José Eduardo Dutra renunciou à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT). O comunicado foi feito por ele na reunião do Diretório Nacional do partido. Dutra destacou que continuará militando em favor de um Brasil para os brasileiros. Internamente ele continuará como membro do Diretório Nacional. Dutra deixa a presidência do PT por motivos de saúde.
"Alguns companheiros aconselharam que eu poderia renovar a minha licença, mas avaliei que não seria justo nem comigo nem com o PT. Tomei uma decisão sobre a qual tenho total responsabilidade: sair agora da presidência do PT. O partido define seu novo presidente e eu me cuido", afirmou. Com a renúncia, o vice-presidente do partido, Rui Falcão, que ocupa interinamente a presidência, deve ser efetivado no cargo.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Depois de falar com Dilma, Eliane é presa em S.Bernardo
Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC
Depois da tentativa de invadir o gabinete da presidente Dilma Rousseff (PT), Eliane dos Santos Silva foi presa na porta da Paço de São Bernardo por volta das 8h30 de ontem, após conversar com o prefeito Luiz Marinho (PT). A mulher esbravejou por direito a moradia e creche para seu filho. Quando GCMs (Guardas Civis Municipais) tentaram acalmá-la, ela disse "vocês não são polícia p... nenhuma, não podem me prender".
Por desacato, Eliane foi encaminhada ao 1º DP (Distrito Policial) de São Bernardo por volta das 9h, mas foi liberada ao assinar um termo de compromisso.
De acordo com a mulher, após conversar com Dilma na segunda-feira, a presidente garantiu que Marinho atenderia suas necessidades. "Conversei por uns cinco minutos com ela, que me perguntou sobre os problemas e até brincou com o meu filho, sempre atenciosa. Preciso da creche para poder trabalhar fazendo faxina", relatou.
A mulher disse que voltará à Brasília, de carona, hoje. A Prefeitura ofereceu por seis meses Renda Abrigo de R$ 315 mensais, além de inscrição nos programas Bolsa Família e Renda Suplementar com subsídio a partir de R$ 70. "Eles disseram para eu voltar ao Paraná (na cidade de Jacarezinho, onde mora sua mãe) que eles iriam cobrar o prefeito de lá. Eu vou ficar aqui", declarou
Do Diário do Grande ABC
Depois da tentativa de invadir o gabinete da presidente Dilma Rousseff (PT), Eliane dos Santos Silva foi presa na porta da Paço de São Bernardo por volta das 8h30 de ontem, após conversar com o prefeito Luiz Marinho (PT). A mulher esbravejou por direito a moradia e creche para seu filho. Quando GCMs (Guardas Civis Municipais) tentaram acalmá-la, ela disse "vocês não são polícia p... nenhuma, não podem me prender".
Por desacato, Eliane foi encaminhada ao 1º DP (Distrito Policial) de São Bernardo por volta das 9h, mas foi liberada ao assinar um termo de compromisso.
De acordo com a mulher, após conversar com Dilma na segunda-feira, a presidente garantiu que Marinho atenderia suas necessidades. "Conversei por uns cinco minutos com ela, que me perguntou sobre os problemas e até brincou com o meu filho, sempre atenciosa. Preciso da creche para poder trabalhar fazendo faxina", relatou.
A mulher disse que voltará à Brasília, de carona, hoje. A Prefeitura ofereceu por seis meses Renda Abrigo de R$ 315 mensais, além de inscrição nos programas Bolsa Família e Renda Suplementar com subsídio a partir de R$ 70. "Eles disseram para eu voltar ao Paraná (na cidade de Jacarezinho, onde mora sua mãe) que eles iriam cobrar o prefeito de lá. Eu vou ficar aqui", declarou
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Dilma pede a empresas que ajudem na formação de mão-de-obra
.BRASÍLIA (Reuters) - Preocupada com a escassez de mão-de-obra qualificada, a presidente Dilma Rousseff fez um apelo nesta terça-feira para que o setor privado ajude o governo na criação de 100 mil bolsas de estudo para formar estudantes brasileiros no exterior.
O pedido foi feito durante a primeira reunião na gestão Dilma do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que reúne representantes do governo e da sociedade civil.
"O governo tem preocupação com a formação de estudantes capacitados para virarem os nossos futuros cientistas. E aí vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer de forma parcial ou de forma completa cursos no exterior nas áreas de ciências, sobretudo de ciências exatas", afirmou.
A presidente afirmou que a meta oficial é financiar 75 mil bolsas de estudos até 2014 e pediu ajuda da iniciativa privada.
"Eu queria fazer um convite e um desafio aos senhores. Eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros ou ao Brasil de forma que nos permita chegar a 100 mil (bolsas)", disse.
Sem dar detalhes, Dilma mencionou ainda o lançamento em breve de um programa para capacitação técnica e profissional para tentar reduzir a escassez de mão-de-obra qualificada no país.
Na avaliação de Dilma, a escassez de mão-de-obra qualificada é um dos "bons problemas" que o país tem pela frente, já que de acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o desemprego no Brasil é de 6,5 por cento, taxa considerada como situação de pleno emprego.
A presidente reafirmou sua preocupação com a escalada da inflação e disse que serão adotadas todas as medidas que o governo julgar necessárias, mas salientou que sua preocupação é ao mesmo tempo com o controle da inflação e com o crescimento econômico.
Ela voltou a falar que pretende combater a miséria durante seu mandato e anunciou que nas próximas semanas lançará o plano nacional de erradicação da pobreza extrema.
Um dos objetivos do plano é cruzar o mapa da desigualdade com o das oportunidades de empregos em pelo menos 70 cidades brasileiras como disse à Reuters a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello .
(Por Jeferson Ribeiro)
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O pedido foi feito durante a primeira reunião na gestão Dilma do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que reúne representantes do governo e da sociedade civil.
"O governo tem preocupação com a formação de estudantes capacitados para virarem os nossos futuros cientistas. E aí vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer de forma parcial ou de forma completa cursos no exterior nas áreas de ciências, sobretudo de ciências exatas", afirmou.
A presidente afirmou que a meta oficial é financiar 75 mil bolsas de estudos até 2014 e pediu ajuda da iniciativa privada.
"Eu queria fazer um convite e um desafio aos senhores. Eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros ou ao Brasil de forma que nos permita chegar a 100 mil (bolsas)", disse.
Sem dar detalhes, Dilma mencionou ainda o lançamento em breve de um programa para capacitação técnica e profissional para tentar reduzir a escassez de mão-de-obra qualificada no país.
Na avaliação de Dilma, a escassez de mão-de-obra qualificada é um dos "bons problemas" que o país tem pela frente, já que de acordo com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o desemprego no Brasil é de 6,5 por cento, taxa considerada como situação de pleno emprego.
A presidente reafirmou sua preocupação com a escalada da inflação e disse que serão adotadas todas as medidas que o governo julgar necessárias, mas salientou que sua preocupação é ao mesmo tempo com o controle da inflação e com o crescimento econômico.
Ela voltou a falar que pretende combater a miséria durante seu mandato e anunciou que nas próximas semanas lançará o plano nacional de erradicação da pobreza extrema.
Um dos objetivos do plano é cruzar o mapa da desigualdade com o das oportunidades de empregos em pelo menos 70 cidades brasileiras como disse à Reuters a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello .
(Por Jeferson Ribeiro)
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terça-feira, 26 de abril de 2011
Dilma anuncia 75 mil bolsas de intercâmbio para estudantes
BRENO COSTA
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje que o governo federal tem a "disposição" de conceder 75 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014. Sem entrar em detalhes, Dilma afirmou que a prioridade será para cursos na área de Ciências Exatas.
"Vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer, ou de forma parcial, ou de forma completa, cursos no exterior, nas áreas de Ciências, sobretudo de Ciências Exatas", disse a presidente durante discurso na abertura da primeira reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) de seu governo, no Palácio do Planalto.
O tema começou a ser tratado com mais profundidade no governo com a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao país, em março. Na ocasião, um dos acordos diplomáticos firmados entre os dois países foi um acordo de cooperação prevendo o intercâmbio de alunos e professores entre Brasil e EUA. O próprio Obama chegou a citar um número de 100 mil intercâmbios entre os dois países ao longo dos próximos anos.
Hoje, em seu discurso, Dilma também citou o número de 100 mil bolsas --25 mil além do prometido pela presidente. Esse montante seria alcançado por meio de colaboração do setor privado. Para uma plateia formada majoritariamente por empresários, Dilma fez um apelo à iniciativa privada.
"Queria fazer um convite e um desafio aos senhores: eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros e ao Brasil, de forma que nos permita chegar a 100 mil bolsas em 2014", disse.
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje que o governo federal tem a "disposição" de conceder 75 mil bolsas de estudo no exterior para estudantes brasileiros até 2014. Sem entrar em detalhes, Dilma afirmou que a prioridade será para cursos na área de Ciências Exatas.
"Vamos recorrer a um mecanismo que vários países do mundo recorreram, que é enviar brasileiros e brasileiras para fazer, ou de forma parcial, ou de forma completa, cursos no exterior, nas áreas de Ciências, sobretudo de Ciências Exatas", disse a presidente durante discurso na abertura da primeira reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) de seu governo, no Palácio do Planalto.
O tema começou a ser tratado com mais profundidade no governo com a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao país, em março. Na ocasião, um dos acordos diplomáticos firmados entre os dois países foi um acordo de cooperação prevendo o intercâmbio de alunos e professores entre Brasil e EUA. O próprio Obama chegou a citar um número de 100 mil intercâmbios entre os dois países ao longo dos próximos anos.
