente vão resolver a crise política e econômica: "Não sou a favor de eleições antecipadas. Vamos ficar três meses até as eleições e depois, se não houver um governo com maioria absoluta, o que vamos fazer? Não vejo um grande enquadramento político para uma saída da crise, que vai ser muito dura".

Ele acredita que a saída para Portugal seria um governo de salvação nacional, com participação dos principais partidos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dilma iniciará na terça-feira visita a Portugal, a 1ª a um país europeu

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, iniciará na terça-feira uma visita de dois dias a Portugal, a primeira a um país europeu e que coincide com a pior crise econômica portuguesa em 30 anos.
O país receberá Dilma imerso na recessão, com o risco de sofrer um resgate financeiro por seus problemas para refinanciar a dívida soberana e, além disso, na expectativa de que o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, proponha a formação de outro Governo ou convoque eleições antecipadas.

"A visita terá caráter eminentemente político. Não há previsão de assinatura de acordos", admitiu o porta-voz da Presidência brasileira, Rodrigo Baena, ao detalhar a agenda de Dilma.

Trata-se da segunda viagem oficial de Dilma ao exterior desde que assumiu a Presidência do Brasil, em janeiro, e coincide com uma grave crise em Portugal, após a renúncia do primeiro-ministro, José Socrates, pela rejeição do Parlamento ao plano de austeridade que propôs para enfrentar a crise econômica.

Nesta visita a Portugal, Dilma assistirá a um ato em homenagem a seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, e se reunirá com Cavaco Silva e Sócrates, disseram as fontes.

A presidente brasileira fez no final de janeiro uma visita oficial à Argentina, o principal parceiro do Brasil no Mercosul e deve visitar a China entre 11 e 15 de abril.

Além de homenagear Lula, a chefe de Estado tentará se informar sobre a atual situação de Portugal em suas reuniões com as autoridades do país.

A chefe de Estado partirá na noite desta segunda-feira da base aérea de Brasília e, após aterrissar em Lisboa, partirá para Coimbra, onde deve realizar uma visita à Universidade de Coimbra e conversar com as autoridades da instituição.

Na quarta-feira, assistirá à cerimônia de concessão do título de doutor Honoris Causa a Lula em reconhecimento à atenção que o ex-presidente dedicou "aos grandes problemas do mundo" e a preservar a amizade entre os dois países.

Depois do ato na universidade, Dilma participará de um almoço em homenagem a Lula junto ao presidente de Cabo Verde, Pedro Verona Rodrigues Pires, e ao reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva.

Após a cerimônia e de um almoço, a presidente brasileira voltará a Lisboa para participar de uma reunião com o presidente de Portugal no Palácio de Belém e de um encontro com Sócrates na residência oficial do primeiro-ministro.

Na quarta-feira, Dilma voltará a Lisboa, onde será recebida com honras militares pelo presidente português e manterá uma reunião de "caráter político" com ele, segundo fontes oficiais.

Ao término de sua reunião com Cavaco Silva, a presidente brasileira se reunirá com Sócrates.

Depois Dilma participará de um jantar oferecido por Cavaco Silva no palácio presidencial e logo depois voltará para o Brasil.

Segundo dados oficiais, as trocas comerciais entre ambos os países nos dois primeiros meses de 2011 somaram US$ 421,66 milhões, um aumento de 59,4% em relação ao mesmo período de 2010.

A última visita oficial de um presidente brasileiro a Portugal foi em maio de 2010, quando Lula assinou vários acordos econômicos com o Governo português e presidiu a entrega do máximo prêmio literário da língua portuguesa, o Prêmio Camões.

sábado, 26 de março de 2011

Presidente Dilma recebe atrizes para sessão de cinema

Na noite desta sexta (25/3), a presidente da República Dilma Rousseff recebeu um grupo de 29 atrizes e diretoras para a exibição de É Proibido Fumar, no Palácio da Alvorada.

Estiveram presentes no evento as atrizes Glória Pires, Patrícia Pilar e Lúcelia Santos, além das diretoras Tizuka Yamasaki e Carla Camurati. A exibição faz parte das atividades comemorativas em homenagem ao mês da mulher.

É Proibido Fumar, de Anna Muylaert, foi o grande vencedor do Festival de Brasília 2009, com oito prêmios, incluindo Melhor Filme, Ator, Atriz e Roteiro.

Governo lança Rede Cegonha em Belo Horizonte

A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançam nesta segunda-feira (28) o Rede Cegonha, programa que garantirá atenção à saúde da mulher e da criança durante a gestação, no parto e nos primeiros meses de vida do bebê. A solenidade será realizada no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG), a partir das 11h.

Com o Rede Cegonha, o governo federal articulará ações estratégicas de saúde com o objetivo de qualificar a rede de assistência da saúde da mulher e da criança. O conjunto de iniciativas previstas dará condições para que todas as brasileiras possam dar à luz e cuidar de seus bebês com atendimento adequado, seguro e humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Além de reforçar o atendimento efetivo e humanizado, a Rede Cegonha incentivará o parto normal em virtude do aumento da quantidade de cesarianas realizadas no País.


Artista doa logomarca da Rede Cegonha

As cores vibrantes do artista plástico pernambucano Romero Britto vão ilustrar o novo programa do Ministério da Saúde, o Rede Cegonha. Britto doou peças originais que serão a logomarca do plano que amplia a atenção à saúde da mulher, com foco no planejamento familiar, na gravidez, no parto e pós-parto, assim como o cuidado até o segundo ano de vida da criança.

O ministro Padilha apresentou a idéia do modelo de atendimento para o artista, em março, durante uma agenda de Pernambuco. Entusiasmado pela assistência à mãe e ao bebê, Britto se prontificou a doar imagens para ilustrar o plano. “Considerando a importância da melhoria da qualidade da atenção à saúde da mulher e da criança, doei uma série de 10 quadros, de acrílicos sobre tela, produzidos por mim”, explicou o artista, que é considerado um ícone da cultura pop moderna. Os quadros estão avaliados em US$ 800 mil.

Uma mostra ocorrerá na segunda-feira em Belo Horizonte (MG), durante o lançamento do programa, e contará com a presença do artista. Um roteiro será proposto para que a série percorra todo o País, pelas unidades de saúde.

Juntas, as obras contam uma história que vai da concepção ao crescimento do bebê: o amor; o encontro do pai e da mãe; a responsabilidade do ato sexual; a felicidade da gravidez; a parteira; o cuidado na hora do parto; a família junta apoiando o crescimento da criança; o bebê como centro do universo e a criança no meio da bandeira do Brasil representando o cidadão do futuro.