Hoje, em seu discurso, Dilma também citou o número de 100 mil bolsas --25 mil além do prometido pela presidente. Esse montante seria alcançado por meio de colaboração do setor privado. Para uma plateia formada majoritariamente por empresários, Dilma fez um apelo à iniciativa privada.
"Queria fazer um convite e um desafio aos senhores: eu acredito que o setor privado pode comparecer com uma ajuda aos estudantes brasileiros e ao Brasil, de forma que nos permita chegar a 100 mil bolsas em 2014", disse.
Aumento da inflação vai exigir que governo fique atento, diz Dilma
Leonêncio Nossa e Tânia Monteiro, da Agência Estado
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff afirmou, há pouco, que o seu governo está atento às causas do aumento da inflação. "O meu governo está diuturnamente e noturnamente atento a todas as pressões inflacionárias e fazendo análises delas. Em sua primeira participação em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Dilma disse que não podia esconder que a inflação está subindo, entre outros fatores pelo aumento na área de bens, alimentos e etanol.
No início do seu pronunciamento, a presidente fez um balanço da situação de países emergentes, como o Brasil, e desenvolvidos, após a crise financeira internacional de 2008. Dilma ressaltou que os países desenvolvidos saíram da crise com um déficit gigantesco e os países emergentes, que segundo ela sustentaram a dinâmica econômica no pior momento da crise, agora estão enfrentando problemas devido a uma política de expansão da liquidez e desequilíbrios inflacionários. "Um afluxo desse nível de liquidez significa necessariamente uma grande pressão dos valores dos ativos e na expansão desenfreada do crédito, além de uma pressão monetária sobre as economias em desenvolvimento", avaliou.
Dilma afirmou que sempre irá procurar o CDES não para anunciar ou divulgar medidas, mas para discutir os rumos do País. "Estou certa de que é importante a valorização desse conselho. Assumo o compromisso de valorizar esse espaço democrático e plural e, sobretudo, fortalecer o debate e discutir os caminhos e desafios que o País enfrenta.
A presidente destacou que durante os anos do governo Lula o País mudou os caminhos do desenvolvimento econômico, tornando possível o desenvolvimento e a inclusão de renda.
O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, destacou hoje que o combate à inflação é prioridade de todos. "É, sem dúvida, uma prioridade que não devemos abandonar", disse Palocci, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). "É importante que estejamos atentos a isso e fortaleçamos o esforço da equipe econômica", completou.
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff afirmou, há pouco, que o seu governo está atento às causas do aumento da inflação. "O meu governo está diuturnamente e noturnamente atento a todas as pressões inflacionárias e fazendo análises delas. Em sua primeira participação em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Dilma disse que não podia esconder que a inflação está subindo, entre outros fatores pelo aumento na área de bens, alimentos e etanol.
No início do seu pronunciamento, a presidente fez um balanço da situação de países emergentes, como o Brasil, e desenvolvidos, após a crise financeira internacional de 2008. Dilma ressaltou que os países desenvolvidos saíram da crise com um déficit gigantesco e os países emergentes, que segundo ela sustentaram a dinâmica econômica no pior momento da crise, agora estão enfrentando problemas devido a uma política de expansão da liquidez e desequilíbrios inflacionários. "Um afluxo desse nível de liquidez significa necessariamente uma grande pressão dos valores dos ativos e na expansão desenfreada do crédito, além de uma pressão monetária sobre as economias em desenvolvimento", avaliou.
Dilma afirmou que sempre irá procurar o CDES não para anunciar ou divulgar medidas, mas para discutir os rumos do País. "Estou certa de que é importante a valorização desse conselho. Assumo o compromisso de valorizar esse espaço democrático e plural e, sobretudo, fortalecer o debate e discutir os caminhos e desafios que o País enfrenta.
A presidente destacou que durante os anos do governo Lula o País mudou os caminhos do desenvolvimento econômico, tornando possível o desenvolvimento e a inclusão de renda.
O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, destacou hoje que o combate à inflação é prioridade de todos. "É, sem dúvida, uma prioridade que não devemos abandonar", disse Palocci, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). "É importante que estejamos atentos a isso e fortaleçamos o esforço da equipe econômica", completou.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Dilma recebe vacina contra gripe e inaugura campanha nacional
A presidente Dilma Rousseff deu início nesta segunda-feira à campanha nacional de vacinação contra a gripe sazonal. Em evento realizado em Brasília nesta manhã, Dilma recebeu a vacina contra a doença. A presidente estima que, até o dia 13 de maio, quase 30 milhões de pessoas devem ser imunizadas em todo o País.
Além de idosos e indígenas, gestantes, crianças entre 6 meses e 2 anos e profissionais de saúde também vão receber a dose. Mais cedo, no programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou que a gripe não é "uma doença banal" e ressaltou que a enfermidade deixa a defesa do corpo mais fraca, podendo provocar complicações ou favorecer o aparecimento de outros problemas.
Ao citar a epidemia de influenza A (H1N1), a gripe suína, registrada em 2009 e 2010, Dilma destacou que as principais populações atingidas foram as gestantes e as crianças menores de 2 anos. Por isso, os grupos foram incluídos na vacinação deste ano, que também imuniza contra o vírus H1N1. "Faço um apelo para as mães de crianças dentro da faixa etária da campanha e também para as grávidas que não deixem de receber a dose da vacina", disse a presidente.
"E os trabalhadores da saúde têm que estar vacinados para não transmitir a gripe a quem procura os serviços médicos", acrescentou Dilma. Segundo ela, o Ministério da Saúde vai distribuir 33 milhões de doses da vacina. A campanha de imunização contra a gripe sazonal existe há 13 anos e, de acordo com Dilma, já reduziu em 60% o número de internações por pneumonia, sobretudo em pessoas com mais de 60 anos.
Com informações da Agência Brasil
Além de idosos e indígenas, gestantes, crianças entre 6 meses e 2 anos e profissionais de saúde também vão receber a dose. Mais cedo, no programa semanal Café com a Presidenta, Dilma avaliou que a gripe não é "uma doença banal" e ressaltou que a enfermidade deixa a defesa do corpo mais fraca, podendo provocar complicações ou favorecer o aparecimento de outros problemas.
Ao citar a epidemia de influenza A (H1N1), a gripe suína, registrada em 2009 e 2010, Dilma destacou que as principais populações atingidas foram as gestantes e as crianças menores de 2 anos. Por isso, os grupos foram incluídos na vacinação deste ano, que também imuniza contra o vírus H1N1. "Faço um apelo para as mães de crianças dentro da faixa etária da campanha e também para as grávidas que não deixem de receber a dose da vacina", disse a presidente.
"E os trabalhadores da saúde têm que estar vacinados para não transmitir a gripe a quem procura os serviços médicos", acrescentou Dilma. Segundo ela, o Ministério da Saúde vai distribuir 33 milhões de doses da vacina. A campanha de imunização contra a gripe sazonal existe há 13 anos e, de acordo com Dilma, já reduziu em 60% o número de internações por pneumonia, sobretudo em pessoas com mais de 60 anos.
Com informações da Agência Brasil
sábado, 23 de abril de 2011
Gerdau oficializa participação no governo Dilma
COMANDATUBA - O empresário Jorge Gerdau oficializou neste sábado,23, a sua participação no Governo de Dilma Rousseff. Ele será o coordenador da Câmara de Gestão e Planejamento e trabalhará ao lado da presidente no Palácio do Planalto. Segundo ele, que participou do 10 Fórum Empresarial, em Comandatuba (BA), o convite foi aceito no fim do ano passado. Embora a participação tenha sido oficializada apenas agora, Gerdau afirmou que já está trabalhando duro em alguns projetos importantes.
O primeiro deles será apresentado nas próximas semanas e beneficiará o setor de saúde. O empresário não quis dar detalhes sobre o assunto porque o projeto será apresentado pela presidente. O Conselho da câmara vai contar com alguns ministros escolhidos por Dilma. Entre eles, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci; da Fazenda, Guido Mantega; do Desenvolvimento, Fernando Pimentel; e do Planejamento, Miriam Belchior.
O primeiro deles será apresentado nas próximas semanas e beneficiará o setor de saúde. O empresário não quis dar detalhes sobre o assunto porque o projeto será apresentado pela presidente. O Conselho da câmara vai contar com alguns ministros escolhidos por Dilma. Entre eles, o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci; da Fazenda, Guido Mantega; do Desenvolvimento, Fernando Pimentel; e do Planejamento, Miriam Belchior.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Dilma cancela participação em evento na Bahia
A presidente da República, Dilma Rousseff, que receberia nesta quinta-feira um prêmio como personalidade do ano, durante o 10º Fórum Empresarial, em Comandatuba, cancelou sua participação. A presidente propôs ao empresário João Dória Jr, que organiza o evento, que receba a homenagem pessoalmente em maio ou junho.
Cerca de 700 convidados, entre políticos, empresários e celebridades, debatem desta quinta-feira até domingo desafios para o desenvolvimento do Brasil durante o 10º Fórum Empresarial. O evento ocorre em Comandatuba, na Bahia, e terá a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, e ministros.
Durante o encontro, os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, do Esporte, Orlando Silva, e da Educação, Fernando Haddad, debatem o tema central: "Uma nova Realidade para o Brasil", além de assuntos ligados a suas pastas.
Cerca de 700 convidados, entre políticos, empresários e celebridades, debatem desta quinta-feira até domingo desafios para o desenvolvimento do Brasil durante o 10º Fórum Empresarial. O evento ocorre em Comandatuba, na Bahia, e terá a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, e ministros.
Durante o encontro, os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, do Esporte, Orlando Silva, e da Educação, Fernando Haddad, debatem o tema central: "Uma nova Realidade para o Brasil", além de assuntos ligados a suas pastas.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Dilma entra na lista das 100 pessoas mais influentes da 'Time'
A presidente Dilma Rousseff foi escolhida uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela revista americana "Time".
O texto de apresentação é da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.
Presidente da Fiat está na lista dos mais influentes da "Time"
"A nova presidente do Brasil é uma lutadora corajosa que se levantou contra a ditadura militar e que dedicou sua vida a construir uma alternativa democrática para o desenvolvimento, a igualdade social e os direitos das mulheres", afirma Bachelet.
A chilena diz que não é fácil ser a primeira mulher a governar seu país. "É ainda mais difícil governar um país tão grande e globalmente relevante como o Brasil."
Para Bachelet, o Brasil vive um momento único da sua história, que exige um "líder de sólida experiência e firmes ideais."
"Dilma oferece precisamente essa combinação virtuosa de sabedoria e convicção que seu país precisa", completa.
A oitava edição da lista inclui personalidades como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o atacante argentino Lionel Messi, o cantor Justin Bieber, o príncipe William e sua noiva Kate Middlenton.
No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi listado como um dos mais influentes. Ele também já tinha aparecido no mesmo ranking em 2004.
O texto de apresentação é da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.
Presidente da Fiat está na lista dos mais influentes da "Time"
"A nova presidente do Brasil é uma lutadora corajosa que se levantou contra a ditadura militar e que dedicou sua vida a construir uma alternativa democrática para o desenvolvimento, a igualdade social e os direitos das mulheres", afirma Bachelet.
A chilena diz que não é fácil ser a primeira mulher a governar seu país. "É ainda mais difícil governar um país tão grande e globalmente relevante como o Brasil."
Para Bachelet, o Brasil vive um momento único da sua história, que exige um "líder de sólida experiência e firmes ideais."
"Dilma oferece precisamente essa combinação virtuosa de sabedoria e convicção que seu país precisa", completa.
A oitava edição da lista inclui personalidades como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, o atacante argentino Lionel Messi, o cantor Justin Bieber, o príncipe William e sua noiva Kate Middlenton.
No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi listado como um dos mais influentes. Ele também já tinha aparecido no mesmo ranking em 2004.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Dilma quer computador mais barato aos brasileiros
A presidente da República Dilma Rousseff afirmou que quer baratear os preços dos computadores ao consumidor e fazer com que eles sejam acessíveis para qualquer brasileiro. Em entrevista ao programa de rádio Café com a Presidenta, apresentado nesta segunda-feira (18), Dilma disse que os acordos fechados com a China deverão ajudar a diminuir o preço de aparelhos eletrônicos por aqui.
Fazendo um balanço sobre sua visita à China, na semana passada, ela se referiu ao acordo fechado com as empresas ZTE e Foxconn. A primeira é uma estatal chinesa que produz equipamentos para a área de comunicação, enquanto a outra é responsável pela fabricação de produtos da Apple para parte do mundo, entre eles o iPad e o iPhone.
A ZTE vai construir uma fábrica em Hortolândia, no interior de SP, e investirá mais R$ 350 milhões. A Foxconn estuda investimento de R$ 18,9 bilhões no Brasil para a produção de telas para produtos como computadores tablet e celulares.
- São investimentos que, além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores. Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação. Nós vamos popularizar esses equipamentos. Queremos que eles sejam comprados por qualquer cidadão.
Ela diz que, no ano passado, o Brasil foi o terceiro país que mais vendeu computador no mundo, e “isso significa um grande mercado potencial”.
A presidente disse que a viagem à China, que começou na segunda-feira (11) e terminou neste fim de semana, foi “bastante proveitosa” e “bem-sucedida”.
- Nós alcançamos os nossos principais objetivos: o de abrir as portas para que mais produtos brasileiros, produtos mais elaborados entrassem na China; e trabalharmos juntos em áreas importantes, como a de ciência e tecnologia. Assinamos 20 acordos com o governo chinês. Alguns para desenvolvermos pesquisa nessa área – ciência e tecnologia – e também fecharmos bons negócios com empresários, que vão investir mais no Brasil.
O Brasil também vai vender mais para a China, segundo Dilma.
- Um dos acordos que firmamos foi abrir o mercado chinês para a exportação de carne de porco. Um outro ainda, foi para a venda de aviões. A Embraer já vende aviões para a China, mas, nessa viagem, nós combinamos a venda de 35 aviões da família B-190 – são jatos que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil.
Ela diz que desde 2004, quando o presidente Lula esteve pela primeira vez na China, “nós evoluímos muito no volume do nosso comércio, e a China tornou-se o nosso maior parceiro comercial”.
- Essa parceria tem sido boa em vários setores. Nós realizamos, por exemplo, várias pesquisas e iniciativas na área de satélite. Acho que foi um salto de qualidade nas nossas relações. Mas, ainda, queremos mais. Hoje, nós vendemos muita matéria-prima para a China, queremos vender a matéria-prima, mas também queremos vender os produtos mais elaborados.
...Ela cita o caso do aço. A China é o maior comprador do minério de ferro brasileiro, a matéria-prima para a fabricação do aço, usado em praticamente toda a indústria, de carros a barcos.
- O produto que mais vendemos para os chineses é o minério de ferro. Queremos, também, vender aço e mesmo produtos acabados de aço. Estou muito confiante na cooperação mútua entre o Brasil e a China.
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Fazendo um balanço sobre sua visita à China, na semana passada, ela se referiu ao acordo fechado com as empresas ZTE e Foxconn. A primeira é uma estatal chinesa que produz equipamentos para a área de comunicação, enquanto a outra é responsável pela fabricação de produtos da Apple para parte do mundo, entre eles o iPad e o iPhone.
A ZTE vai construir uma fábrica em Hortolândia, no interior de SP, e investirá mais R$ 350 milhões. A Foxconn estuda investimento de R$ 18,9 bilhões no Brasil para a produção de telas para produtos como computadores tablet e celulares.
- São investimentos que, além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores. Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação. Nós vamos popularizar esses equipamentos. Queremos que eles sejam comprados por qualquer cidadão.
Ela diz que, no ano passado, o Brasil foi o terceiro país que mais vendeu computador no mundo, e “isso significa um grande mercado potencial”.
A presidente disse que a viagem à China, que começou na segunda-feira (11) e terminou neste fim de semana, foi “bastante proveitosa” e “bem-sucedida”.
- Nós alcançamos os nossos principais objetivos: o de abrir as portas para que mais produtos brasileiros, produtos mais elaborados entrassem na China; e trabalharmos juntos em áreas importantes, como a de ciência e tecnologia. Assinamos 20 acordos com o governo chinês. Alguns para desenvolvermos pesquisa nessa área – ciência e tecnologia – e também fecharmos bons negócios com empresários, que vão investir mais no Brasil.
O Brasil também vai vender mais para a China, segundo Dilma.
- Um dos acordos que firmamos foi abrir o mercado chinês para a exportação de carne de porco. Um outro ainda, foi para a venda de aviões. A Embraer já vende aviões para a China, mas, nessa viagem, nós combinamos a venda de 35 aviões da família B-190 – são jatos que vão gerar em torno de US$ 1 bilhão para o Brasil.
Ela diz que desde 2004, quando o presidente Lula esteve pela primeira vez na China, “nós evoluímos muito no volume do nosso comércio, e a China tornou-se o nosso maior parceiro comercial”.
- Essa parceria tem sido boa em vários setores. Nós realizamos, por exemplo, várias pesquisas e iniciativas na área de satélite. Acho que foi um salto de qualidade nas nossas relações. Mas, ainda, queremos mais. Hoje, nós vendemos muita matéria-prima para a China, queremos vender a matéria-prima, mas também queremos vender os produtos mais elaborados.
...Ela cita o caso do aço. A China é o maior comprador do minério de ferro brasileiro, a matéria-prima para a fabricação do aço, usado em praticamente toda a indústria, de carros a barcos.
- O produto que mais vendemos para os chineses é o minério de ferro. Queremos, também, vender aço e mesmo produtos acabados de aço. Estou muito confiante na cooperação mútua entre o Brasil e a China.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
Abrimos as portas para a China, diz Dilma após visita ao país asiático
A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (18), em seu programa de rádio “Café com a Presidenta”, que a visita feita por ela à China na semana passada novas oportunidades para o fortalecimento da economia brasileira. "Nós alcançamos os nossos principais objetivos, o de abrir as portas para que mais produtos brasileiros", disse.
"São investimentos que, além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores", afirmou. A viagem de Dilma ao país asiático resultou na venda de 35 novos aviões e na assinatura de 20 acordos comerciais, principalmente na área de ciência e tecnologia.
Dilma também afirmou que é preciso investir em capacitação para atender às novas demandas. "Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação".
A presidenta valorizou a reunião com os países que compõem o Brics, o grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ela, as discussões foram importantes na luta contra a pobreza, por um comércio mundial mais equilibrado e pelo controle da especulação financeira.
Viagem à China
A comitiva brasileira realizou uma viagem de seis dias à China. Dilma e o presidente chinês, Hu Jintao, assinaram uma série de acordos de cooperação nas áreas de política, defesa, ciência e tecnologia, recursos hídricos, inspeção e quarentena, esporte, educação, agricultura, energia, telecomunicações e aeronáutica.
Em um comunicado conjunto, Dilma e Hu Jintao reiteraram o compromisso de promover "o desenvolvimento das relações bilaterais com visão estratégica e de longo alcance".
"São investimentos que, além de trazer dinheiro e novas tecnologias, também vão gerar emprego para milhares de trabalhadores", afirmou. A viagem de Dilma ao país asiático resultou na venda de 35 novos aviões e na assinatura de 20 acordos comerciais, principalmente na área de ciência e tecnologia.
Dilma também afirmou que é preciso investir em capacitação para atender às novas demandas. "Nós vamos ter muito trabalho pela frente, vamos ter de formar brasileiros e brasileiras capacitados para trabalhar nesta área de tecnologia de informação".
A presidenta valorizou a reunião com os países que compõem o Brics, o grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ela, as discussões foram importantes na luta contra a pobreza, por um comércio mundial mais equilibrado e pelo controle da especulação financeira.
Viagem à China
A comitiva brasileira realizou uma viagem de seis dias à China. Dilma e o presidente chinês, Hu Jintao, assinaram uma série de acordos de cooperação nas áreas de política, defesa, ciência e tecnologia, recursos hídricos, inspeção e quarentena, esporte, educação, agricultura, energia, telecomunicações e aeronáutica.
Em um comunicado conjunto, Dilma e Hu Jintao reiteraram o compromisso de promover "o desenvolvimento das relações bilaterais com visão estratégica e de longo alcance".
sábado, 16 de abril de 2011
Dilma encerra amanhã visita à China e deve passar pela República Tcheca
PEQUIM – A presidente Dilma Rousseff encerra neste sábado sua visita à China e deve chegar ao Brasil na próxima segunda-feira. No retorno, a presidente deve passar por Praga, a capital da República Tcheca, como fez na ida para Pequim, quando houve uma escala em Atenas, na Grécia. Antes de embarcar, porém, ela pretende visitar um dos mais belos cartões postais chineses - o Exército de Terracota, também chamado de Guerreiros de Xian
O monumento reúne mais de 8 mil homens e cavalos. Em tamanho natural, as peças foram confeccionadas em terracota (argila cozida no forno) e ficam próximas à cidade de Xian.
Há cerca de 40 anos, agricultores da região encontraram as 8 mil peças em uma área perto do mausoléu do imperador. Até hoje arqueólogos trabalham no local, na tentativa de identificar mais obras e de manter a preservação do material, pois terracota é material frágil e suscetível às influências do clima.
Na quarta-feira, a presidente visitou a Cidade Proibida, em Pequim, outro cartão postal da China, onde está o Palácio Imperial que serviu de residência oficial do imperador. O local é admirado por chineses e estrangeiros, não só por sua beleza arquitetônica, mas também pelas grandes dimensões e delicadeza das obras de arte.
A viagem de Dilma à China foi a mais longa ao exterior que a presidente já fez. Ao completar a visita, terão sido seis dias de atividades. Na passagem por Praga, ela deverá se reunir com o primeiro-ministro tcheco, Petr Necas.
A exemplo da conversa com o primeiro-ministro grego, Georgius Papandreou, Dilma deve tratar de investimentos para a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e os biocombustíveis, além da crise na economia de parte da União Europeia.
O monumento reúne mais de 8 mil homens e cavalos. Em tamanho natural, as peças foram confeccionadas em terracota (argila cozida no forno) e ficam próximas à cidade de Xian.
Há cerca de 40 anos, agricultores da região encontraram as 8 mil peças em uma área perto do mausoléu do imperador. Até hoje arqueólogos trabalham no local, na tentativa de identificar mais obras e de manter a preservação do material, pois terracota é material frágil e suscetível às influências do clima.
Na quarta-feira, a presidente visitou a Cidade Proibida, em Pequim, outro cartão postal da China, onde está o Palácio Imperial que serviu de residência oficial do imperador. O local é admirado por chineses e estrangeiros, não só por sua beleza arquitetônica, mas também pelas grandes dimensões e delicadeza das obras de arte.
A viagem de Dilma à China foi a mais longa ao exterior que a presidente já fez. Ao completar a visita, terão sido seis dias de atividades. Na passagem por Praga, ela deverá se reunir com o primeiro-ministro tcheco, Petr Necas.
A exemplo da conversa com o primeiro-ministro grego, Georgius Papandreou, Dilma deve tratar de investimentos para a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016 e os biocombustíveis, além da crise na economia de parte da União Europeia.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Aberto terceiro encontro dos líderes dos Brics
Começou hoje (14) em Sanya, província Hainan, no sul da China, o terceiro encontro de líderes dos Brics. Na reunião de abertura presidida pelo presidente chinês, Hu Jintao, estavam presentes os líderes máximos de Brasil, Rússia, Índia e África do Sul. Pela primeira vez a África do Sul participa do encontro desde sua integração ao bloco.
Na reunião cujo tema é "Olhar o futuro, compartilhar a prosperidade", os participantes devem discutir situação internacional, finanças e economia global, e desenvolvimento e parcerias entre os membros do mecanismo.
Hu Jintao vai aproveitar a ocasião para manifestar a postura chinesa quanto à situação internacional e questões regionais importantes, traçar perspectivas sobre as cooperações entre países do Brics e apresentar o desenvolvimento da China. Os líderes dos cinco países vão divulgar um documento com o resultado do encontro.
Na reunião cujo tema é "Olhar o futuro, compartilhar a prosperidade", os participantes devem discutir situação internacional, finanças e economia global, e desenvolvimento e parcerias entre os membros do mecanismo.
Hu Jintao vai aproveitar a ocasião para manifestar a postura chinesa quanto à situação internacional e questões regionais importantes, traçar perspectivas sobre as cooperações entre países do Brics e apresentar o desenvolvimento da China. Os líderes dos cinco países vão divulgar um documento com o resultado do encontro.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Dilma Rousseff assina na China acordos milionários de tecnologia
Dilma Rousseff assina na China acordos milionários de tecnologia
(AFP) – Há 1 hora
PEQUIM — Brasil e China assinaram nesta terça-feira acordos milionários de cooperação tecnológica durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao principal parceiro comercial do país, ao qual ela propôs um novo modelo de cooperação baseado em produtos de maior valor agregado.
Entre os compromissos assinados se destacam a venda de 35 aviões E190 da Embraer para empresas chinesas, assim como um acordo com a Corporação da Indústria de Aviação Chinesa (AVIC) para a produção do Legacy 600 no país asiático.
Os valores da compra não foram revelados oficialmente, mas fontes da delegação brasileira afirmaram que o preço médio das aeronaves é de 40 milhões de dólares, o que elevaria a negociação a US$ 1,4 bilhão.
A empresa de telefonia chinesa Huawei anunciou a decisão de construir um centro de pesquisas na região de São Paulo, com investimentos de entre 300 e 400 milhões de dólares, conformou a presidente à imprensa no hotel em que está hospedada e após um dia repleto de reuniões.
Dilma Rousseff também indicou que a empresa Foxconn anunciou interesse em investir nos próximos cinco a seis anos 12 bilhões de dólares na produção de aplicativos para telefonia móvel e informática, como telas para aparelhos celulares. Um grupo de trabalho foi criado para estudar o projeto.
Além disso, o governo chinês abriu o mercado do país para a carne de porco brasileira.
Somente no campo da tecnologia, ciência e inovação, o investimento chinês no Brasil como resultado dos acordos assinados em Pequim vai superar um bilhão de dólares, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Outros acordos foram assinados nas áreas de petróleo, defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, normas fitossanitárias, tecnologia agrícola e agricultura tropical, além de intercâmbios universitários e de tecnologia do bambu.
Desde que desembarcou em Pequim para sua primeira visita ao gigante asiático, Dilma Rousseff tem ressaltado que deseja inaugurar uma nova etapa nas relações e dar um salto qualitativo no modelo existente que, no entanto, permitiu elevar o comércio entre os dois países de 2,3 bilhões de dólares no ano 2000 a US$ 56,4 bilhões em 2010.
Nos últimos dois anos a China se tornou o principal destino das exportações brasileiras e o maior investidor no Brasil, postos que haviam sido ocupados nos últimos anos por Estados Unidos e Espanha. Os investimentos chineses estão centrados nas áreas de petróleo, tecnologia agrícola e produção de soja.
"Precisamos ir além da complementaridade de nossas economias para favorecer uma relação dinâmica, diversificada e equilibrada", disse a presidente do Brasil no encerramento do fórum que reuniu os 240 empresários que a acompanham na viagem e dezenas de executivos chineses.
"A transformação da agenda (exportadora) com produtos de maior valor agregado é o desafio para os próximos anos e um dos pilares para a sustentabilidade da expansão do comércio bilateral", completou.
Até agora, as exportações do Brasil para a China consistem essencialmente em commodities agrícolas e matérias-prima, em particular soja, minério de ferro, petróleo e celulose.
Os dois países, que ao lado da Rússia, Índia e agora África do Sul integram o bloco dos BRICS e cujos presidentes se reunirão na quinta-feira na ilha de Hainan (sudeste da China), compartilham interesses e visões para a construção de uma nova ordem internacional em fóruns como a ONU, o G20 e a OMC, assim como nas conferências sobre o clima.
Os dois países manifestaram apoio à reforma ampla da ONU, incluindo o aumento da representação dos países em desenvolvimento no Conselho de Segurança como uma prioridade, na declaração conjunta divulgada ao final do encontro.
Uma vaga permanente no Conselho de Segurança é uma antiga aspiração do Bras
(AFP) – Há 1 hora
PEQUIM — Brasil e China assinaram nesta terça-feira acordos milionários de cooperação tecnológica durante a visita da presidente Dilma Rousseff ao principal parceiro comercial do país, ao qual ela propôs um novo modelo de cooperação baseado em produtos de maior valor agregado.
Entre os compromissos assinados se destacam a venda de 35 aviões E190 da Embraer para empresas chinesas, assim como um acordo com a Corporação da Indústria de Aviação Chinesa (AVIC) para a produção do Legacy 600 no país asiático.
Os valores da compra não foram revelados oficialmente, mas fontes da delegação brasileira afirmaram que o preço médio das aeronaves é de 40 milhões de dólares, o que elevaria a negociação a US$ 1,4 bilhão.
A empresa de telefonia chinesa Huawei anunciou a decisão de construir um centro de pesquisas na região de São Paulo, com investimentos de entre 300 e 400 milhões de dólares, conformou a presidente à imprensa no hotel em que está hospedada e após um dia repleto de reuniões.
Dilma Rousseff também indicou que a empresa Foxconn anunciou interesse em investir nos próximos cinco a seis anos 12 bilhões de dólares na produção de aplicativos para telefonia móvel e informática, como telas para aparelhos celulares. Um grupo de trabalho foi criado para estudar o projeto.
Além disso, o governo chinês abriu o mercado do país para a carne de porco brasileira.
Somente no campo da tecnologia, ciência e inovação, o investimento chinês no Brasil como resultado dos acordos assinados em Pequim vai superar um bilhão de dólares, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Outros acordos foram assinados nas áreas de petróleo, defesa, nanotecnologia, recursos hídricos, normas fitossanitárias, tecnologia agrícola e agricultura tropical, além de intercâmbios universitários e de tecnologia do bambu.
Desde que desembarcou em Pequim para sua primeira visita ao gigante asiático, Dilma Rousseff tem ressaltado que deseja inaugurar uma nova etapa nas relações e dar um salto qualitativo no modelo existente que, no entanto, permitiu elevar o comércio entre os dois países de 2,3 bilhões de dólares no ano 2000 a US$ 56,4 bilhões em 2010.
Nos últimos dois anos a China se tornou o principal destino das exportações brasileiras e o maior investidor no Brasil, postos que haviam sido ocupados nos últimos anos por Estados Unidos e Espanha. Os investimentos chineses estão centrados nas áreas de petróleo, tecnologia agrícola e produção de soja.
"Precisamos ir além da complementaridade de nossas economias para favorecer uma relação dinâmica, diversificada e equilibrada", disse a presidente do Brasil no encerramento do fórum que reuniu os 240 empresários que a acompanham na viagem e dezenas de executivos chineses.
"A transformação da agenda (exportadora) com produtos de maior valor agregado é o desafio para os próximos anos e um dos pilares para a sustentabilidade da expansão do comércio bilateral", completou.
Até agora, as exportações do Brasil para a China consistem essencialmente em commodities agrícolas e matérias-prima, em particular soja, minério de ferro, petróleo e celulose.
Os dois países, que ao lado da Rússia, Índia e agora África do Sul integram o bloco dos BRICS e cujos presidentes se reunirão na quinta-feira na ilha de Hainan (sudeste da China), compartilham interesses e visões para a construção de uma nova ordem internacional em fóruns como a ONU, o G20 e a OMC, assim como nas conferências sobre o clima.
Os dois países manifestaram apoio à reforma ampla da ONU, incluindo o aumento da representação dos países em desenvolvimento no Conselho de Segurança como uma prioridade, na declaração conjunta divulgada ao final do encontro.
Uma vaga permanente no Conselho de Segurança é uma antiga aspiração do Bras
segunda-feira, 11 de abril de 2011
No caminho para a China, Dilma se reúne com premiê da Grécia
A presidente Dilma Rousseff se reuniu neste sábado (9), em Atenas, com o primeiro-ministro da Grécia, o socialista Giorgos Papandreou. Ela fez escala na capital grega e vai dormir na cidade antes de embarcar para a China, no domingo (10), segundo informou o porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena.
Durante a reunião na sede do governo grego, no palácio de Atenas, os dois líderes conversaram sobre o cenário econômico do país europeu e a conjuntura da economia mundial, sobre cooperação energética, fontes de energia renováveis e turismo.
Além disso, Dilma e Papandreou trocararam informações sobre os preparativos para as Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro. A Grécia sediou o evento em 2004 e Atenas foi o berço dos jogos na antiguidade.
Segundo informações da Presidência grega, Dilma aproveitou a oportunidade para agradecer pessoalmente ao governo do país europeu pela ajuda na evacuação à Grécia de 150 brasileiros a partir da cidade líbia de Benghazi durante os primeiros dias da rebelião contra o regime do ditador Muammar Kadafi.
Mulheres avaliam 100 dias de Dilma Dilma parte Pequim na tarde de domingo (horário da Grécia) e deve chegar à capital chinesa na manhã de segunda (11). O primeiro dia na China será livre e ela deve visitar pontos turísticos. Na terça (12), ela se reúne com o presidente chinês, Hu Jintao. Durante a estadia na China, a presidente também participará da cúpula do Bric, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Durante a reunião na sede do governo grego, no palácio de Atenas, os dois líderes conversaram sobre o cenário econômico do país europeu e a conjuntura da economia mundial, sobre cooperação energética, fontes de energia renováveis e turismo.
Além disso, Dilma e Papandreou trocararam informações sobre os preparativos para as Olímpiadas de 2016 no Rio de Janeiro. A Grécia sediou o evento em 2004 e Atenas foi o berço dos jogos na antiguidade.
Segundo informações da Presidência grega, Dilma aproveitou a oportunidade para agradecer pessoalmente ao governo do país europeu pela ajuda na evacuação à Grécia de 150 brasileiros a partir da cidade líbia de Benghazi durante os primeiros dias da rebelião contra o regime do ditador Muammar Kadafi.
Mulheres avaliam 100 dias de Dilma Dilma parte Pequim na tarde de domingo (horário da Grécia) e deve chegar à capital chinesa na manhã de segunda (11). O primeiro dia na China será livre e ela deve visitar pontos turísticos. Na terça (12), ela se reúne com o presidente chinês, Hu Jintao. Durante a estadia na China, a presidente também participará da cúpula do Bric, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
100 dias de Dilma: a mulher é o estilo
Dilma Rousseff completa neste domingo, 10, 100 dias no cargo de presidente da República com o feito de ter dirimido a dúvida mais mordaz lançada contra ela por seus opositores durante a campanha eleitoral do ano passado: seria Dilma, criada à imagem e semelhança de Lula, capaz de comandar o País sozinha? Para silenciar os críticos nesse quesito, a primeira mulher a ocupar a Presidência fez questão de imprimir a marca de uma governante austera e discreta.
Tais características provocaram comparações inevitáveis com seu antecessor e padrinho, um político afeito aos discursos e ao embate direto com a oposição, a mesma oposição que, para fustigá-lo e tentar enfraquecer seu mito, passou a elogiar o jeito de Dilma comandar o País. A presidente, no entanto, nunca incentivou de público esse paralelismo, ainda que na política externa e na questão dos direitos humanos tenha adotado medidas frontalmente contrárias à atuação de Lula na área.
Os afagos da oposição se restringiram à forma. No PSDB e no DEM, ganham corpo as críticas ao conteúdo: "gastança" do governo, desaceleração do PAC e ameaça de inflação. O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento não convenceu o mercado e os opositores de que as contas públicas estão sob controle. Dúvidas de gestão à parte, resta ao fim dos 100 dias a certeza de que Dilma se impôs. Parafraseando o francês conde de Buffon (1707-1788),para quem "o estilo é o homem", hoje "a mulher é o estilo".
Tais características provocaram comparações inevitáveis com seu antecessor e padrinho, um político afeito aos discursos e ao embate direto com a oposição, a mesma oposição que, para fustigá-lo e tentar enfraquecer seu mito, passou a elogiar o jeito de Dilma comandar o País. A presidente, no entanto, nunca incentivou de público esse paralelismo, ainda que na política externa e na questão dos direitos humanos tenha adotado medidas frontalmente contrárias à atuação de Lula na área.
Os afagos da oposição se restringiram à forma. No PSDB e no DEM, ganham corpo as críticas ao conteúdo: "gastança" do governo, desaceleração do PAC e ameaça de inflação. O corte de R$ 50 bilhões no Orçamento não convenceu o mercado e os opositores de que as contas públicas estão sob controle. Dúvidas de gestão à parte, resta ao fim dos 100 dias a certeza de que Dilma se impôs. Parafraseando o francês conde de Buffon (1707-1788),para quem "o estilo é o homem", hoje "a mulher é o estilo".
domingo, 10 de abril de 2011
Dilma lamenta a morte do jornalista Reali Júnior
A presidente Dilma Rousseff lamentou hoje, por meio de nota, a morte do jornalista Reali Júnior. 'A imprensa brasileira perdeu um de seus nomes mais emblemáticos', disse a presidente. Para Dilma, os anos que Reali passou como correspondente de veículos de comunicação brasileiros em Paris foram marcados por grandes reportagens.
'Mais do que um repórter talentoso, o país perde um ilustre brasileiro. A seus parentes, amigos e admiradores envio meu sentimento de pesar e meu abraço fraternal', disse. Reali morreu na manhã de hoje, aos 71 anos, em sua casa, em São Paulo. O jornalista havia sido submetido a um transplante de fígado há dois anos. Correspondente na capital francesa durante quase 38 anos, a partir de 1973 trabalhou para o jornal O Estado de S. Paulo. Dilma faz hoje visita de um dia à Grécia, em escala a caminho da China. (Equipe AE)
'Mais do que um repórter talentoso, o país perde um ilustre brasileiro. A seus parentes, amigos e admiradores envio meu sentimento de pesar e meu abraço fraternal', disse. Reali morreu na manhã de hoje, aos 71 anos, em sua casa, em São Paulo. O jornalista havia sido submetido a um transplante de fígado há dois anos. Correspondente na capital francesa durante quase 38 anos, a partir de 1973 trabalhou para o jornal O Estado de S. Paulo. Dilma faz hoje visita de um dia à Grécia, em escala a caminho da China. (Equipe AE)
sábado, 9 de abril de 2011
Vocalista dos U2 encontra-se com Dilma Rousseff
Bono aproveitou a sua estada no Brasil para privar com a Presidente do país. O cantor lamentou o tiroteio no Rio de Janeiro, que ceifou a vida a onze crianças
Bono e os restantes elementos da banda irlandesa U2 visitaram o Palácio da Alvorada, em Brasília, onde foram recebidos por Dilma Rousseff. A Presidente do Brasil fez questão de almoçar com os músicos, que estão a preparar uma série de apresentações no país.
O vocalista dos U2, conhecido por apoiar várias causas humanitárias, apresentou as suas condolências a Dilma Rousseff a propósito do tiroteio numa escola carioca que matou 11 crianças. Bono afirmou que esse foi "um dia muito triste" para a humanidade em geral.
100 dias: Dilma manteve diálogo firme com Congresso
Em meio à crise na votação do salário mínimo, o primeiro embate enfrentado pela presidente Dilma Rousseff com o Congresso Nacional, nos 100 primeiros dias de sua gestão, a petista teve a oportunidade de escalar a tropa de choque governista e cobrar das siglas aliadas fidelidade à posição do governo federal. O esforço e a firmeza demonstrados por ela nesta primeira grande batalha com o parlamento, na avaliação de cientistas políticos ouvidos pela Agência Estado, deu mostras de como será a relação da presidente com o Congresso Nacional daqui para frente. Ela deve manter diálogo permanente com o Senado Federal e com a Câmara dos Deputados e deve condicionar espaço em sua administração ao apoio das siglas às propostas do governo federal.
Na avaliação dos especialistas, a presidente foi bem-sucedida em sua primeira celeuma com o Congresso. De acordo com eles, ela conseguiu pacificar as bancadas aliadas e foi habilidosa ao esperar a votação de projetos de interesse do governo federal para iniciar a indicação do segundo escalação. 'Ela fechou a porteira até que os projetos fossem votados', ressaltou o professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marco Antonio Carvalho Teixeira, segundo quem, neste ponto, a atuação da presidente se diferenciou da observada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 'Até o presente momento, ela foi bastante habilidosa, não negociou espaço antes que a base governista votasse os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e conseguiu manter uma coesão.'
O especialista da FGV lembrou ainda que a presidente conseguiu contornar a crise deflagrada entre o Palácio do Planalto e o PDT, por conta de dissidências na votação da proposta de R$ 545 para o salário mínimo. 'A sensação que ficou é de que ou faz parte da base ou não faz parte da base.' No episódio, o PDT não foi convidado a participar da reunião com líderes da base aliada, o que deu margem a especulações sobre a permanência no cargo do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O professor ressaltou que divergências desse tipo acontecem quando não se tem uma base de sustentação coesa. 'Por maior que ela seja, é uma base de sustentação muito calcada nos espaços que cada partido tem.'
A avaliação é semelhante à feita pelo cientista político Humberto Dantas, consultor da ONG Voto Consciente. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de acordo com Dantas, a base governista é pautada por aspectos que não necessariamente condizem com princípios programáticos, criando uma espécie de governabilidade pragmática. 'É o apoio pela possibilidade de governar, desde que sejam oferecidas vantagens.' A manutenção de um diálogo permanente com o Congresso Nacional, à que a presidente vem dedicando atenção especial, é, na avaliação do analista, recorrente desde o impeachment de Fernando Collor de Mello. O ex-presidente não manteve um grande canal de diálogo com os parlamentares. 'As negociações com o Congresso Nacional seguem parecidas, com a necessidade de negociações permanentes.'
O consultor da ONG Voto Consciente destacou ainda que, na relação com o Senado Federal, a presidente leva vantagem em relação ao seu antecessor. A atual configuração da Casa, segundo Dantas, é 'mais dócil' com o governo federal do que a da legislatura passada. 'O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou muito na campanha ao Senado Federal e conseguiu um apoio maior', disse. Na atual legislatura, o número de senadores do PT quase dobrou, de 8 para 14 parlamentares, e o total de senadores do PSDB, principal sigla da oposição, caiu de 16 para 10 parlamentares. 'Ela não deve encontrar tanta resistência no Senado Federal, onde o ex-presidente teve de dialogar mais.'
Na avaliação dos especialistas, a presidente foi bem-sucedida em sua primeira celeuma com o Congresso. De acordo com eles, ela conseguiu pacificar as bancadas aliadas e foi habilidosa ao esperar a votação de projetos de interesse do governo federal para iniciar a indicação do segundo escalação. 'Ela fechou a porteira até que os projetos fossem votados', ressaltou o professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marco Antonio Carvalho Teixeira, segundo quem, neste ponto, a atuação da presidente se diferenciou da observada no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 'Até o presente momento, ela foi bastante habilidosa, não negociou espaço antes que a base governista votasse os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e conseguiu manter uma coesão.'
O especialista da FGV lembrou ainda que a presidente conseguiu contornar a crise deflagrada entre o Palácio do Planalto e o PDT, por conta de dissidências na votação da proposta de R$ 545 para o salário mínimo. 'A sensação que ficou é de que ou faz parte da base ou não faz parte da base.' No episódio, o PDT não foi convidado a participar da reunião com líderes da base aliada, o que deu margem a especulações sobre a permanência no cargo do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. O professor ressaltou que divergências desse tipo acontecem quando não se tem uma base de sustentação coesa. 'Por maior que ela seja, é uma base de sustentação muito calcada nos espaços que cada partido tem.'
A avaliação é semelhante à feita pelo cientista político Humberto Dantas, consultor da ONG Voto Consciente. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de acordo com Dantas, a base governista é pautada por aspectos que não necessariamente condizem com princípios programáticos, criando uma espécie de governabilidade pragmática. 'É o apoio pela possibilidade de governar, desde que sejam oferecidas vantagens.' A manutenção de um diálogo permanente com o Congresso Nacional, à que a presidente vem dedicando atenção especial, é, na avaliação do analista, recorrente desde o impeachment de Fernando Collor de Mello. O ex-presidente não manteve um grande canal de diálogo com os parlamentares. 'As negociações com o Congresso Nacional seguem parecidas, com a necessidade de negociações permanentes.'
O consultor da ONG Voto Consciente destacou ainda que, na relação com o Senado Federal, a presidente leva vantagem em relação ao seu antecessor. A atual configuração da Casa, segundo Dantas, é 'mais dócil' com o governo federal do que a da legislatura passada. 'O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhou muito na campanha ao Senado Federal e conseguiu um apoio maior', disse. Na atual legislatura, o número de senadores do PT quase dobrou, de 8 para 14 parlamentares, e o total de senadores do PSDB, principal sigla da oposição, caiu de 16 para 10 parlamentares. 'Ela não deve encontrar tanta resistência no Senado Federal, onde o ex-presidente teve de dialogar mais.'
sexta-feira, 8 de abril de 2011
“Estreante”, Gleisi assume linha de frente da defesa de Dilma
Apesar de ser uma “estreante” em mandatos eletivos, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT), primeira mulher eleita pelo Estado para o Senado, vem assumindo um papel de destaque na linha de frente da defesa do governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Esta semana, Gleisi protagonizou mais uma vez o embate com a oposição, ao se contrapor ao discurso do senador Aécio Neves (PSDB), que apontado como provável candidato à presidência para 2014, ocupou a tribuna do Senado para fazer um balanço crítico dos primeiros cem dias da nova administração federal.
Na semana passada, a petista já havia se degladiado com o senador Alvaro Dias (PSDB), quando o líder tucano acusou Dilma de ter admitido a prática de “balcão de negócios” para a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto no Legislativo. Na ocasião, Gleisi desafiou Alvaro a provar as acusações, classificando-as de “ilações levianas”.
Na quarta-feira, Aécio procurou dar o tom do que deve ser a oposição ao governo Dilma, acusando a nova administração de repetir os erros do antecessor, ao promover o “aparelhamento” do Estado. Segundo ele, as principais conquistas dos pouco mais de oito anos do PT no governo federal teriam como base a continuação da política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.
Fiel a seu estilo polido mas firme, Gleisi reagiu qualificando inicialmente como “elegante” o discurso de Aécio e elogiando a iniciativa de reconhecer as realizações de governos anteriores. Ela disse não ter problemas em reconhecer avanços do governo de Fernando Henrique Cardoso, como a continuidade do Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas afirmou que “nem tudo são flores” e que algumas questões, como a das privatizações, não foram contempladas no discurso do tucano.
“Foi uma transferência do patrimônio público para o patrimônio privado financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (Econômico e) Social. Também não se colocou a forma escandalosa como nós tivemos a aprovação da reeleição no Congresso Nacional, mudando as regras no jogo no momento em que o jogo estava se dando”, afirmou.
A petista argumentou ainda que, ao contrário do antecessor, o governo Lula utilizou a estabilidade conquistada em governos anteriores para promover a inclusão social. “Foi muito diferente a condução do presidente Lula no enfrentamento a uma das maiores crises internacionais da que nós tivemos com o governo do PSDB. Naquele momento, o governo do PSDB aumentava juros, restringia crédito e diminuía investimentos públicos. Com o governo Lula, foi uma política anti-cíclica”, lembrou.
O desempenho de Gleisi chamou a atenção da imprensa nacional, que apontou-a como uma das novas boas surpresas na base governista. A petista, que descartou disputar a prefeitura de Curitiba no ano que vem, já é apontada como principal nome para enfrentar o tucano Beto Richa (PSDB) na eleição para o governo do Paraná, em 2014.
Na semana passada, a petista já havia se degladiado com o senador Alvaro Dias (PSDB), quando o líder tucano acusou Dilma de ter admitido a prática de “balcão de negócios” para a aprovação de projetos de interesse do Palácio do Planalto no Legislativo. Na ocasião, Gleisi desafiou Alvaro a provar as acusações, classificando-as de “ilações levianas”.
Na quarta-feira, Aécio procurou dar o tom do que deve ser a oposição ao governo Dilma, acusando a nova administração de repetir os erros do antecessor, ao promover o “aparelhamento” do Estado. Segundo ele, as principais conquistas dos pouco mais de oito anos do PT no governo federal teriam como base a continuação da política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.
Fiel a seu estilo polido mas firme, Gleisi reagiu qualificando inicialmente como “elegante” o discurso de Aécio e elogiando a iniciativa de reconhecer as realizações de governos anteriores. Ela disse não ter problemas em reconhecer avanços do governo de Fernando Henrique Cardoso, como a continuidade do Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas afirmou que “nem tudo são flores” e que algumas questões, como a das privatizações, não foram contempladas no discurso do tucano.
“Foi uma transferência do patrimônio público para o patrimônio privado financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (Econômico e) Social. Também não se colocou a forma escandalosa como nós tivemos a aprovação da reeleição no Congresso Nacional, mudando as regras no jogo no momento em que o jogo estava se dando”, afirmou.
A petista argumentou ainda que, ao contrário do antecessor, o governo Lula utilizou a estabilidade conquistada em governos anteriores para promover a inclusão social. “Foi muito diferente a condução do presidente Lula no enfrentamento a uma das maiores crises internacionais da que nós tivemos com o governo do PSDB. Naquele momento, o governo do PSDB aumentava juros, restringia crédito e diminuía investimentos públicos. Com o governo Lula, foi uma política anti-cíclica”, lembrou.
O desempenho de Gleisi chamou a atenção da imprensa nacional, que apontou-a como uma das novas boas surpresas na base governista. A petista, que descartou disputar a prefeitura de Curitiba no ano que vem, já é apontada como principal nome para enfrentar o tucano Beto Richa (PSDB) na eleição para o governo do Paraná, em 2014.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Sarney diz que Dilma “passou na prova” dos cem dias
Para o presidente do senado, José Sarney, Dilma Rousseff “já passou pela prova dos cem dias com a nota de 70% de aprovação da opinião pública”. A declaração do aliado do Planalto está em vídeo que pode ser visto no blog do Senado. A presidente Dilma Rousseff completa os cem primeiros dias de governo no domingo, 10.
Para Sarney, durante os últimos meses, Dilma comprovou que não é “apenas uma figura preposta”, como, segundo o senador, a oposição afirmou, durante a campanha eleitoral. “Ela tem demonstrado que esta dando continuidade sem continuísmo, já marcou sua personalidade como governante” – sustenta Sarney, na gravação de dois minutos.
O pemedebista destaca as posições marcadas pela presidente na negociação do salário mínimo, na condenação ao apedrejamento da iraniana Sakineh, no novo padrão de relacionamento com os Estados Unidos. “Além de tudo ela já fez uma deferência nestes cem dias à Cultura, porque ela já foi até ao teatro. É uma coisa simbólica, de um presidente que tem sensibilidade relativa às artes cênicas” – acrescenta Sarney, para concluir que Dilma passou bem pela prova dos primeiros cem dias de governo.
Para Sarney, durante os últimos meses, Dilma comprovou que não é “apenas uma figura preposta”, como, segundo o senador, a oposição afirmou, durante a campanha eleitoral. “Ela tem demonstrado que esta dando continuidade sem continuísmo, já marcou sua personalidade como governante” – sustenta Sarney, na gravação de dois minutos.
O pemedebista destaca as posições marcadas pela presidente na negociação do salário mínimo, na condenação ao apedrejamento da iraniana Sakineh, no novo padrão de relacionamento com os Estados Unidos. “Além de tudo ela já fez uma deferência nestes cem dias à Cultura, porque ela já foi até ao teatro. É uma coisa simbólica, de um presidente que tem sensibilidade relativa às artes cênicas” – acrescenta Sarney, para concluir que Dilma passou bem pela prova dos primeiros cem dias de governo.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Peça a que Dilma assistiu fala de loucura e lei do absurdo
Sem carro oficial, presidenta viu 'A Lua vem da Ásia', estrelada pelo ator Chico Diaz, em Brasília; peça vai para São Paulo agora
Andréia Sadi, iG Brasília | 05/04/2011 07:40
Compartilhar: Em recente entrevista a jornais argentinos, a presidenta Dilma Rousseff admitiu que o que menos lhe agrada no exercício do cargo é a ‘’falta de liberdade" e a dificuldade de "se movimentar” para fugir do assédio da imprensa e do forte esquema de seguranças. Por conta disso, a petista tem evitado sair do Palácio do Alvorada, residência oficial, desde que assumiu o cargo. Mas, neste final de semana, a petista abriu uma brecha para prestigiar a peça A Lua vem da Ásia, monólogo que tem a “loucura” como tema central e é baseado em um livro (1956) do escritor mineiro Walter Campos de Carvalho.
“Vocês deveriam ver esta peça”, recomendou a ex-ministra após a apresentação no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil Brasília). No palco, o ator Chico Diaz é Astrogildo, personagem que conta, em forma de diário, momentos de sua vida desafiando “a lógica do mundo em que vive, tornando-se o narrador de um mundo governado pela lei do absurdo”.
Dilma, ao sair de carro perto do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília
O espetáculo encerrou a temporada em Brasília no domingo e já passou dois meses em cartaz no CCBB Rio – foram mais de 40 sessões. Na capital federal, foram 16 sessões. Na véspera da peça, Dilma recebeu o ator Chico Diaz no Planalto após recomendação do secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos. “Quem deu a dica para Dilma foi o Beto que já tinha assistido à peça e adorou”, contou Rodrigo Machado, assessor da peça.
Na sexta-feira, a presidenta manifestou a Chico desejo de acompanhar o espetáculo, mas não confirmou presença. No sábado à tarde, quatro seguranças da Presidência foram até o CCBB para vistoriar o local que receberia a convidada.
“A gente ficou sabendo em cima da hora, mas o diretor (Moacir Chaves) pediu que não fosse alardeado, muito menos para a imprensa. Quando ela chegou, todo mundo aplaudiu. Chico ficou emocionado”, disse Rodrigo.
Dilma foi ao teatro com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, que é amiga do ator Chico Diaz. Após o espetáculo, Dilma foi ao camarim cumprimentar Diaz. Eles brindaram com champanhe. "Ela (Dilma) é fã do Campos de Carvalho", comentou o ator após a peça. "Só o fato dela vir aqui ao teatro é muito bacana", afirmou Diaz.
Wagner estava em Brasília para tratar com Dilma dos preparativos da viagem para a China, na semana que vem. Segundo sua assessoria, o governador da Bahia é um dos políticos que acompanhará a comitiva da presidenta. A peça agora segue para temporada em São Paulo e ainda pode passar por Salvador, na Bahia.
Estilos presidenciais
Apesar de mineira, quando era ministra da Casa Civil, Dilma passava finais de semana em Porto Alegre, onde construiu sua carreira política ao lado da família. Com o ex-marido e amigo Carlos Araújo e a única filha, Paula, Dilma costumava passear pelas ruas da capital gaúcha sem ser incomodada pela imprensa. Eleita presidenta, a petista optou majoritariamente por passar os finais de semanas, sem agenda oficial, no Alvorada, ao lado da mãe, Dilma Jane, e da tia Arilda.
O antecessor Luiz Inácio Lula da Silva alternava os finais de semana entre Brasília e São Bernardo do Campo, seu berço político, onde voltou a morar depois de deixar o cargo. No entanto, na Presidência, era raramente visto em locais públicos como cinema e teatros, mesmo na companhia da então primeira-dama Marisa Letícia. Assim que deixou o cargo, no final de janeiro, o ex-presidente voltou à vida de cidadão comum e acompanhou uma partida entre Corinthians e São Bernardo do Campo, pelo Campeonato Paulista.
Andréia Sadi, iG Brasília | 05/04/2011 07:40
Compartilhar: Em recente entrevista a jornais argentinos, a presidenta Dilma Rousseff admitiu que o que menos lhe agrada no exercício do cargo é a ‘’falta de liberdade" e a dificuldade de "se movimentar” para fugir do assédio da imprensa e do forte esquema de seguranças. Por conta disso, a petista tem evitado sair do Palácio do Alvorada, residência oficial, desde que assumiu o cargo. Mas, neste final de semana, a petista abriu uma brecha para prestigiar a peça A Lua vem da Ásia, monólogo que tem a “loucura” como tema central e é baseado em um livro (1956) do escritor mineiro Walter Campos de Carvalho.
“Vocês deveriam ver esta peça”, recomendou a ex-ministra após a apresentação no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil Brasília). No palco, o ator Chico Diaz é Astrogildo, personagem que conta, em forma de diário, momentos de sua vida desafiando “a lógica do mundo em que vive, tornando-se o narrador de um mundo governado pela lei do absurdo”.
Dilma, ao sair de carro perto do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília
O espetáculo encerrou a temporada em Brasília no domingo e já passou dois meses em cartaz no CCBB Rio – foram mais de 40 sessões. Na capital federal, foram 16 sessões. Na véspera da peça, Dilma recebeu o ator Chico Diaz no Planalto após recomendação do secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos. “Quem deu a dica para Dilma foi o Beto que já tinha assistido à peça e adorou”, contou Rodrigo Machado, assessor da peça.
Na sexta-feira, a presidenta manifestou a Chico desejo de acompanhar o espetáculo, mas não confirmou presença. No sábado à tarde, quatro seguranças da Presidência foram até o CCBB para vistoriar o local que receberia a convidada.
“A gente ficou sabendo em cima da hora, mas o diretor (Moacir Chaves) pediu que não fosse alardeado, muito menos para a imprensa. Quando ela chegou, todo mundo aplaudiu. Chico ficou emocionado”, disse Rodrigo.
Dilma foi ao teatro com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, que é amiga do ator Chico Diaz. Após o espetáculo, Dilma foi ao camarim cumprimentar Diaz. Eles brindaram com champanhe. "Ela (Dilma) é fã do Campos de Carvalho", comentou o ator após a peça. "Só o fato dela vir aqui ao teatro é muito bacana", afirmou Diaz.
Wagner estava em Brasília para tratar com Dilma dos preparativos da viagem para a China, na semana que vem. Segundo sua assessoria, o governador da Bahia é um dos políticos que acompanhará a comitiva da presidenta. A peça agora segue para temporada em São Paulo e ainda pode passar por Salvador, na Bahia.
Estilos presidenciais
Apesar de mineira, quando era ministra da Casa Civil, Dilma passava finais de semana em Porto Alegre, onde construiu sua carreira política ao lado da família. Com o ex-marido e amigo Carlos Araújo e a única filha, Paula, Dilma costumava passear pelas ruas da capital gaúcha sem ser incomodada pela imprensa. Eleita presidenta, a petista optou majoritariamente por passar os finais de semanas, sem agenda oficial, no Alvorada, ao lado da mãe, Dilma Jane, e da tia Arilda.
O antecessor Luiz Inácio Lula da Silva alternava os finais de semana entre Brasília e São Bernardo do Campo, seu berço político, onde voltou a morar depois de deixar o cargo. No entanto, na Presidência, era raramente visto em locais públicos como cinema e teatros, mesmo na companhia da então primeira-dama Marisa Letícia. Assim que deixou o cargo, no final de janeiro, o ex-presidente voltou à vida de cidadão comum e acompanhou uma partida entre Corinthians e São Bernardo do Campo, pelo Campeonato Paulista.
Dilma já está impaciente com a valorização do real
A presidente Dilma Rousseff já dá sinais de impaciência com a valorização do real frente ao dólar. “Tem de achar uma solução para o câmbio, não pode continuar dessa forma”, disse ela ao presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, numa reunião na sexta-feira. “Não posso afirmar que ela tomará medidas, porque ela não me disse isso, mas fiquei com a impressão que ela vai agir, sim, porque deixou clara sua preocupação com o câmbio”, relatou Andrade. A entidade defende que o governo adote medidas tradicionais, como tributar mais fortemente a entrada de capitais estrangeiros.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vão discutir neste início de semana a necessidade de adoção de novas medidas para conter uma queda maior do dólar. Os dois conversaram na sexta-feira passada, quando a moeda norte-americana chegou a R$ 1,61, a menor cotação desde 21 de agosto de 2008, o que exacerbou a preocupação do governo com o problema cambial no País.
Segundo fontes do Ministério da Fazenda, a equipe econômica tem outras medidas cambiais prontas que podem ser acionadas, entre elas a extensão da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de empréstimos externos para prazos superiores a 360 dias e também maiores restrições aos bancos. Na terça-feira passada, o governo já havia aumentado para 6% a alíquota do IOF para empréstimos externos de bancos e empresas com prazo inferior a 360 dias. Mesmo com a adoção de mais uma medida, o dólar continuou derretendo no mercado financeiro.
Os rumores de que governo tomaria mais ações no câmbio ganharam força na quinta-feira passada, depois que Tombini, durante encontro com parlamentares, sinalizou que o BC estava atento ao ingresso de capital especulativo no País e “disposto a tomar novas medidas” para conter a volatilidade da taxa de câmbio. Havia uma expectativa de que o Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reuniu naquele dia, tomasse novas medidas, o que não aconteceu. Mantega chegou a se reunir com a presidente Dilma antes da reunião, cujo horário de início foi adiado, o que só alimentou os rumores.
O nervosismo dentro da equipe econômica aumentou na sexta-feira, com informações que circularam nas agências de tempo real que o governo tinha desistido de novas medidas de curto prazo para combater o câmbio valorizado devido à avalanche de recursos entrando no País. “É preciso tomar novas medidas e manter o suspense no mercado”, disse uma fonte da equipe econômica, negando que o governo esteja abandonando o combate do câmbio.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vão discutir neste início de semana a necessidade de adoção de novas medidas para conter uma queda maior do dólar. Os dois conversaram na sexta-feira passada, quando a moeda norte-americana chegou a R$ 1,61, a menor cotação desde 21 de agosto de 2008, o que exacerbou a preocupação do governo com o problema cambial no País.
Segundo fontes do Ministério da Fazenda, a equipe econômica tem outras medidas cambiais prontas que podem ser acionadas, entre elas a extensão da alíquota de 6% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de empréstimos externos para prazos superiores a 360 dias e também maiores restrições aos bancos. Na terça-feira passada, o governo já havia aumentado para 6% a alíquota do IOF para empréstimos externos de bancos e empresas com prazo inferior a 360 dias. Mesmo com a adoção de mais uma medida, o dólar continuou derretendo no mercado financeiro.
Os rumores de que governo tomaria mais ações no câmbio ganharam força na quinta-feira passada, depois que Tombini, durante encontro com parlamentares, sinalizou que o BC estava atento ao ingresso de capital especulativo no País e “disposto a tomar novas medidas” para conter a volatilidade da taxa de câmbio. Havia uma expectativa de que o Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reuniu naquele dia, tomasse novas medidas, o que não aconteceu. Mantega chegou a se reunir com a presidente Dilma antes da reunião, cujo horário de início foi adiado, o que só alimentou os rumores.
O nervosismo dentro da equipe econômica aumentou na sexta-feira, com informações que circularam nas agências de tempo real que o governo tinha desistido de novas medidas de curto prazo para combater o câmbio valorizado devido à avalanche de recursos entrando no País. “É preciso tomar novas medidas e manter o suspense no mercado”, disse uma fonte da equipe econômica, negando que o governo esteja abandonando o combate do câmbio.
sábado, 2 de abril de 2011
Dilma tem 73% de aprovação, mostra CNI/Ibope
Por Priscilla Mazenotti
A presidenta Dilma Rousseff tem 73% de aprovação, segundo pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada hoje (1º). O percentual de cidadãos que desaprovam a presidenta alcançou 12%. Além disso, 74% dos entrevistados disseram ter confiança em Dilma, contra 16% que não confiam.
Nesses três primeiros meses de governo, 56% dos entrevistados apresentaram avaliação ótima ou boa, 27% consideraram regular e apenas 5% avaliaram como ruim ou péssimo.
Em outro ponto, 64% consideraram o governo de Dilma Rousseff igual ao anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva; 12% o classificam como melhor e 13% dos entrevistados consideraram o atual governo pior que a gestão passada. Para 14% dos entrevistados, Dilma tem um estilo de governar muito diferente de Lula, 40% acham o estilo um pouco diferente e 39% consideram que não existe diferença entre os dois.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
*Matéria publicada originalmente em Agência Brasil.
A presidenta Dilma Rousseff tem 73% de aprovação, segundo pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada hoje (1º). O percentual de cidadãos que desaprovam a presidenta alcançou 12%. Além disso, 74% dos entrevistados disseram ter confiança em Dilma, contra 16% que não confiam.
Nesses três primeiros meses de governo, 56% dos entrevistados apresentaram avaliação ótima ou boa, 27% consideraram regular e apenas 5% avaliaram como ruim ou péssimo.
Em outro ponto, 64% consideraram o governo de Dilma Rousseff igual ao anterior, de Luiz Inácio Lula da Silva; 12% o classificam como melhor e 13% dos entrevistados consideraram o atual governo pior que a gestão passada. Para 14% dos entrevistados, Dilma tem um estilo de governar muito diferente de Lula, 40% acham o estilo um pouco diferente e 39% consideram que não existe diferença entre os dois.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
*Matéria publicada originalmente em Agência Brasil.
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